T Ó P I C O : Tarifaço de Trump: Tarcísio se reúne com cerca de 20 empresários dos setores de café, carne e metalurgia
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Tarifaço de Trump: Tarcísio se reúne com cerca de 20 empresários dos setores de café, carne e metalurgia
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 16/07/2025 12:25:12
Leonardo Assad Aoun comentou em: 16/07/2025 12:00
Tarifaço de Trump: Tarcísio se reúne com cerca de 20 empresários dos setores de café, carne e metalurgia
O estado paulista deve acumular a maior perda, em valores absolutos. O PIB estadual pode ter uma queda de 0,13% com os impactos das medidas tarifárias. O governo federal também se reuniu com empresários nesta terça.
Por César Tralli, Redação TV Globo e g1 SP, TV Globo e g1 SP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se reuniu na manhã desta terça-feira (15) com cerca de 20 empresários de diversas áreas, como café, carne, metalurgia, laranja e madeireira, para traçar um diagnóstico da situação imposta pelo tarifaço de Donald Trump.
🔎 Com o tarifaço, o estado de São Paulo deve acumular a maior perda, em valores absolutos. O PIB pode ter uma queda de 0,13% com os impactos das medidas tarifárias, o que representa perdas de cerca de R$ 4,46 bilhões. (Leia mais abaixo.)
O encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, também participou do evento, que começou por volta das 10h. Com duração de uma hora e meia, a reunião foi a portas fechadas.
Segundo um empresário que participou da conversa, todos os setores paulistas estiveram presentes e "todos expuseram suas situações". A conclusão foi a de "unir esforços com empresas americanas no sentido de não aplicação do tarifaço". Ele também comentou que o o clima da reunião foi "sereno, mas com grande preocupação".
O ex-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, filiado ao Republicanos, mesmo partido do governador, também compareceu ao evento.
Skaf ajudou a reforçar, entre seus pares do setor privado, o convite do governo para a reunião, diante do impacto real do tarifaço na indústria e entre os exportadores de São Paulo.
Em nota, o empresário disse que, no encontro, foi destacado que "todos os esforços devem ser feitos no campo diplomático para superar os impactos das novas tarifas anunciadas pelo governo norte-americano".
"O momento exige maturidade, firmeza e cooperação: é fundamental que se esgotem todas as medidas de negociação e que o diálogo prevaleça, sempre com base nos interesses da economia real e da competitividade da indústria brasileira", complementou.
Veja quem participou da reunião:
Representantes do governo de SP:
- Tarcísio de Freitas - Governador
- Arthur Lima - Secretário-Chefe da Casa Civil
- Jorge Lima - Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico
Representantes dos EUA:
- Gabriel Escobar - Encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil
- Natalia Arenas - Chefe Adjunta da Seção Político-Econômica da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil
- Benjamin Wohlauer - Cônsul-Geral dos Estados Unidos da América em São Paulo
Representantes do empresariado:
- CIESP
- ABICS (Associação Brasileira de Café Solúvel)
- ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carne)
- CAFÉ OLAM
- CAFÉ SOLÚVEL LDC
- CATERPILLAR
- CECAFÉ
- COOXUPE
- COSAN
- CETSESP
- CUTRALE
- EISA GRUPO ECOM
- EMBRAER
- GRUPO INDUSPARQUET MINERVA
- SYLVAMO
- USIMINAS
- NKG STOCKLER
Nesta terça, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou nas redes sociais a postura do governador. O filho do ex-presidente defende o fim das tarifas de 50% com uma anistia ampla para os acusados de articular uma trama golpista para mantê-lo no poder.
O governo federal também realizou encontros com empresários nesta terça. O vice-presidente Geraldo Alckmin fez duas reuniões com representantes do setor privado para discutir a resposta brasileira ao aumento de tarifas anunciado por Trump.
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Tarcísio de Freitas, governador de SP, antes da reunião com os empresários — Foto: Raul Luciano/Ato Press/Estadão Conteúdo
Tarifa de 50%
A decisão de Trump impõe uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os EUA a partir de 1º de agosto. A medida foi criticada pelo governo Lula, que a considera uma retaliação política — motivada por críticas do presidente norte-americano ao Supremo Tribunal Federal e em defesa de Jair Bolsonaro (PL).
Segundo o estudo do Núcleo de Estudos em Modelagem Econômica e Ambiental (Nemea-UFMG), São Paulo deve acumular perdas de 0,73% no PIB estadual referente à agropecuária, além de uma queda de 0,12% na indústria extrativa e de 0,31% na indústria de transformação.
O setor de indústria de transformação inclui, por exemplo, metalúrgicas e siderúrgicas — afetadas pela taxação do aço e do alumínio. Além disso, inclui também a indústria de máquinas e equipamentos, que passa a ter uma competição ainda mais forte com a indústria interna dos Estados Unidos.
Em relação à agropecuária, o cultivo da laranja é um dos mais afetados. A fruta é utilizada para fazer suco, um dos itens mais exportados pelo Brasil ao país norte-americano. Mais de 90% do cultivo da laranja está concentrado em cidades de São Paulo e de Minas Gerais.
Posição de Tarcísio
Logo após o tarifaço de Trump, Tarcísio adotou um tom crítico ao governo federal, responsabilizando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas tarifas.
Em uma publicação nas redes sociais, afirmou que “a responsabilidade é de quem governa” e acusou o presidente de colocar “sua ideologia acima da economia”.
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Lula com boné de campanha do governo e Tarcísio com boné com lema de Donald Trump — Foto: Reprodução
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), criticou duramente os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusando-os de colocar interesses ideológicos acima dos interesses nacionais. Ela afirmou que o tarifaço é uma forma de chantagem política de Trump, motivada por questões internas dos EUA e pelo julgamento de Bolsonaro no STF.
Dias depois, Tarcísio suavizou o discurso. Defendeu a união de esforços entre os governos estadual e federal para enfrentar os efeitos do tarifaço, reconheceu a gravidade da situação e elogiou a atuação diplomática do governo Lula.
Esta será a segunda reunião de Tarcísio de Freitas com o representante da embaixada dos EUA para discutir o impacto das tarifas. Na sexta-feira (11), eles se reuniram em Brasília.
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