T Ó P I C O : Análise do ano: por que o café virou um dos produtos mais caros de 2025
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Análise do ano: por que o café virou um dos produtos mais caros de 2025
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 01/01/2026 00:09:36
Leonardo Assad Aoun comentou em: 01/01/2026 00:47
Análise do ano: por que o café virou um dos produtos mais caros de 2025
Preço alto deve continuar por mais tempo.
Por Vanessa Faria
O começo de 2025 entrou para a história do mercado de café. Os preços do café arábica alcançaram níveis recordes em termos reais, os mais altos desde o início da série histórica acompanhada pelo Cepea, iniciada em 1999. Em fevereiro, a média chegou a R$ 2.565,41 por saca, já corrigida pela inflação medida pelo IGP-DI.
Clima irregular pesa sobre a safra
Mesmo com a expectativa de uma safra brasileira um pouco melhor, o primeiro trimestre do ano foi marcado por problemas climáticos. Depois do atraso das chuvas no fim de 2024, as principais regiões produtoras enfrentaram um período prolongado de calor intenso e pouca chuva entre fevereiro e março. Esse cenário prejudicou o desenvolvimento dos grãos e acabou afetando o resultado final da colheita.
A produção brasileira de café foi estimada em 56,5 milhões de sacas, segundo a Conab, volume que não foi suficiente para aliviar a pressão sobre o mercado.
Estoques baixos e demanda firme no mundo
No mercado internacional, os preços também seguiram sustentados. Pesquisadores do Cepea apontam que os estoques globais continuaram apertados, enquanto havia expectativa de menor produção de café robusta no Vietnã e incertezas em relação à safra brasileira. Mesmo com alguma recuperação na produção, o volume não foi suficiente para recompor os estoques mundiais.
Ao mesmo tempo, a demanda global seguiu firme durante boa parte do ano. Apenas a partir do meio de 2025 começaram a surgir sinais mais claros de enfraquecimento no consumo, especialmente no mercado brasileiro.
Preços acima de R$ 2 mil quase o ano todo
Os dados do Cepea mostram que o café arábica permaneceu acima de R$ 2.000 por saca durante praticamente todo o ano. A exceção foi julho, quando a entrada da colheita aumentou temporariamente a oferta e trouxe um breve alívio nos preços.
No entanto, esse movimento durou pouco. Ainda no fim de julho, as cotações voltaram a subir após os Estados Unidos anunciarem uma nova tarifação sobre produtos brasileiros. A taxa extra elevou em 40% a tarifa de 10% já anunciada em abril, totalizando 50%. Essa sobretaxa só foi retirada em novembro, o que deu novo fôlego aos preços no mercado.
Robusta também bate recorde
No caso do café robusta, o cenário foi parecido. Segundo o Cepea, a oferta limitada manteve os preços em níveis elevados, apesar de maior volatilidade ao longo do ano. Em fevereiro, o robusta também registrou a maior média real de toda a sua série histórica.
Ao longo de 2025, a boa safra brasileira de robusta e uma produção no Vietnã acima do inicialmente esperado trouxeram pressão sobre as cotações. Mesmo assim, nos meses finais do ano, novas incertezas climáticas tanto no Brasil quanto no Vietnã voltaram a influenciar o mercado, mantendo um ambiente de instabilidade nos preços.
Com isso, 2025 ficou marcado por café caro, clima desafiador e um mercado global ainda sensível a qualquer mudança na produção ou no comércio internacional.
Fonte: Cepea/Capitalist
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