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T Ó P I C O : Pesquisas do café avançam para unir produtividade, qualidade e adaptação ao clima

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Pesquisas do café avançam para unir produtividade, qualidade e adaptação ao clima


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 17/02/2026 22:59:10


Leonardo Assad Aoun comentou em: 17/02/2026 23:23

 

Pesquisas do café avançam para unir produtividade, qualidade e adaptação ao clima

 

Genética, manejo e mercado orientam os rumos da ciência cafeeira

Por Luana da Fonte | EPTV

Pesquisas do café avançam para unir produtividade, qualidade e adaptação ao clima

Foto: Pixabay

As pesquisas relacionadas ao café no Brasil seguem uma estratégia que envolve genética, manejo, qualidade, sustentabilidade e análise econômica. O objetivo é responder aos desafios atuais da cafeicultura, que vão desde as mudanças climáticas até as exigências do mercado por cafés diferenciados. Segundo especialistas, a ciência tem buscado soluções que combinem aumento da produção, melhoria da bebida e maior eficiência no campo.

De acordo com Sérgio Parreiras Pereira, pesquisador científico do Instituto Agronômico, grande parte dos estudos está concentrada no desenvolvimento de novas cultivares mais produtivas e resistentes a pragas, doenças e estresses climáticos, além de pesquisas sobre nutrição do solo, mecanização e melhores sistemas de produção. Ao mesmo tempo, avançam os trabalhos voltados ao pós-colheita, rastreabilidade e qualidade sensorial, áreas consideradas estratégicas para agregar valor ao produto brasileiro.

Esse movimento reflete uma mudança na forma como a pesquisa cafeeira tem sido conduzida no país, que deixou de priorizar apenas o volume produzido e passou a pensar na qualidade do café e em tornar a atividade mais sustentável. “Produtividade, qualidade e sustentabilidade formam um conjunto inseparável na cafeicultura moderna e orientam as principais linhas de pesquisa no país”, afirma Pereira.

O desenvolvimento de novas variedades de café também tem ganhado destaque nas pesquisas. Os estudos buscam atender tanto às demandas do campo quanto às exigências do mercado. Oliveiro Guerreiro Filho, pesquisador científico do Instituto Agronômico, explica que “são basicamente duas vertentes”. De um lado, as pesquisas priorizam plantas mais produtivas e resistentes a pragas e doenças, contribuindo para a eficiência da lavoura. De outro, avançam os trabalhos voltados à qualidade da bebida, com grãos de perfil sensorial diferenciado, maturação mais uniforme e menor teor de cafeína.

Além do melhoramento genético tradicional, as pesquisas com café têm incorporado novas tecnologias para acelerar o desenvolvimento de variedades mais produtivas e adaptadas às demandas do setor. Segundo Filho, os estudos envolvem técnicas de propagação vegetativa, uso de ferramentas moleculares e desenvolvimento de híbridos. “Estratégias envolvendo técnicas moleculares, como a transformação e a edição gênica, também têm sido adotadas em programas nacionais de melhoramento do cafeeiro”, afirma.

As mudanças climáticas, a pressão de pragas e doenças e o aumento dos custos de produção estão entre os principais desafios da cafeicultura. Segundo Pereira, as variações no regime de chuvas e o aumento das temperaturas exigem lavouras mais adaptadas a condições adversas. Diante desse cenário, a pesquisa tem investido no desenvolvimento de cultivares mais tolerantes ao estresse hídrico e térmico, além de estratégias de manejo mais eficientes. “As variações no regime de chuvas e a elevação das temperaturas médias exigem materiais genéticos mais resilientes e sistemas produtivos mais adaptados”, afirma o pesquisador.

Outro eixo importante das pesquisas está ligado às transformações do mercado e ao comportamento do consumidor. O avanço dos cafés especiais e a valorização da origem têm ampliado os estudos sobre qualidade sensorial e rastreabilidade, além do aprimoramento dos processos de pós-colheita. De acordo Pereira, a ciência tem buscado aproximar a produção das exigências do mercado, fortalecendo a competitividade do café brasileiro. “A pesquisa cafeeira brasileira está cada vez mais alinhada às exigências do mercado e às expectativas do consumidor”, destaca o pesquisador.

Na prática, os avanços científicos tendem a transformar a rotina do produtor nos próximos anos, com lavouras mais resistentes, maior eficiência no uso de insumos e acesso a mercados de maior valor agregado. Para Pereira, os resultados da pesquisa se refletem em mais segurança técnica e econômica para quem está no campo. “O acesso a cultivares mais produtivas e resistentes reduz perdas com pragas e doenças e melhora a previsibilidade da produção”, afirma.

Supervisionado por Virgínia Alves.

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