T Ó P I C O : O que faz o café do Brasil ser tão cobiçado nos EUA
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O que faz o café do Brasil ser tão cobiçado nos EUA
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 07/10/2025 12:52:24
Leonardo Assad Aoun comentou em: 07/10/2025 12:51
O que faz o café do Brasil ser tão cobiçado nos EUA
Produto nacional tornou-se essencial para os EUA, que não conseguem suprir sua demanda interna.
Por Redação g1
A conversa entre Lula e Donald Trump reacendeu o debate sobre o papel do café brasileiro no comércio global.
Segundo a BBC News Brasil, o presidente americano disse ao líder do Brasil que os EUA estão “sentindo falta” dos produtos brasileiros afetados pela tarifa de 50%, citando especificamente o café.
Com o Brasil respondendo por 44% do café arábica mundial e cerca de um terço do mercado americano, o produto nacional tornou-se essencial para os EUA, que não conseguem suprir sua demanda interna.
Estão entre os principais fatores para a preferência dos EUA pelo café brasileiro:
- O Brasil é o maior exportador mundial da bebida e fornece um terço do café consumido pelos americanos.
- O país também domina o mercado de café arábica, variedade mais valorizada e preferida nos EUA.
- A escala de produção e diversidade climática brasileira garantem qualidade, estabilidade e preços competitivos.
- Nenhum outro país tem capacidade imediata para suprir o volume exportado pelo Brasil.
- O café brasileiro carrega uma reputação histórica de qualidade, que moldou o paladar americano.
Quando o tarifaço de Trump foi anunciado, em julho, especialistas já previam que os EUA, dependentes do café brasileiro, teriam dificuldades para substituí-lo e atender a demanda interna.
Os dados do Departamento de Agricultura dos EUA mostram que o segundo maior produtor, a Colômbia, colheu menos de um terço da produção brasileira na última safra, o que torna “quase impossível” substituir o fornecimento nacional.
Enquanto isso, o tarifaço americano já afeta o bolso do consumidor: o preço do café subiu 3,6% em um mês e acumula alta anual de 20,9%, o maior salto desde 1997.
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Xícara de café — Foto: Adobe Stock
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