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T Ó P I C O : Expectativa de safra recorde não impede alta do café arábica

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Expectativa de safra recorde não impede alta do café arábica


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 01/04/2026 12:15:56


Leonardo Assad Aoun comentou em: 01/04/2026 12:37

 

Expectativa de safra recorde não impede alta do café arábica

 

Valorização do arábica em março foi intensa

Agrolink - Aline Merladete

Foto: Divulgação

O mercado de café encerrou março com comportamentos distintos entre as duas principais variedades negociadas no Brasil. Segundo dados divulgados pelo Cepea, o arábica voltou a registrar valorização no período, enquanto o robusta apresentou enfraquecimento ao longo de boa parte do mês.

No caso do arábica, a sustentação dos preços esteve ligada principalmente à oferta mais restrita. Além disso, as preocupações no cenário geopolítico também contribuíram para manter o mercado mais firme e favorecer o movimento de alta da variedade.

De acordo com o Cepea, a valorização do arábica em março foi intensa a ponto de superar até mesmo o efeito das projeções positivas para a safra brasileira de 2026/27. A expectativa para o próximo ciclo é de uma colheita mais robusta, com avanço dos trabalhos entre maio e junho.

Esse cenário tem chamado atenção do setor porque a próxima safra pode representar a primeira produção recorde de arábica no Brasil após cinco temporadas em que o resultado ficou abaixo do potencial produtivo da cultura. As limitações climáticas nas principais regiões cafeeiras do país estiveram entre os fatores que mais pesaram sobre esse desempenho nas últimas temporadas.

Já no mercado de robusta, o comportamento foi diferente. Segundo pesquisadores do Cepea, a oferta da variedade está um pouco mais elevada que a do arábica, o que ajudou a manter pressão sobre os preços durante março. A proximidade da colheita também reforçou esse movimento de baixa.

A perspectiva para o robusta é de continuidade desse ambiente mais pressionado no curto prazo. Isso porque os primeiros volumes da safra 2026/27 devem começar a ser colhidos e direcionados ao mercado entre abril e maio, ampliando a disponibilidade do produto.

Com isso, março terminou com um quadro de contraste no setor cafeeiro: de um lado, o arábica sustentado pela oferta limitada e por incertezas externas; de outro, o robusta influenciado pela maior disponibilidade e pela entrada gradual da nova safra.

 

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