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T Ó P I C O : Corredor ferroviário Minas-Rio pode virar nova rota do café a partir de 2026

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Corredor ferroviário Minas-Rio pode virar nova rota do café a partir de 2026


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 19/01/2026 14:59:51


Leonardo Assad Aoun comentou em: 19/01/2026 15:24

 

Corredor ferroviário Minas-Rio pode virar nova rota do café a partir de 2026

 

Por Felipe Abílio | Mercado & Eventos

Corredor ferroviário Minas-Rio pode virar nova rota do café a partir de 2026

Ferrovia liga o sul de Minas ao litoral do Rio de Janeiro (freepik)

O governo federal pretende dar início, em 2026, a uma nova etapa das concessões ferroviárias com a oferta do chamado corredor Minas-Rio, um trecho de 740 quilômetros hoje subutilizado que liga cidades do interior mineiro ao litoral fluminense. A aposta é que a ferrovia se torne uma alternativa logística para o escoamento do café e outras cargas.

O traçado conecta Arcos, Lavras e Varginha, em Minas Gerais, a Barra Mansa e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Atualmente, o trecho integra a malha da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), mas opera com baixa utilização e demanda investimentos para ampliação e modernização.

A retomada será feita por meio de um modelo inédito no país: o chamamento público. Nesse formato, o governo oferece a ferrovia ao mercado sem exigir pagamento de outorga à União, mas condiciona a autorização à realização de investimentos. O contrato de exploração previsto é de 99 anos. Caso haja mais de um interessado, vence a proposta considerada mais vantajosa ao interesse público.

A pressa em definir o futuro do corredor está ligada ao fim da concessão da FCA, que vence em setembro de 2026. Com isso, parte dos mais de 7 mil quilômetros da malha deverá ser devolvida à União. A estratégia do governo é reaproveitar trechos abandonados e, ao mesmo tempo, viabilizar a prorrogação de contratos em áreas consideradas estratégicas.

Segundo o Ministério dos Transportes, o corredor Minas-Rio reúne fatores que aumentam a atratividade para investidores: demanda real de carga, estudos técnicos concluídos, inspeções realizadas e prioridade política. O projeto também passou a integrar o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o que garante acompanhamento direto da Casa Civil.

Além da diversificação de cargas, o governo avalia até mesmo um potencial turístico para transporte de passageiros. Mas o principal foco está no agronegócio. O sul de Minas responde por mais de um terço da produção nacional de café, e a ferrovia permitiria levar essa carga diretamente ao porto de Angra dos Reis, reduzindo a dependência de rodovias e de portos mais congestionados, como Santos.

Hoje, o corredor movimenta principalmente calcário, clínquer, dolomita e insumos industriais, com cerca de 1,7 milhão de toneladas estimadas para 2025. A projeção oficial é que esse volume ultrapasse 2,5 milhões de toneladas por ano nas próximas décadas.

Dentro do governo, a avaliação é de que o Minas-Rio funcionará como um teste para o novo modelo de autorizações ferroviárias. A expectativa é que o projeto sirva de referência para outras ferrovias com contratos vencendo ou com trechos subutilizados.

Ao todo, a carteira ferroviária federal prevê mais de R$ 139 bilhões em investimentos em obras e mais de R$ 516 bilhões em operações. Entre 2026 e 2027, o planejamento inclui oito novos traçados, com editais e leilões distribuídos entre projetos novos, revitalização de linhas degradadas e integração entre ferrovias e portos.

*Com informações da Folha de S. Paulo

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