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T Ó P I C O : CAFÉ: Onda de calor no Brasil piora formação de grãos

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CAFÉ: Onda de calor no Brasil piora formação de grãos


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 06/03/2025 18:18:05


Leonardo Assad Aoun comentou em: 06/03/2025 15:28

 

Onda de calor no Brasil piora formação de grãos de café e pode ‘necrosar’ folhas

 

Em Minas Gerais, as lavouras estão ‘expressando’ graves consequências

Por Isadora Camargo — São Paulo/Globo Rural

Monitoramento das lavouras de café deve ser intensificado

Monitoramento das lavouras de café deve ser intensificado — Foto: Emater-MG/Divulgação

Cafeicultores estão em alerta com o enchimento de grãos diante da onda de calor que avança no Brasil, pelo menos até o dia 9 de março. Minas Gerais, o maior produtor de arábica do país, é um dos Estados onde as lavouras estão ‘expressando’ graves consequências.

Uma delas pode ser a necrose das folhas, segundo Marcelo Jordão, engenheiro-agrônomo e pesquisador da Fundação Procafé, que explicou em um boletim técnico que temperaturas excessivas podem causar danos do tecido foliar e queima da folhagem. “A exposição prolongada ao calor extremo compromete a estrutura das folhas e reduz sua eficiência fotossintética”, explicou.

As temperaturas superiores aos 35ºC graus, além do estresse hídrico, influem na captação e absorção de luz pela planta, aumentando o volume de deformações nos frutos e, com isso, a perda de qualidade da safra 2025/26.

O impacto é mais severo em lavouras com floradas tardias, comuns neste ano devido ao atraso das chuvas. Como os grãos ainda contêm alto teor de água nessa fase, tornam-se mais vulneráveis à desidratação, aumentando o risco de imperfeições no café, o que atinge diretamente o volume a ser colhido e o valor a ser pago na hora da venda

Já as lavouras com floradas precoces – estimuladas por chuvas antecipadas ou irrigação – apresentam um cenário um pouco mais favorável, pois os grãos estão em etapa avançada de granação. Nesses casos, pode haver antecipação do calendário de colheita.

Para atenuar potenciais perdas, Jordão destacou que ainda há tempo de aumentar as práticas de manejo integrado, que podem incluir uso de protetores solares, checagem do nível de nutrientes do solo, regulagem de adubação, irrigação, entre outras ações que reduzem o extremo térmico.

O monitoramento da lavoura deve ser intensificado, indicou Jordão.

No radar dos produtores, também está o potencial aumento de custos com os trabalhos de campo neste estágio que antecede a colheita. Números precisos serão possíveis após março.

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