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T Ó P I C O : Café pode subir de preço em 2026 se o calor comprometer a florada atual

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Café pode subir de preço em 2026 se o calor comprometer a florada atual


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 08/10/2025 18:29:35


Leonardo Assad Aoun comentou em: 08/10/2025 18:34

 

Café pode subir de preço em 2026 se o calor comprometer a florada atual

 

Produtores alertam que o clima seco pode reduzir a oferta e pressionar o mercado.

Por Vanessa Faria

As lavouras de café arábica registraram uma floração expressiva na última semana, impulsionadas pelas chuvas que caíram no Sudeste do Brasil após o dia 20 de setembro. Esse cenário trouxe otimismo para o setor cafeeiro, que há meses espera sinais de recuperação para a safra 2026/27. A chuva foi fundamental para estimular o florescimento das plantas, especialmente em regiões como Minas Gerais e São Paulo, responsáveis por boa parte da produção nacional.

Foto: Freepik

Entretanto, o clima continua sendo motivo de atenção e preocupação. De acordo com pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o calor intenso e a irregularidade das chuvas nas últimas semanas já levantam dúvidas sobre o “pegamento” das flores — etapa crucial para garantir a formação dos frutos e, portanto, a produtividade futura. Caso o clima seco retorne, há risco de parte dessas flores não se desenvolverem, o que poderia reduzir o potencial produtivo da próxima safra.

Esse comportamento climático instável reacende a preocupação de produtores e analistas, que ainda sentem os impactos das oscilações das últimas colheitas. Diante disso, alguns agentes de mercado ouvidos pelo Cepea já admitem que pode haver restrições na produção de café para a temporada 2026/27, caso as condições meteorológicas não melhorem nos próximos meses. A incerteza climática, somada às variações de preço no mercado internacional e às oscilações cambiais, torna o cenário de planejamento ainda mais desafiador para os cafeicultores.

No campo comercial, os levantamentos do Cepea indicam que as negociações seguem em ritmo moderado. Muitos produtores, com a situação financeira mais equilibrada após os bons preços do primeiro semestre, têm optado por segurar as vendas, esperando por momentos mais vantajosos. A estratégia é manter o produto armazenado até que as cotações se tornem mais atrativas, especialmente diante da possibilidade de novas movimentações no mercado internacional de commodities.

Para o consumidor brasileiro, esse quadro climático e comercial pode influenciar diretamente o preço do café nas prateleiras. Caso as perdas de produção se confirmem, os custos tendem a subir nos próximos anos. Por outro lado, se as condições do tempo melhorarem e garantirem uma boa safra, há chances de estabilidade ou até mesmo de leve queda nos preços internos. Tudo dependerá, mais uma vez, do comportamento do clima — fator decisivo para o futuro do café brasileiro.

Fonte: Capitalist

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