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T Ó P I C O : #GLOBO RURAL: A cafeicultura biodinâmica da Chapada Diamantina

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Comentários do Tópico

#GLOBO RURAL: A cafeicultura biodinâmica da Chapada Diamantina


Autor: Sérgio Parreiras Pereira

4.897 visitas

4 comentários

Último comentário neste tópico em: 22/08/2011 07:52:47


Sérgio Parreiras Pereira comentou em: 21/08/2011 11:22

 

#GLOBO RURAL: A cafeicultura biodinâmica da Chapada Diamantina

 

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Agricultores de café da Chapada Diamantina usam técnicas orgânicas

Um grupo de produtores de café da Bahia aposta no sistema biodinâmico. Esses agricultores conseguem preços bem acima do mercado.

Do Globo Rural

 

Um grupo de produtores de café da Bahia que está apostando em uma técnica orgânica de cultivo: é o sistema biodinâmico. Esses agricultores conseguem preços bem acima do mercado por causa da alta qualidade dos grãos. Tudo é feito com muito respeito ao meio ambiente.

O clima da Chapada Diamantina é perfeito para o café. Encravada no coração da Bahia, boa parte de seus 31 mil quilômetros quadrados tem mais de 700 metros de altitude. O que deixa a temperatura amena, do jeito que a lavoura gosta. Hoje, o café ocupa perto de 45 mil hectares, pouco mais de 1% da área da Chapada.

A fazenda Terramater tem 90 hectares e fica no município de Ibicoara. O dono, o agrônomo Adeodato Menezes, planta café há quase 30 anos. No começo, a lavoura era tocada no sistema convencional, mas um tinha um detalhe que incomodava. “A monocultura é muito vulnerável, é um sistema que não tem equilíbrio biológico”.

Para fugir da monocultura, em 1998 Adeodato decidiu mudar o jeito de produzir e implantou o conceito da agricultura biodinâmica, que é uma modalidade de agricultura orgânica.

 

Chapada Diamantina (Foto: Editoria de Arte/G1)

 

O filósofo e educador Rudolph Steiner acreditava que o homem e o universo devem viver em harmonia e criou conceitos que misturam ciência e espiritualidade. Mais do que uma técnica de produção, a biodinâmica é uma filosofia de trabalho e de vida.

Como na agricultura orgânica, a biodinâmica também não usa veneno nem adubo químico industrializado e busca sistemas de produção mais parecidos com o que acontece na natureza.

A maior parte da fazenda é destinada à preservação. Dos 90 hectares, apenas 22 vêm sendo usados pela família. Oito são de pasto e dez estão ocupados por roças temporárias, terreiro e outras construções. O cafezal tem pouco mais de quatro hectares e é todo sombreado por fruteiras e árvores nativas.

O sombreamento reduz a temperatura dentro da lavoura e ajuda a conservar a umidade do solo. Além disso, as folhas que caem no chão mantêm a terra coberta e viram matéria orgânica, o que contribui para a nutrição das plantas.

A diversidade pode render outros produtos que aumentam a renda da família. Na Terramater se produz uma grande variedade de frutas. Telma, esposa de Adeodato, transforma tudo em geleias orgânicas.

As ruas entre os cafeeiros também são usadas para a produção de outros alimentos, como o milho, por exemplo. Respeitando o conceito da biodiversidade, mato não é problema. “O mato tem uma função, ele identifica problemas, ele corrige problemas. A gente vê uma determinada planta e sabe que o solo está compactado”, explica Adeodato.

O mato deve ser manejado. De tempos em tempos, ele é roçado e fica sobre o solo, servindo de proteção.

Na agricultura biodinâmica, boa nutrição e equilíbrio são fundamentais para a saúde das plantas. Por isso, a adubação é caprichada, feita com composto orgânico, fosfatos e biofertilizantes naturais. Para ajudar no equilíbrio do processo, Steiner desenvolveu alguns produtos, chamados de preparados, que são usados em pequenas doses.

Um dos preparados é chamado de Chifre-Esterco. Depois de cheios com esterco, os chifres são colocados em um buraco e ficam enterrados por duas estações. Se entram no inverno, só saem na primavera.

Outro preparado, chamado Fladen, é feito com um buraco cavado no chão e forrado com madeira. Dentro se coloca esterco fresco e uma fonte de cálcio, que pode ser calcário ou casca de ovo.

Dentro da mistura são abertos cinco buraquinhos. Com um pouco de Fladen já pronto, se faz um bolinho onde serão alojadas as ervas recomendadas por Steiner. Em cada bolinho vai uma erva: mil folhas, camomila, urtiga, casca de carvalho e dente de leão.

Por último, vai o único preparado líquido: a valeriana. Apenas algumas gotas que são diluídas em água e agitadas ou dinamizadas por mais de meia hora. Só depois a solução é espalhada sobre o Fladen. Então o buraco é coberto.

Em mais ou menos seis meses, o Fladen está pronto. Ele é usado na produção do composto orgânico e também como adubo. Diluído em água pode ser pulverizado, ou distribuído junto com a irrigação.

É importante lembrar que na biodinâmica não tem receita pronta. Cada agricultor deve encontrar o melhor jeito de trabalhar, respeitando o lugar onde vive.  

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Sérgio Parreiras Pereira comentou em: 21/08/2011 11:38

 

Agricultores investem em qualidade para conquistar mercados exigentes

 

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Agricultores investem em qualidade para conquistar um mercado exigente

Dois produtores da Bahia são modelos da agricultura biodinâmica.


Eles sabem que, para agradar mercados exigentes, é preciso ter qualidade.

Do Globo Rural

 

Luca Allegro e Nélson Ribeiro são vizinhos de porteira e se conhecem há mais de 30 anos. No final da década de 90, cada um tinha 40 mil pés de café. Eram pequenos produtores que, sozinhos, não tinham recurso para investir nas lavouras. Foi aí que surgiu a idéia de transformar a amizade em sociedade.

A primeira mudança foi a conversão dos cafezais para o sistema biodinâmico. O segundo passo foi sombrear o café.

Um dos fatores que auxiliam na boa produtividade é que todo o cafezal é irrigado por sistema de gotejamento, usado por até seis meses no ano.

A base da adubação da lavoura é o composto orgânico, que é feito com casca de café, esterco, minerais naturais e os preparados biodinâmicos.

As plantas também recebem uma dose de fosfato natural. A quantidade de cada adubo aplicado na lavoura é baseada na análise de solo, que Nélson faz duas vezes por ano. Na época da colheita, as cascas e a água da lavagem do café também viram alimento para as plantas.

Ao longo do ano, os cafezais também recebem os preparados biodinâmicos, como o Chifre-Esterco. Que depois de pronto é misturado com água e aplicado na lavoura. Nélson direciona o produto para o solo e a quantidade é bem pequena. Lembra uma benzedura.

Uma ferramenta importante para ter sucesso na produção de café orgânico e biodinâmico é a escolha de variedades que se adaptem melhor ao sistema.

A maior parte dos cafeeiros é das variedades catuaí amarelo e vermelho. Nélson também planta dois hectares de obatã, um hectare de acauã e meio hectare de café bourbon. “O catuaí e o obatã (estão indo bem). O acauã no manejo orgânico não está dando certo. Adoece muito”, explica Nélson Ribeiro.

A preocupação com a resistência das plantas a pragas e doenças se deve ao fato de que nesse sistema não é permitido usar veneno.

Como o sucesso do sistema, Nélson e Luca foram aumentando a lavoura. Hoje, eles já têm 160 mil pés de café. Dois terços em plena produção. A produtividade é de 40 sacas de café por hectare, o dobro da média nacional.

Na fazenda se faz café fino, de alta qualidade: o chamado café gourmet. Por isso, é preciso caprichar na colheita. O chão é coberto com uma lona, para evitar o contato dos grãos com a terra.

A colheita seletiva dá trabalho. Em um mesmo pé de café tem grãos em diferentes estágios de maturação. Por conta do sistema de chuvas dessa região, a planta floresce várias vezes.

É preciso mão-de-obra bem treinada para fazer esse serviço. Quarenta pessoas trabalham na colheita. A maioria é de Juciape, cidade que fica há 50 quilômetros.

A colheita do café acontece bem na época da entressafra da mandioca. É uma oportunidade para o pessoal engordar o orçamento.

A fazenda permite que o trabalhador leve até os filhos menores. As férias são na época da colheita e as crianças vão para ficar com os pais e brincar.

Durante três meses, as famílias vivem na fazenda, em um alojamento. Em geral, eles têm dois cômodos privados e dividem tanques e banheiros. A convivência não é difícil, porque todo mundo é parente.

Do campo a produção segue direto para o lavador. Lá os grãos verdes, que passaram pela colheita seletiva, são separados, por que dão bebida de pior qualidade. Os grãos maduros são preparados de três formas: em coco, descascado e despolpado.

Prontos, os lotes seguem pro terreiro, que é todo calçado e coberto com plástico. “Isso é importante porque na época da colheita chove muito”, diz Luca.

As laterais do terreiro são abertas para permitir uma boa ventilação. Além de ajudar na secagem, isso impede que o café fermente. Cada terreiro faz a secagem de um lote diferente de café. Eles são separados por variedade e dia de colheita.

Depois de secos, os grãos seguem para o beneficiamento. Passam por um secador e por um equipamento que retira a pele de cada grão. Em seguida, o café é selecionado por tamanho.

Luca e Nélson montaram até uma sala de prova, para avaliar a qualidade da bebida produzida na fazenda. “A gente acha que é importante que o produtor tenha controle sobre a sua produção. Não só para você saber o que você está fazendo, mudando técnicas e procedimentos e acompanhando o resultado, como na hora da venda. Quem diz se o café é bom ou não é a gente”, garante Luca Allegro.

Só depois dessa prova, a fazenda forma os lotes, que são padronizados de acordo com suas características de variedade, sabor e tipo de bebida.

Os micro-lotes são preparados de acordo com a vontade do comprador e quase toda a produção é exportada para os Estados Unidos e Europa.

A repórter Cecília Malan foi conhecer um dos compradores desse café, que vive em Stafford, na Inglaterra.

A empresa inglesa é uma micro torrefadora. Só trabalha com cafés especiais, comprados pelo mundo afora, em pequenas quantidades.

Stephen Leighton, dono da empresa, é um apaixonado por café, especialmente pelo brasileiro. “Minha primeira experiência, que me fez perceber como um café especial pode ser bom, veio do Brasil, de Minas Gerais. Eu me lembro do momento exato em que tomei aquela xícara e de como eu fiquei animado, quando percebi que dava para sentir até notas de chocolate”.

Stephen conheceu o café de Lucas e Nélson por um amigo em comum. Em 2008 foi conhecer a fazenda na Chapada Diamantina e ficou impressionado com o que viu. “Eu fiquei na fazenda por quatro dias. Luca e Nélson foram incríveis, me perguntaram: ‘o que você quer como comprador. Que tipo de café você quer que a gente faça?’ Por isso, sempre falo que os brasileiros são muito profissionais. Nos outros países produtores você não consegue isso”.

Stephen compra os grãos verdes para torrar e embalar na Inglaterra. Os pacotinhos de 250 gramas são vendidos pela internet e entregues na casa do consumidor.

Os grãos que Stephen compra na Chapada Diamantina são perfeitos para o café expresso.

Os consumidores ingleses são exigentes. Não abrem mão da qualidade, mas também não se importam de pagar por ela. Esses nichos de mercado garantem uma boa renda para os produtores da Chapada.

Para Luca e Nélson, a biodinâmica e o investimento na qualidade trouxeram a chance de competir com grandes produtores em um mercado que anda cada vez mais exigente.  

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Sérgio Parreiras Pereira comentou em: 21/08/2011 18:33

 

Eu acredito!!! E vi com meus próprios olhos.....

 

 

No final de abril tive a oportunidade de rodar por 4 (quatro) dias conhecendo a cafeicultura da Chapada Diamantina ... Barra da Estiva, Ibicoara, Piatã...Etc....

Dei um giro pelas propriedades de Nelson Ribeiro e Lucca Allegro e posso garantir que se trata de das mais bem cuidadas e produtivas lavouras de café orgânico que já conheci....

Trouxe para Lavras alguns pacotes do Natura Gourmet  e provamos na maquina de espresso  do Polo de Excelência do Café e é um dos melhores que já provei na minha vida.... 

Segue abaixo um vídeo que editei da minha passagem pela CHAPADA e algumas fotos!!! 

 

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Sérgio Parreiras Pereira comentou em: 21/08/2011 19:02

 

Chapada

 

De Chapada
De Chapada
De Chapada
De Chapada
De Chapada
De Chapada
De Chapada
De Chapada
De Chapada
De Chapada
De Chapada

 

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