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T Ó P I C O : Nestlé espera aumentar vendas de café no Brasil em 2026

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Nestlé espera aumentar vendas de café no Brasil em 2026


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 23/06/2026 12:31:43


Leonardo Assad Aoun comentou em: 23/06/2026 12:46

 

Nestlé espera aumentar vendas de café no Brasil em 2026

 

Empresa vê bebidas prontas e frias como atrativo para jovens, enquanto consumidores tradicionais estão mais ‘sofisticados’

Por Raphael Salomão — Linhares (ES)* | Globo Rural

Abastecimento da marca Nescafé demanda compras equivalentes a 10% da produção global

Abastecimento da marca Nescafé demanda compras equivalentes a 10% da produção global — Foto: Globo Rural

A Nestlé espera aumentar as vendas de produtos de café no Brasil em 2026. A empresa avalia que o momento é de expansão na demanda, depois de um ano de 2025 em que o mercado viveu altas de preços. E aposta em diversificação para atrair novos consumidores e sofisticação para manter os tradicionais.

“Estamos vivendo uma estabilização nos preços do café, depois de um aumento histórico em 2025. O mercado está começando a consumir novamente e voltando a inovar”, diz Valeria Pardal, executiva chefe da área de café da Nestlé no Brasil.

Ela avalia que o mercado está se abrindo a outras tendências. Bebidas prontas e frias à base de café estão atraindo, especialmente, os mais jovens, que se “conectam” com o produto de forma diferente de gerações anteriores de consumidores.

“Enquanto as gerações anteriores viam o café como combustível, energia para começar bem o dia, os jovens veem o café como momento de prazer, de socialização, uma forma de se apresentar e manter sua identidade”, diz a executiva.

Em sua visão, até 2030, o café frio deve representar 20% das vendas do segmento. Entre os produtos do catálogo, estão um café solúvel já adaptado para este tipo de preparo, além de bebidas prontas associadas à energia e atividade física.

Atualmente, esse portfólio tem 10% de participação nos negócios no Brasil, afirma Valéria. “Estamos trabalhando em novos formatos, com preços mais baixos e diferentes canais para onde os consumidores estão migrando”, explica.

Ao mesmo tempo, diz a executiva, os consumidores mais tradicionais estão sofisticando sua forma de consumir a bebida. Querem saber mais sobre a origem do café, as regiões produtoras e suas características, e sobre os blends.

Estamos diante de uma tendência de sofisticação que está crescendo em volume e em valor a cada ano. Essa tendência mais premium está encontrando um terreno mais fértil para se desenvolver.

— Valeria Pardal, executiva chefe da área de café da Nestlé no Brasil

A multinacional com origem suíça é a maior compradora mundial de café verde. Apenas o abastecimento da marca Nescafé demanda compras equivalentes a 10% da produção global.

Valéria chama a volatilidade nos preços de “novo normal”. Avalia que a situação atual do mercado brasileiro, com uma perspectiva de safra recorde, é favorável para a companhia manter os investimentos e o desenvolvimento da categoria.

“É possível pensar em crescimento em volume e receita, devido à recuperação dos volumes e crescimento do mix, impulsionado, principalmente, por novos segmentos, como café gelado, premium e cápsulas, que agregam mais valor”, diz.

A perspectiva para o Brasil acompanha a tendência vista pela empresa para o segmento em escala global. No primeiro trimestre de 2026, as vendas de café da Nestlé aumentaram 9,3%, com uma elevação média de preços de 5,7% nos produtos.

“A performance da Nescafé foi forte, com um crescimento orgânico de dois dígitos (pelo menos 10%)”, reportou a companhia, na divulgação de seu balanço do período.

Na região das Américas, a divisão de café representou 20% das vendas. No primeiro trimestre, cresceu “um dígito”, com destaques para Nescafé e para a marca Starbucks, que a Nestlé licencia para produtos como cápsulas.

No segmento monodose, a multinacional suíça reforçou sua competição no varejo brasileiro. Além das cápsulas Starbucks, colocou nas gôndolas a marca Nescafé também nesse formato, com bebidas de diversas origens.

Quem fabrica a cápsula é a Nespresso. Mas, com Nescafé, a Nestlé concorre com marcas que fabricam produtos “compatíveis” com suas máquinas mantendo a diferenciação de sua “grife” de café, que tem a cantora Dua Lipa como embaixadora.

A companhia também tem no varejo a marca Dolce Gusto, com suas próprias cápsulas de café e as da Starbucks, e outras bebidas para uma máquina própria. Além do solúvel em diferentes versões, torrado e moído e preparados, como capuccino.

*O jornalista viajou a convite da Nestlé

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