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T Ó P I C O : GRÃOS MENORES reduz rendimento da colheita de CAFÉ no Sul de Minas e pode pressionar preços

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GRÃOS MENORES reduz rendimento da colheita de CAFÉ no Sul de Minas e pode pressionar preços


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 18/08/2025 22:07:24


Leonardo Assad Aoun comentou em: 18/08/2025 22:24

 

GRÃOS MENORES reduz rendimento da colheita de CAFÉ no Sul de Minas e pode pressionar preços

 

GRÃOS MENORES reduz rendimento da colheita de CAFÉ no Sul de Minas e pode pressionar preços

Bahia, Brazil, June, 17, 2004 Autumn harvester of coffee cherries on a coffee plantation in Luis Eduardo Magalhaes, western to Bahia state, Brazil

A colheita de café no Sul de Minas segue em fase final, mas os produtores da região enfrentam uma safra com rendimento abaixo do esperado. O clima seco e as temperaturas elevadas durante o outono e o inverno de 2024 afetaram diretamente a qualidade dos grãos, que estão mais leves do que o habitual.

Com isso, a quantidade de café necessário para formar uma saca de 60 quilos aumentou consideravelmente. Em média, são necessários de 7 a 8 “saquinhos” de café beneficiado para compor uma saca completa. No entanto, nesta safra, há registros de produtores utilizando até 12 saquinhos, indicando a perda de peso e volume dos grãos.

De acordo com dados do setor, cerca de 86% dos cafeicultores da região já concluíram a colheita, enquanto a maioria dos demais está na fase de varrição, recolhendo os grãos que permaneceram no chão após a colheita principal.

O principal fator apontado para essa quebra de rendimento é a combinação de baixa umidade do solo e altas temperaturas, especialmente durante os meses de fevereiro e março — período crucial para o enchimento e maturação dos frutos. A escassez de chuvas nesses meses comprometeu o desenvolvimento das lavouras, o que se refletiu no tamanho e no peso final dos grãos.

Mercado já reage à quebra da safra

Mesmo sem um número oficial consolidado sobre a perda total da safra, o mercado cafeeiro já começa a reagir. O aumento da quantidade de grãos necessária para formar uma saca pode pressionar os preços nas próximas semanas, diante da redução no volume de café efetivamente aproveitável.

Há também preocupação com os impactos a médio prazo. As condições climáticas adversas registradas nesta temporada podem afetar a recuperação das plantas e influenciar negativamente a próxima florada, o que pode comprometer a produção das próximas safras, como a de 2026.

A expectativa, no curto prazo, é de valorização no mercado, impulsionada pela quebra de rendimento e pela instabilidade climática. A situação ainda está sendo monitorada por cooperativas, produtores e analistas do setor.

Fonte: Portal Onda Sul

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