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T Ó P I C O : Maior cafezal urbano do mundo colore e perfuma capital brasileira

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Maior cafezal urbano do mundo colore e perfuma capital brasileira


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 12/10/2025 18:52:38


Leonardo Assad Aoun comentou em: 12/10/2025 18:46

 

Maior cafezal urbano do mundo colore e perfuma capital brasileira

 

Escrito por Thiago Pereira

O Instituto Biológico mantém cerca de 2.200 pés de café em uma área de 10 mil m², abrigando seis variedades, entre elas o bourbon amarelo, mundo novo e catuaí. Foto: Instituto Biológico/Flickr
O Instituto Biológico mantém cerca de 2.200 pés de café em uma área de 10 mil m², abrigando seis variedades, entre elas o bourbon amarelo, mundo novo e catuaí. Foto: Instituto Biológico/Flickr

Florada transforma paisagem da Vila Mariana em espetáculo natural e marca etapa crucial para a próxima colheita no maior cafezal urbano do mundo, na capital paulista O coração da cidade de São Paulo abriga um tesouro verde pouco conhecido por muitos: o maior cafezal urbano do mundo, localizado no Instituto Biológico (IB-Apta), na Vila Mariana, zona sul da capital. Com 2.200 pés de café distribuídos em 10 mil metros quadrados, o espaço voltou a se cobrir de flores brancas e perfumadas, marcando a segunda florada do ano, que começou nesta segunda-feira (6). O fenômeno é um dos mais importantes para a cafeicultura, pois define o potencial de produtividade e qualidade da próxima safra, prevista para maio de 2026.

A florada, que normalmente ocorre entre setembro e novembro, é um espetáculo de curta duração — dura apenas alguns dias —, mas de enorme impacto visual e olfativo. “A importância da florada está diretamente ligada ao potencial de produção do café. A quantidade e a qualidade das flores nos dão uma perspectiva sobre como será a colheita”, explica Harumi Hojo, pesquisadora responsável pelo cafezal do Instituto Biológico.

Durante esse período, os pesquisadores aproveitam para monitorar o comportamento dos polinizadores, fundamentais para a formação dos frutos. Abelhas e marimbondos desempenham um papel essencial, transportando o pólen entre as flores e garantindo a fecundação das plantas. “Esses insetos contribuem não apenas para a qualidade e quantidade dos grãos, mas também para a biodiversidade local”, destaca Harumi.

Polinizadores e sustentabilidade

As pesquisas conduzidas no IB identificam as espécies de polinizadores e analisam como cada uma contribui para a produtividade. Abelhas nativas, por exemplo, ajudam a uniformizar o tamanho dos frutos e a aumentar o teor de doçura do café, aprimorando o sabor e a consistência dos grãos.

Para estudar esses insetos, os cientistas utilizam redes entomológicas e armadilhas coloridas (em tons de branco, amarelo e azul), com soluções de água e sabão que atraem os polinizadores sem causar impacto ambiental. A iniciativa reforça o compromisso do Instituto com práticas sustentáveis e com a preservação da fauna urbana, mostrando que a ciência e a natureza podem coexistir em harmonia no coração da metrópole.

Um patrimônio científico e cultural

Criado na década de 1950 para o estudo de doenças e pragas em cafezais, o espaço do Instituto Biológico se transformou em um ponto turístico e educativo, recebendo visitantes interessados na história, na ciência e na cultura do café. O local abriga seis variedades de grãos, incluindo bourbon amarelo, mundo novo e catuaí, todas cultivadas com técnicas de manejo sustentáveis e voltadas à pesquisa agrícola.

Fonte: Compre Rural

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