T Ó P I C O : Café abre 4ª feira em queda com avanço da colheita e pressão nas bolsas
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Café abre 4ª feira em queda com avanço da colheita e pressão nas bolsas
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 20/05/2026 18:29:07
Leonardo Assad Aoun comentou em: 20/05/2026 18:50
Café abre 4ª feira em queda com avanço da colheita e pressão nas bolsas
Mercado acompanha aumento da oferta no Brasil e realiza lucros após alta da véspera
O mercado do café iniciou esta quarta-feira (20) em queda nas bolsas internacionais, devolvendo parte dos ganhos registrados no fechamento da sessão anterior. O movimento acompanha o avanço da colheita brasileira, a expectativa de aumento da oferta nas próximas semanas e ajustes técnicos depois da alta observada na terça-feira.
Em Nova Iorque, o arábica trabalhava no campo negativo nos primeiros negócios da manhã. O contrato julho/26 caía 410 pontos, cotado a 266,05 cents/lbp. O setembro/26 recuava 355 pontos, negociado a 258,60 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 tinha baixa de 345 pontos, valendo 251,20 cents/lbp.
Em Londres, o robusta também operava em queda. O vencimento julho/26 recuava 71 pontos, negociado a US$ 3.274 por tonelada. O setembro/26 caía 55 pontos, cotado a US$ 3.153 por tonelada, enquanto o novembro/26 tinha baixa de 50 pontos, valendo US$ 3.086 por tonelada.
Na sessão anterior, o mercado havia encerrado com forte recuperação técnica, impulsionado por cobertura de posições vendidas e ajustes dos fundos, conforme análise da Safras & Mercado. Apesar da reação, o mercado segue bastante volátil e atento ao ritmo da colheita brasileira, especialmente do conilon e das primeiras áreas de arábica.
O avanço da oferta no Brasil continua pressionando as bolsas, enquanto operadores acompanham também o comportamento do dólar e as condições climáticas nas regiões produtoras. As chuvas recentes em parte do cinturão cafeeiro ajudam no desenvolvimento das lavouras, mas mantêm o mercado monitorando impactos sobre a qualidade e o ritmo dos trabalhos no campo.
No mercado físico brasileiro, a comercialização segue lenta em diversas regiões produtoras. Muitos vendedores continuam retraídos, avaliando os próximos movimentos das bolsas e do câmbio antes de avançar com novos lotes.
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