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T Ó P I C O : Comparando: -------------------------------------------------------------------------------- Guanandi X Teca X Mogno X Eucalipto X Pinus A grande vantagem do guanandi, ...

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Comentários do Tópico

Comparando: -------------------------------------------------------------------------------- Guanandi X Teca X Mogno X Eucalipto X Pinus A grande vantagem do guanandi, em relação ao eucalipto, teca e o mogno é que o guanandi é uma planta nativa do Brasil, com mais vantagens para o meio ambiente e a bio diversidade. Outra vantagem é que ocorre em todos os Estados brasileiros sendo versátil a todos os tipos de solos e climas, enquanto por exemplo, a teca só se da bem no Mato Grosso por questões climáticas e o mogno é atacado no mundo inteiro pela praga Hypsipyla grandela Zeller tornando impossível o seu cultivo. Quanto à comparação com eucalipto, embora madeira excelente para celulose e papel, é madeira inferior ao guanandi, este sim, madeira de Lei para movelaria fina, uso naval porque é imputrescível em contato com a água, reconhecido desde os tempos do império, tendo merecido o primeiro decreto imperial brasileiro em 1835, declarando o guanandi a primeira madeira de Lei do pais. Dessa forma, o eucalipto e o pinus são muito plantados para industria de papel (Aracruz, Votorantin, Aracel, etc.) sendo cotado em torno de R$ 50,00 o metro cúbico, enquanto uma madeira de Lei como a Teca, o Guanandi e o Mogno tem valor de mercado em torno de U$$ 1.500,00 o metro cúbico, portanto um preço pelo metro cúbico 60 vezes maior que o eucalipto e o pinus. Enquanto as madeiras de Lei e nobres como o Guanandi, a Teca e o Mogno estão em extinção e são raras, sem a mínima possibilidade de suprimento da demanda (o que faz com que os preços no futuro cada vez mais aumentem), por outro lado, o eucalipto e o pinus tendem, no futuro, terem um excesso de produção, podendo seus preços se estabilizarem e até regredirem. Por isso, em termos de segurança de investimentos, além de melhores preços, vale mais a pena investir na raridade do guanandi do que em eucalipto, pinus, etc.... Leia Mais


Autor: RODOLFO ANTUNES

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2 comentários

Último comentário neste tópico em: 17/05/2011 17:06:15


RODOLFO ANTUNES comentou em: 12/05/2011 16:29

 

Comparando: -------------------------------------------------------------------------------- Guanandi X Teca X Mogno X Eucalipto X Pinus A grande vantagem do guanandi, em relação ao eucalipto, teca e o mogno é que o guanandi é uma planta nativa do Brasil, com mais vantagens para o meio ambiente e a bio diversidade. Outra vantagem é que ocorre em todos os Estados brasileiros sendo versátil a todos os tipos de solos e climas, enquanto por exemplo, a teca só se da bem no Mato Grosso por questões climáticas e o mogno é atacado no mundo inteiro pela praga Hypsipyla grandela Zeller tornando impossível o seu cultivo. Quanto à comparação com eucalipto, embora madeira excelente para celulose e papel, é madeira inferior ao guanandi, este sim, madeira de Lei para movelaria fina, uso naval porque é imputrescível em contato com a água, reconhecido desde os tempos do império, tendo merecido o primeiro decreto imperial brasileiro em 1835, declarando o guanandi a primeira madeira de Lei do pais. Dessa forma, o eucalipto e o pinus são muito plantados para industria de papel (Aracruz, Votorantin, Aracel, etc.) sendo cotado em torno de R$ 50,00 o metro cúbico, enquanto uma madeira de Lei como a Teca, o Guanandi e o Mogno tem valor de mercado em torno de U$$ 1.500,00 o metro cúbico, portanto um preço pelo metro cúbico 60 vezes maior que o eucalipto e o pinus. Enquanto as madeiras de Lei e nobres como o Guanandi, a Teca e o Mogno estão em extinção e são raras, sem a mínima possibilidade de suprimento da demanda (o que faz com que os preços no futuro cada vez mais aumentem), por outro lado, o eucalipto e o pinus tendem, no futuro, terem um excesso de produção, podendo seus preços se estabilizarem e até regredirem. Por isso, em termos de segurança de investimentos, além de melhores preços, vale mais a pena investir na raridade do guanandi do que em eucalipto, pinus, etc.... Leia Mais

 

 

15/03/2005 - Reportagem da Revista da Madeira - nº 88 - Ano 15

www.remade.com.br

» Espécie é apontada como substituta do mogno

A madeira de guanandi tem sido citada por especialistas como espécie promissora na substituição do mogno. O guanandi possui a superfície ligeiramente lustrosa e tem boa durabilidade e resistência. Essas características permitem múltiplos usos, tais como na construção civil, para cabo de ferramentas, na construção naval, na construção pesada, em móveis finos, marcenaria, carpintaria, dormentes, pontes, postes, chapas e lâminas faqueadas decorativas e outros, bem como na indústria de barris para depósito de vinho.

O tempo de corte do guanandi é de 18,5 anos, e o preço médio é de R$ 2 mil ao m ³, um valor similar ao do mogno, que atualmente possui corte proibido no Brasil. A receita bruta estimada em cinco hectares é de R$ 3 milhões. Além disso, aos quatro anos a espécie já começa a produzir sementes, que podem ser comercializadas ou utilizadas para expandir o plantio. Com possibilidade de múltiplos usos e de comércio promissor esta espécie deve se tornar preciosa nos próximos anos. Porém, é uma opção para quem possui capital reservado, pois o investimento a cada hectare, incluindo as mudas, soma cerca de R$ 2 mil. Para colher os almejados R$ 3 milhões é preciso investir, inicialmente, pelo menos R$ 10 mil.

A exploração comercial do guanandi ainda é recente no Brasil, mas a planta é descrita por especialistas como “árvore tão antiga quanto o Brasil”. É totalmente resistente à água. Além dos diversos usos na indústria moveleira e de construção é uma ótima madeira para celulose. Do fruto extrai-se o óleo industrial com 44% de pureza. A casca e o látex são usados na medicina e na veterinária. Os chás das folhas e cascas são empregadas na medicina para a cura de diversos males. É uma planta ornamental, apícola e para reflorestamento ambiental, muito procurado pela fauna. Vai bem em solo seco, porém é a mais resistente das plantas nativas para locais úmidos e encharcados. É a primeira madeira de lei do país - lei de 7 de janeiro de 1835, quando o governo imperial reservou para o Estado o monopólio da exploração dessa madeira.

Quanto as propriedade físico mecânicas a madeira do guanandi pode ser classificada como moderadamente pesada, com retratibilidade e resistência mecânica médias e de estabilidade dimensional média. A durabilidade natural depende da época de corte mas, em geral, é durável a moderadamente durável à podridão branca e marrom. A madeira é considerada imputrescível dentro da água.

Nos tratamentos preservativos a espécie apresenta baixa permeabilidade às soluções preservantes em tratamento sob pressão, pois apresenta os poros parcialmente preenchidos por óleo-recina. O alburno é moderadamente fácil, porém, o cerne é difícil de preservar pelos métodos banho quente-frio e a pressão.

A madeira é de secagem difícil, apresentando alta incidência de rachaduras e empenamentos durante a secagem ao ar, devido a presença de gomas em seus espaços celulares. Na secagem em estufa devem ser empregados programas moderados.

É de fácil trabalhabilidade, retém pregos e parafusos com firmeza e não apresenta grandes dificuldade na colagem. No Brasil ainda é pouco utilizado, já em outros países da América do Sul é utilizada em alternativa ao mogno e ao cedro.

Características Gerais

Nome científico: Calophyllum brasiliensis

Características morfológicas - Altura de 20-30 m, com tronco de 40-60 cm de diâmetro. Folhas glabras, coriáceas, de 10-13 cm de comprimento por 5-6 cm de largura.

Nomes populares: A espécie é popularmente conhecida como guanandi, palavra proveniente do tupi gwanã'di que significa 'o que é grudento'. É provável que o nome venha do látex pegajoso de coloração amarelo-esverdeada eliminado pela casca, e porque os frutos possuem uma polpa branca viscosa. Tem diversos apelidos no Brasil. Os baianos, por exemplo, a chamam de landi, landim e jacareíba. No Amazonas é chamada de jacareúba e, no Paraná, de cedro-d'água.

Madeira- Moderadamente pesada (densidade 0,62 g/cm³) fácil de trabalhar, durável quando exposta, com alburno bastante espesso.

Utilidade- A madeira é própria para confecção de canoas, vigas, para construção civil, obras internas, assoalhos, marcenaria e carpintaria (moveis finos); o governo imperial reservou para o Estado o monopólio de exploração dessa madeira, para uso exclusivo de mastros e vergas de navios, sendo portanto a 1º madeira de lei do país (lei de 7 de janeiro de 1835). A árvore é bastante ornamental podendo ser empregada no paisagismo em geral. Os frutos são consumidos por varias espécie da fauna, sendo portanto útil no reflorestamento misto de áreas ciliares degradadas.

Informações Ecológicas

- Planta perenifólia, heliófita ou luz difusa, característica e exclusiva das florestas pluviais localizadas sobre solos úmidos e brejosos. É encontrada tanto na floresta primária densa como em vários estágios de sucessão, como capoeiras e capoeirões. Sua dispersão é ampla, porém descontínua; ocorre geralmente em grandes agrupamentos, que por vezes chega a formar populações puras. É capaz de crescer virtualmente dentro da água e até em áreas de mangue.

Preço- Madeiras de lei no mercado mundial tem demanda crescente e oferta declinante. O Guanandi é uma madeira em extinção que não é ofertada no mercado brasileiro porque não existe. Se existisse seu preço seria similar ao do Mogno. As estimativas de preço são de R$ 2 mil ao m³.

Classificação:A planta pertence à família Clusiaceae ou Guttiferae, que possui mais de 150 espécies, entre elas a malva-do-campo. O gênero Calophyllum significa 'flor bonita'.

Distribuição:o guanandi ocorre desde o México até o Paraguai. No Brasil, o guanandi pode ser visto do Amazonas ao Rio Grande do Sul.

Características:De copa larga e arredondada, com folhagem verde-escura, o guanandi pode chegar a 40 metros de altura e 150 centímetros de diâmetro. O tronco reto e cilíndrico é protegido por uma casca marrom-escura. As flores brancas costumam aparecer entre setembro e novembro. A maturação dos frutos se faz de abril a junho. A semente tem cor castanha e mede até 22 milímetros de diâmetro.

Subprodutos:A partir do 4º ano o produtor já pode obter renda com os subprodutos. As árvores iniciam sua produção de sementes ao 4º ano, podendo assim ser utilizados para venda (sementes e mudas) como também para expandir o seu plantio. As folhas e ramos oriundos da desbrota e desbastes poderão ser vendidos para industrias de farmacoterapicos. Cientistas da Universidade Federal do Mato Grosso confirmam as propriedades medicinais do guanandi para doenças como diabetes. Serve também como antiinflamatório, cicatrizante, e possui ação antimicrobiana. As plantas dos desbastes do 5º ano e do 10º ano poderão ser aproveitado comercialmente. Os espaços que vão surgindo com o desbaste poderão ser aproveitados com pastagens ou culturas que aceitam sombras (café , cacau , palmito e outros).

Valorização da terra- Uma terra plantada com madeira nobre tem seu valor comercial elevado muitas vezes. Tanto maior quanto mais anos forem se passando.

Contra-indicação:deve-se evitar o plantio em regiões cujas temperaturas caiam abaixo de três graus negativos e em regiões áridas, cuja precipitação pluviométrica não atinja 1.000 milímetros anuais. Se isso ocorre com a sua propriedade, compensa adquirir uma área em qualquer outra região de terras baratas, dada a alta rentabilidade da receita do guanandi.

Custo de implantação:Cada hectare, inclusive as mudas, custam, em média R$ 2 mil ao hectare.

Espaçamento:O ideal seria em torno de 3x 2 metros (1.000 a 1.500 mudas/ha). Assim, após o plantio, praticamente o único serviço será controlar o mato nas entrelinhas e uma vez por ano fazer a desbrota (eliminação dos raminhos ou brotos que saem no tronco e que iriam formar galhos que roubariam energia da planta atrasando o crescimento da planta em altura). A incidência do sol nas entrelinhas e no tronco estimulam o crescimento do mato e a brotação dos ramos no tronco. Quanto mais cedo a plantação “fechar” (encontro das copas das arvores), não entra mais sol e portanto não nasce mais mato nem brotação de ramos nos troncos. Aí é só esperar o tempo do corte.

Solos- O guanandi ocorre naturalmente em solos aluviais com drenagem deficiente, em locais úmidos periodicamente inundáveis e brejosos com textura arenosa a franca, e ácidos. No Paraná, sua ocorrência na Floresta Ombrófila Densa (Floresta Atlântida) restringe-se, principalmente, às superfícies pleistocênicas e holocênicas onde predominam os solos de baixa fertilidade natural. Contudo, nos plantios experimentais desenvolvidos pela Embrapa Florestas, no Paraná – em solos com propriedades físicas adequadas, como de fertilidade química alta a média, bem drenados, de textura que varia de fraca a argilosa, a espécie tem apresentado crescimento satisfatório, não apresentando limitação quanto à drenagem.

Sementes– a coleta das sementes é feita geralmente no chão. A extração da semente dá-se por maceração, para remover o epicarpo e o mesocarpo do fruto. Porém, alguns pesquisadores recomendam que o fruto seja utilizado para semeadura côo se fosse semente, não havendo necessidade de despolpá-lo.

Dormência– o guanandi apresenta dormência tegumentar causada pelo endocarpo rígido ou causada pelo endocarpo rígido ou causada por substância inibidora da germinação, sendo recomendada escarificação mecânica ou estratificação em areia úmida por 60 dias. Sem o tratamento de superação de dormência , a germinação prolonga-se por até seis meses. Contudo, sementes despolpadas por morcegos não necessitam de tratamento pré-germinativo.

Semeadura– recomenda-se semear uma semente em sacos de polietileno com dimensões mínimas de 20 cm de altura e 7 cm de diâmetros, ou em tubetes de polipropileno grande. Em Porto Rico , a semeadura direta do guanandi, no campo, é realizado com êxito, com germinação próxima a 100%. Quando necessária, a repicagem deve ser feita 1 a 4 semanas após o aparecimento do hipocótilo. Na fase de muda, apresenta sistema radicial reduzido. A plântula aceita poda radicial.

Germinação– hepígea; contudo, os cotilédones permanecem na semente. Tem início entre 8 e 145 dias após a semeadura. O poder germinativo é irregular, entre 15% e 95%, tanto para sementes de frutos não despolpados por morcegos , como para as sementes beneficiadas por morcegos. As mudas dessa espécie atingem porte adequado para plantio, cerca de dois meses após a semeadura.

Cuidados especiais– recomenda-se usar sombreamento com 50% de intensidade luminosa, na fase de viveiro. O guanandi se regenera abundantemente à sombra. Por isso, necessita de sombreamento de intensidade média na fase juvenil. Essa espécie é intolerante a baixas temperaturas, mesmo sob plantio em vegetação matricial arbórea. Apresenta crescimento monopodial com galhos finos. A desrama natural do guanandi é fraca, necessitando de poda dos galhos.

Deve ser evitado plantio puro, a pleno sol. Recomenda-se plantio misto a pleno sol, associado com espécies pioneiras e secundárias; e em vegetação matricial arbórea em faixas abertas na floresta e plantado em linhas. Brota da touça, após corte.

É usado para arborização de culturas perenes, como o café e o cacau no México, e para arborização de pastos em Cuba. Nesses sistemas, pode ser usado no Sul do Brasil, produzindo madeira para desdobro, com rotação provável para corte de 35 a 40 anos.

A espécie é aproveitada ainda em Cuba, para cercas vivas e quebra-ventos. Na Bolívia, seu uso é recomendado em quebra-ventos como componente das fileiras centrais das cortinas de três ou mais fileiras ou para o enriquecimento de cortinas naturais. É mais recomendável combinar com outras espécies na fileira central. Nas cortinas, é preciso plantar de 4 a 5m entre as árvores.

fonte:  http://www.remade.com 

 

 

Globo Repórter


10/07/2004 - Reportagem do Programa Globo Repórter

10/07/2004

Para ver o programa completo que foi ao ar na Sexta Feira, dia 05/11/2004, acesse o site:
http://redeglobo6.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-4241-1-66337,00.html

Resumindo o que se falou do Guanandi:

A UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso) atraves do Dr. Paulo Teixeira de Souza Junior, declarou que pesquisas daquela universidade comprovaram as qualidades farmacoterapicas do Guanandi (Calophyllum brasiliensis), sendo indicado para uceras e possuir princípios ativos com atividade antimicrobiana. (de outras literaturas vem informações que atua no controle da diabete e já existe no mercado pasta antiflamatória para uso veterinário.)

Assista um trecho da reportagem:

Fotos Guanandi


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O Estado de São Paulo


Setembro de 2005 - Reportagem publicada no portal do Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

Começam a surgir no Brasil os primeiros plantios comerciais do guanandi, árvore nativa, embora pouco conhecida, e que tem madeira semelhante à do mogno. A demanda, até a interna, é grande e o País ainda está longe de atendê-la. Mas estudos do agrônomo Lorisval Tenório de Vasconcelos podem mudar a situação. Desde que começou a divulgar a viabilidade do guanandi, há dois anos, Vasconcelos já assessorou cerca de 200 agricultores no plantio da árvore, em todo o País.

´POUPANÇA VEGETAL´ Vasconcelos aconselha o plantio do guanandi para quem quer investir no futuro

Apesar de pouco conhecido, o guanandi - chamado de jacareúba, na Amazônia - tem uma longa história no País. Em 1835, foi decretado como a primeira madeira-de-lei do País. Por se desenvolver em áreas alagáveis, é mais resistente e não apodrece dentro da água. Na época, a madeira era usada pela indústria naval. Hoje, por sua semelhança com o mogno, o guanandi já começa a ser requisitado pela indústria moveleira.

Há dez anos, quase por acaso, Vasconcelos começou a procurar uma planta nativa que se adaptasse bem a áreas alagáveis. 'O Brasil está carente de opções de madeira. Temos o eucalipto e o pinho, que estão desvalorizados', diz. 'O guanandi é uma alternativa para fazer reflorestamento em áreas úmidas, como beira de rios.' Na literatura, ele encontrou o guanandi. E decidiu desenvolver um projeto para difundir o plantio, procurando ajuda na Embrapa Florestas. 'O pesquisador Paulo Ernani defendeu uma tese de doutorado sobre a árvore', diz. 'Depois, busquei informações no Departamento de Ciências Florestais da USP.'

Descobriu que a planta é viável comercialmente e que se adapta bem a todas as regiões do País, até em áreas mais secas.

Outra vantagem é que o Código Florestal permite seu plantio e corte. 'E a planta não é atacada pela broca Hypsipyla grandela, que ataca mogno e cedro, afetando seu desenvolvimento.'

RETORNO A LONGO PRAZO
Apesar das atrativas vantagens, o guanandi não é uma cultura indicada para quem pensa em retorno financeiro imediato. O tempo de corte é longo: cerca de 18 anos. 'É como se fosse uma aposentadoria; um investimento a longo prazo', diz. Só é possível ter a primeira receita no décimo ano, quando pode ser feito o primeiro desbaste.

Nesse caso, porém, o rendimento é baixo. Hoje, o mercado paga em torno de R$ 750 o metro cúbico. O corte principal é feito só após 18 anos. A cotação hoje é em torno de R$ 2 mil o metro cúbico. 'O tempo de corte é o mesmo do eucalipto. Só que o guanandi vale cem vezes mais.' O investimento, para quem já tem a terra, é apenas com as mudas e plantio. O gasto com manutenção, em 18 anos, é baixo, em torno de R$ 9 mil por hectare ou R$ 500 ao ano por hectare. Considerando que, ao fim dos 18 anos, o aproveitamento é de 300 árvores por hectare e que cada árvore rende cerca de 1 metro cúbico, é possível ter rendimento de até R$ 600 mil por hectare.

Embora o retorno seja altíssimo, o perfil de quem tem investido no guanandi não é propriamente o do agricultor. 'A maioria é de proprietários de terra que não vivem da agricultura, mas têm áreas ociosas.' ?

SAIBA MAIS:
Vasconcelos Florestal, tel. (0--16) 3242-2975 e site: www.reflorestar. com.br

Áreas ociosas passam a ser bem aproveitadas

Como a produção leva tempo, ideal é reservar para o guanandi locais sem lavoura

Logo que começou a pesquisar, há mais de dez anos, Vasconcelos fez plantios demonstrativos, em diversos tipos de solo. A partir do ano passado, após os primeiros resultados, ele começou a divulgar o estudo.

Desde então, já prestou assessoria, vendeu mudas, sementes e tecnologia para mais de 200 produtores. 'Com certeza o retorno financeiro é um incentivo muito forte. Vejo como se fosse uma aposentadoria', diz o agricultor Luiz Marcelo Paranhos, que destinou 50 hectares em Paudalho (PE) para o guanandi. 'Os tratos culturais são mínimos. Só no início é um pouco trabalhoso. Meu plantio tem um ano e meio e já noto mais facilidade na lida com a planta.' Paranhos é fruticultor - tem 185 hectares plantados, irrigados, de coco verde - e o investimento no guanandi é uma forma de aproveitar melhor a propriedade. Ele não deixou de plantar coco e nem erradicou áreas com a fruta. 'O guanandi vai ocupar uma antiga área de pastagem, onde não compensava mais manter o gado.'

APOSTA NO FUTURO
O cafeicultor Renato de Mattos Ribeiro, de Guaxupé (MG), acredita que ainda há muito o que aprender sobre o guanandi.

Mas já destinou cerca de 50 hectares, em Mococa (SP), para a árvore. 'É uma planta que ainda precisa de estudos. Mas talvez seja o eucalipto do futuro.' Ribeiro está usando um pouco da experiência com o plantio de café e tentando adaptá-la ao guanandi. 'Plantamos 830 plantas por hectare. No décimo ano devemos ter o primeiro desbaste, em torno de 50%', diz. Ele calcula que, sendo pessimista e contando perdas naturais, deve chegar ao fim dos 18 anos com 300 árvores por hectare. 'Dá para ter 0,8 metro cúbico por árvore, o que daria 240 metros cúbicos por hectare. Contando as perdas, falamos em 200 metros cúbicos por hectare.' Com cotação semelhante à do mogno (hoje em torno de R$ 4.500 o metro cúbico), daria um rendimento R$ 900 mil por hectare.

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RODOLFO ANTUNES comentou em: 17/05/2011 17:06

 

florestal bonanza/quirinópolis /estudo sobre madeira balsa..

 

A madeira balsa (Ochroma pyramidale), é um tipo de madeira leve, resistente, de crescimento rápido (podendo atingir até 30 metros), usada principalmente para confecção de aeromodelos rádio controlados. Ela é nativa principalmente da América Central, sendo encontrada entre as matas tropicais ao norte da América do Sul até o sul do México.

Pode ter folhagem persistente, mas caso haja uma estação seca muito prolongada, ela poderá perder sua folhas, sendo então conhecido como um tipo de Caducifólia. Sua árvore possui folhas grandes que variam entre 30-50 cm.

A madeira é muito suave (com poucos nós) e leve, além de ter uma casca grossa. Sua densidade quando seca, varia entre 100–200 kg/m³, mas com uma densidade típica de 140 kg/m³ (aproximadamente um terço de outros tipos de madeiras duras). Isto faz com que seja um material muito popular para construção de aeromodelos, maquetes e materiais flutuantes como salva-vidas.

Esse tipo de madeira foi usada na construção de aviões, utilizados na Segunda Guerra Mundial, sendo o mais célebre o famoso De Havilland Mosquito além da construção da famosa jangada Kon-Tiki, usada na expedição de Thor Heyerdahl. A balsa foi também utilizada como piso do Chevrolet Corvette Z06 colada entre duas folhas de fibra de carbono. No tênis de mesa, as raquetes são tipicamente construídos com uma camada de balsa colada entre duas camadas de compensados.

  • Três diferentes tamanhos de cortes de madeira balsa, para ser usada em hobbys

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