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T Ó P I C O : Café brasileiro ainda deve enfrentar desafios no primeiro semestre, avalia presidente do Cecafé

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Café brasileiro ainda deve enfrentar desafios no primeiro semestre, avalia presidente do Cecafé


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 23/01/2026 12:50:39


Leonardo Assad Aoun comentou em: 23/01/2026 13:11

 

Café brasileiro ainda deve enfrentar desafios no primeiro semestre, avalia presidente do Cecafé

 

Exportações do grão brasileiro registraram queda em 2025 mesmo com receita recorde de cerca de R$ 82,8 bilhões

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

Apesar das exportações do café brasileiro registrarem queda em 2025, a receita das vendas foi recorde com a marca de US$ 15,58 bilhões (cerca de R$ 82,8 bilhões, em conversão direta) — crescimento de 24,1% ao período anterior. A redução de cerca de 20,8% no volume exportado, já aguardada pelo setor, foi motivada, principalmente, por condições climáticas que diminuíram a produção e a baixa competitividade.

“O mundo, na verdade, teve que pagar mais caro pelo café, por alta exacerbada nas bolsas, ou seja, outras origens também têm problema de produção, e, por outro lado, o Estados Unidos teve que pagar muito mais o consumidor, por causa dos 50% enquanto vigorou para o verde e que ainda segue vigorando para o seco”, avalia Márcio Ferreira, presidente do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Em entrevista ao Record News Rural desta quinta-feira (22), Ferreira pontua que alguns números ainda serão atualizados nos próximos dias devido à volta das negociações com empresas americanas. No entanto, por contemplar um período do ano anterior e do atual, ele explica que o setor ainda deve enfrentar um cenário desafiador da safra menor no primeiro semestre de 2026.

Com um cenário internacional incerto e diversas mudanças em curso, o presidente do Cecafé analisa quais são as perspectivas das negociações futuras e o que é necessário para o país se manter forte no comércio exterior.

A partir da perda da liderança dos Estados Unidos como principal destino do café brasileiro para a Alemanha, ele aponta que a abertura de novos mercados e o investimento no setor sejam as respostas para uma consolidação maior.

“Então com uma estrutura boa, com linhas de crédito disponível, com juros mais acessíveis e fazendo a diplomacia e evitando o confronto, que é o que o governo inclusive tem feito no nosso país, é onde a gente espera chegar em condições favoráveis nos próximos anos”, completa.

 

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