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T Ó P I C O : FOLHA TÉCNICA 742 PROCAFÉ - DEFICIÊNCIAS DE ZINCO EM CAFEEIROS AUMENTAM COM A NOVA BROTAÇÃO

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FOLHA TÉCNICA 742 PROCAFÉ - DEFICIÊNCIAS DE ZINCO EM CAFEEIROS AUMENTAM COM A NOVA BROTAÇÃO


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 05/02/2025 12:37:11


Leonardo Assad Aoun comentou em: 05/02/2025 12:37

 

FOLHA TÉCNICA 742 PROCAFÉ - DEFICIÊNCIAS DE ZINCO EM CAFEEIROS AUMENTAM COM A NOVA BROTAÇÃO

 

DEFICIÊNCIAS DE ZINCO EM CAFEEIROS AUMENTAM COM A NOVA BROTAÇÃO

J.B.Matiello-Eng Agr Fundação Procafé e Antônio Sérgio de Souza -  Eng Agr AT e G Senar MG.

Observações em campo, em lavouras de café de várias regiões, mostram que a deficiência de zinco veio forte com as novas brotações das plantas. 

O zinco é um micronutriente importante pois participa como catalisador na formação do triptofano, precursor do ácido indol acético, hormônio responsável pelo crescimento meristemático, influindo, portanto, no crescimento da parte aérea do cafeeiro. 

Atuando nos tecidos de crescimento, a falta de zinco se mostra mais crítica quando os cafeeiros entram em período de renovação da folhagem e de alongamento da ramagem nova. 

Neste último ano agrícola, na maioria das regiões, houve um período seco prolongado e, em consequência, houve muita desfolha. Com a retomada das chuvas, as plantas tiveram que emitir folhas novas em abundância e, assim, evidenciaram deficiências de zinco de forma mais grave. 

Os sintomas de falta de zinco aparecem nas folhas novas, que ficam pequenas, com pontuações mais claras, ficando levemente coriáceas, quebradiças e afiladas. Os internódios, na extremidade dos ramos, ficam curtos, as brotações formam “rosetas”. As plantas acabam ficando cinturadas (“pescoço pelado”) e os frutos ficam pequenos. Os sintomas ocorrem nas folhas novas, pois o zinco tem uma translocação intermediária a baixa, das folhas velhas para as novas.

A correção da deficiência de zinco é eficiente via pulverização da folhagem. Via solo o uso não é eficiente, pois o zinco é pouco móvel em profundidade. Apenas em solos bem arenosos ele se transloca. 

Duas a três pulverizações por ano, de outubro a fevereiro são suficientes para suprimento de zinco para as plantas de café. Zinco em excesso tende a reduzir a produção. Os produtos mais usados são sais de sulfato de zinco, podendo, ainda, ser formulações com base em cloreto ou quelato de zinco. 

As pulverizações devem cobrir bem a folhagem, em função da pequena translocação do nutriente. Por essa razão, os ponteiros de cafeeiros mais altos podem ficar deficientes, pela má distribuição da calda pulverizada nessa parte das plantas.

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