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T Ó P I C O : O Efeito El Niño na Safra de Café 26/27: Um Cenário de Extremos nas regiões cafeeiras

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O Efeito El Niño na Safra de Café 26/27: Um Cenário de Extremos nas regiões cafeeiras


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 20/05/2026 18:35:09


Leonardo Assad Aoun comentou em: 20/05/2026 18:56

 

O Efeito El Niño na Safra de Café 26/27: Um Cenário de Extremos nas regiões cafeeiras

 

Déficit de chuvas e o calor acendem o alerta no Espírito Santo e na Bahia, que enfrentam 60% de probabilidade de perdas na produtividade

O El Niño pode beneficiar lavouras em São Paulo e no Sul de Minas, devido a chuvas acima da média e condições mais úmidas que favorecem o desenvolvimento inicial dos frutos. Por outro lado, o evento climático também intensifica a temperatura e reduz os volumes de chuva no centro-norte de Minas, Espírito Santo e Bahia. Com essas condições, o estresse hídrico ameaça a produtividade da safra.

Dados de produtividade média do café arábica da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), referentes ao período de 1996 a 2025, indicam que em anos de El Niño, o estado de São Paulo apresentou 60% de probabilidade de produtividade acima da média (Tabela 01). Enquanto, no ES e na BA, as altas temperaturas e poucas chuvas apresentaram 60% de probabilidade na perda de produtividade do grão.

“O fenômeno apresenta probabilidade de 82% para se estabelecer ao longo do segundo semestre de 2026, bem como 96% de chance de persistência deste até, pelo menos, o início de 2027” aponta as projeções climáticas do Centro de Previsão Climática Norte Americano (CPC/NOAA).

Caso o fenômeno se estabeleça no trimestre de outubro a dezembro (OND), o início da florada e pegamento dos frutos podem ser comprometidos devido às temperaturas mais intensas e chuvas abaixo da média.

El Niño

O contínuo aquecimento do Oceano Pacífico pode confirmar um El Niño de intensidade moderada a forte entre o final do inverno e o início da primavera, alterando o mapa das chuvas no Brasil. Na prática, enquanto a Região Sul deve receber um volume maior de chuva, partes do Norte e do Nordeste enfrentarão o cenário oposto, com previsão de queda significativa nas precipitações ao longo dos próximos meses.

Na nota técnica, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) reforçou, ainda, que, em abril e maio, as previsões para o El Ninõ ainda apresentam menor confiabilidade. No entanto, a partir de junho, será possível uma avaliação mais acertada sobre a evolução e a intensidade do fenômeno.

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