T Ó P I C O : Impurezas no café: até quanto a lei permite
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Impurezas no café: até quanto a lei permite
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 26/01/2025 12:55:33
Leonardo Assad Aoun comentou em: 26/01/2025 12:59
Impurezas no café: até quanto a lei permite
Como o Brasil garante café de qualidade para o mercado interno e externo
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O café brasileiro, conhecido mundialmente por sua produção, é muitas vezes alvo de críticas sobre a qualidade. A ideia de que o café consumido internamente seria impuro ou de baixa qualidade persiste, mas um olhar mais atento revela um processo de produção minucioso. No sul de Minas Gerais, por exemplo, a maior cooperativa de café do mundo, a Cooxupé, realiza um trabalho detalhado de classificação, retirando grãos defeituosos e impurezas, com o objetivo de oferecer ao consumidor final uma bebida limpa e saborosa.
Apesar das boas práticas, o mercado interno nem sempre reconhece a qualidade do produto nacional. Segundo Silvio Musarra, um dos especialistas da cooperativa, muitos consumidores ainda associam o café produzido no Brasil ao café "industrializado", muitas vezes hiper torrado para esconder falhas. Contudo, a legislação brasileira, que exige que o café tenha no máximo 1% de impurezas, contribui para a garantia de que o produto comercializado esteja dentro de padrões de qualidade. "O café limpo é aquele que podemos garantir a segurança para o consumidor", afirma.
O processo de classificação, que começa na lavoura, é acompanhado de perto por profissionais qualificados. Grãos danificados, como os que apresentam broca, defeitos de secagem ou impurezas como pedras e pau, são retirados manualmente. Após esse processo, o café passa pela torra, um dos momentos decisivos para que suas características sensoriais sejam preservadas. "O café bom é aquele que deixa um prazer ao tomar", comenta Vanessa Martins, uma das assistentes de classificação de café, destacando a importância do equilíbrio entre doçura, acidez e corpo na bebida.
A cooperação entre produtores e cooperativas também garante um retorno financeiro melhor para os cafeeiros. Ao investir no pós-colheita e em práticas mais cuidadosas, o produtor consegue agregar valor ao seu produto, conquistando consumidores exigentes no Brasil e no exterior. "Não é só para exportação que o café brasileiro tem qualidade; aqui também temos ótimos cafés", conclui Silvio. Esse esforço contínuo de aprimoramento revela o potencial do café brasileiro para atender a diversos paladares, tanto no mercado interno quanto no externo.
Fonte: Rede Globo/EPTV
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