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T Ó P I C O : O que a OIC está nos dizendo? - Por Cesar de Castro MB Agro

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O que a OIC está nos dizendo? - Por Cesar de Castro MB Agro


Autor: Antonio Sergio Souza

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3 comentários

Último comentário neste tópico em: 13/02/2012 10:29:48


Antonio Sergio Souza comentou em: 26/01/2012 21:50

 

O que a OIC está nos dizendo? - Por Cesar de Castro MB Agro

 

 

Por Cesar de Castro Alves – Engº Agr. Analista da MB Agro

O último relatório mensal da OIC, referente ao mês de dez/11 e divulgado na terceira semana de jan/12, apresentou uma razoável correção para cima na estimativa da produção mundial de café 11/12. A Organização falava em nov/11 que o mundo produziria, no ciclo 11/12, 126,6 milhões de sacas. Já o último relatório apontou 132,4 mm scs, um aumento de 3,8 milhões de sacas na revisão mensal.  90% dessa revisão se deveu a nova leitura da oferta da Etiópia, agora estimada em 9,8 milhões de sacas, ante 6,3 mm scs em nov/11.

Vale observar que esta correção em apenas um mês no número etíope foi de incríveis 54% e o efeito disso no número cheio pode ser visualizado no gráfico. Aqui cabe um parêntese. Quase que sem exceções, a maior parte dos analistas de café concorda que os números oficiais de oferta e demanda de café são “bem meia boca”, no jargão popular, isto vale não só para os apurados pelos órgãos públicos e privados brasileiros como também por renomadas instituições internacionais, entre elas a OIC, o USDA, FAO etc. Eu acredito que a OIC tem as melhores estimativas disponíveis por supostamente conhecer melhor a situação real dos números dos países produtores e consumidores, o que não quer dizer necessariamente que estes dados sejam altamente confiáveis. Só pra ter idéia do grau de distorção, vale a pena observar a enorme diferença das curvas históricas de estoques globais da OIC e do USDA. Para o Departamento de Agricultura Norte-Americano, os estoques pelo menos dos últimos 30 anos nunca foram maiores que 50 milhões de sacas enquanto a OIC nos diz que os mesmos já foram maiores que 70 milhões de sacas. A diferença entre as curvas é absurda mas curiosamente nos últimos anos as mesmas mostraram certa convergência e, talvez por conta da recente escalada dos preços, ninguém mais acredita haver estoques confortáveis de café no mundo. É verdade que estes estoques caíram por anos seguidos com pouca reação dos preços o que manteve durante longo período os produtores pressionados pelos custos. Ocorre que como o cobertor ficou curto, ou seja, o estoque de passagem veio abaixo de 40 milhões de sacas, a tardia reação de preços veio e com muita força. Para muitos produtores brasileiros, que já haviam entregado a safra 10/11 antes da alta dos preços, a produção de 11/12 foi a primeira comercializada com ótima margem operacional o que obviamente ainda não foi suficiente para recuperar a dolorida perda de renda da cafeicultura dos, pelo menos, últimos 10 anos.

Concordo com muitos analistas que, para os números de produção do Brasil, ninguém tem melhor condição e experiência que a Conab nas estimativas de safra embora seja ingênuo achar que a mesma é perfeita. A OIC também usa a Conab, sendo assim, parto do princípio que a menos enviesada visão dos fundamentos de oferta e demanda parte dessas fontes. E discordo redondamente dos analistas que, talvez pela decepção com a qualidade das estatísticas, não dão mais credibilidade aos fundamentos. Mesmo que existam enormes assimetrias na estrutura deste mercado, por exemplo, com poucas grandes torrefadoras detendo grande participação mundial, não é crível dizer que os preços descolaram totalmente da realidade da oferta e da demanda. Mesmo com a forte atuação dos fundos de investimento nos mercados de commodities nos últimos anos, que elevaram muito a volatilidade, seus movimentos são pautados em expectativas de retorno que por sua vez derivam de números. Portanto, em minha opinião, não existe maneira mais fria de enxergar o mercado e expurgar o viés e as emoções do que através do simples e antigo quadro de oferta e demanda.

Antes mesmo da Conab apresentar sua primeira estimativa da safra brasileira 12/13, no início de jan/11, o mercado de certa forma já havia precificado que mesmo que este número fosse relativamente otimista (53 mm scs, por exemplo) a mesma não seria suficiente para “recompor estoques”. Mas em que nível o estoque mundial precisará voltar para que o preço internacional volte a enfraquecer? Sabemos que é bem improvável que o mesmo volte para 40 milhões de sacas, porém no passado (2009/10 e 2010/11) o mesmo não era nem de 35 mm scs e os preços ainda não haviam reagido. Na ausência da bola de cristal, o melhor a fazer é olhar para o retrovisor. Ou seja, a hipótese aqui é de que ao trazer a relação estoque/consumo (uso) de volta para o nível de 24-25%, ter-se-ia, em tese, um ambiente de acomodação de preços. Então cabe simular a viabilidade deste cenário para 2012/13. Como a produção brasileira é colhida antes dos demais países, o que é possível fazer neste momento é simular as produções nos países concorrentes de modo que, considerando a evolução natural da demanda, o estoque será o saldo desta equação.

O quadro abaixo ajuda a clarear este exercício. A revisão de dezembro da OIC está contida nesta simulação. Ela significou que o estoque final do ano safra 11/12, caso os números fechados desses países venham a confirmar isso, será um pouco maior do que se imaginava até novembro. Até aqui o quadro pouco mudou, pois já se sabe a um bom tempo que o ano safra 11/12 estaria comprometido pelo ciclo de baixa produção do Brasil, além de quebras na Indonésia e Vietnã. Aliás, foi este o vetor da alta dos preços que se iniciou em jul/10, portanto sem novidades. Porém, a implicação maior deste ajuste de dezembro é para a safra 2012/13, para onde o mercado já olha. A leitura é que, supondo (extrapolando) que o Brasil colha próximo do limite superior da primeira estimativa da Conab (53 mm scs), bastará os demais países produtores colherem 3% a mais que a relação estoque/uso voltará para 24%. Ressalto que este é apenas um exercício de como poderá ser o próximo ano, sem objetivo ou interesse em buscar justificativa para preços menores. O melhor deste tipo de simulação é forçar a barra para um lado ou outro de modo a tirar o viés do absurdo. Os mercados sempre antecipam nos preços as expectativas futuras, o que quer dizer que, caso haja de fato uma sinalização mais clara nos próximos meses de alguma possibilidade de estoques maiores em 12/13 em relação a 11/12, pode haver alguma pressão de baixa mesmo que estes cafés ainda nem sequer tenham sido colhidos.

O mais interessante, e que não está no radar de muitos, é que não parece impossível que o estoque em 12/13 volte para 34 milhões de sacas (e a relação E/U para 24%), pois usando o mesmo raciocínio e também supondo o Brasil com 53 mm de sacas, caso o grupo “outros” consiga apenas manter o ritmo de aumento dos últimos dois anos (8%), o que aparentemente é factível devido ao estímulo de preços, as produções da Colômbia, Vietnã e Indonésia poderiam até ficar estagnadas que a relação E/U ainda assim se recuperaria. A simulação 2 no quadro abaixo ilustra esta hipótese.

Ou seja, mesmo que não tenhamos novamente (como em 2009/10) ligeira queda da demanda mundial por café, a resposta da oferta não pode ser subestimada, como sugere este exercício. Os números já fechados da OIC (10/11) e aqueles ainda em aberto (11/12 P) nos dizem que está em curso um processo de investimentos em aumento da produção, não somente no Brasil, e não estamos falando de plantio de novas áreas mas apenas de investimento em produtividade. Simplesmente pensar que, por se tratar de uma cultura perene de ciclo relativamente longo a resposta será igualmente longa pode ser perigoso. A despeito das inúmeras limitações de resposta da produtividade dos cafezais africanos e centrais, além do clima adverso que deverá prevalecer, seguramente todo cafeicultor atualmente está focado em tirar mais da sua lavoura oferecendo um trato melhor.

Naturalmente estes números irão mudar nos próximos meses seguindo o curso normal das expectativas da OIC, do clima, do efeito da crise européia sobre a demanda etc, porém é bom ficarmos bastante atentos aos fundamentos, afinal os compradores estão pressionados e, portanto, ávidos por números baixistas para o café e sem dúvida um dia eles virão. Não é porque o preço ficou estagnado durante anos enquanto outras lavouras e os custos do café subiam que agora a saca terá que ir a mil reais para compensar essa diferença. Não é assim que funciona. A teoria econômica nos ensina que mercados em competição perfeita no longo prazo tendem ao lucro zero, o que significa preços decrescentes em termos reais (isto é descontada a inflação). Na medida em que são incorporados os ganhos de produtividade no campo, estes são transferidos via preços menores aos consumidores. Não há como fugir disso, mas é possível se adaptar bem a este ciclo desde que elevando a produtividade. O longo período de preços baixos do café selecionou naturalmente os produtores com condições de seguir neste jogo e há vários exemplos de enorme sucesso.

Separar o joio do trigo e expurgar a emoção é fundamental para uma análise equilibrada. Parafraseando o colega Celso Vegro, não faz sentido apenas torcer contra o aumento da oferta nos concorrentes e se perder na emoção enviesada. É preciso estar atento às fortes transformações da cafeicultura em todo o mundo sem deixar de tirar o leite das pedras que são as estatísticas de café. Os números da OIC nos dizem muito,embora não de maneira escancarada.

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Fernando Souza Barros comentou em: 27/01/2012 18:17

 

A concorrencia não é perfeita...

 

Prezados companheiros

A concorrencia não é perfeita,pois o Brasil fez dumping anos e anos exportando Impostos(Pis e Cofins) e depois recebendo do Governo ou monetizando em Industrias de Torrefação etc...internamente.O nosso custo de produção é variavel sendo que a maior área está nas Montanhas cerca de 72% portanto para voce estabelecer um custo ele teria que ser regional e a compra é efetuada por poucos distribuidores de nosso café com preços a fixar e a longo prazo,base uma Cotação na Bolsa de N.York de um produto(Colombiano) lavado que não é o nosso,pois temos aqui 90% de cafes Naturais.Estes preços com desconto de 20 a 25 cents por libra nos ultimos 10/15 anos.Não queremos ter 50%... do Mercado de café arábica do mundo e continuarmos sem colocar o nosso preço,chega de carregar um piano sem som!Sem chance de valorizá-lo pois vendemos abaixo da concorrencia como vou fazer meu trabalho de Marketing se estou me depreciando.O aumento das dívidas faz parte do jogo que é manter o produtor endividado sem renda e sem condições de vender por opinião e sempre por precisão.Sem planejamento não se monta a estratégia do seu negócio.Qual o estoque de passagem? Março/2012  está aí será que vão verificar de fato ou vão levantar pelo Correio?Precisamos acordar fazermos um exame dos nossos erros e mudar!Exemplo falar em venda de estoque de cafes comprados em opções neste momento! Quando o produtorainda tem 30% dos cafes para vender não está certo e nem quando! Pois todo o mundo sabe que os estoques são justos perante a demanda,não vamos agora nos precipitar e vender o pouco que nos resta sendo que temos pela frente colheita só em junho para os arabicas,frio etc...Qual o interesse!?

Abraço e até mais.

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Carla de Pádua Martins comentou em: 13/02/2012 10:29

 

O que a OIC está nos dizendo? Parte 2

 

Por Cesar de Castro Alves - Engº Agrônomo. Analista da MB Agro - cesar@mbagro.com.br. 

A Organização Internacional do Café apresentou na segunda semana de fevereiro seu primeiro relatório do ano de 2012, referente ao mês de janeiro. Apenas para lembrar, no relatório anterior (dez/11) a instituição fez uma notável correção para cima, em 3,8 milhões de sacas na oferta global do ciclo 2011/12, levando a estimativa para 132,4 milhões de sacas. 90% deste ajuste decorreu da revisão da produção da Etiópia. Todavia, já no relatório de jan/12, voltou-se a alterar a estimativa da Etiópia, agora retirando 1,5 milhões de sacas da estimativa de dez/11, o que significa dizer que a produção etíope agora está projetada em 8,3 milhões de sacas. 







A instituição também apresentou ajustes nos estoques de café dos países exportadores em 2010, em relação ao que havia apontado em abr/11. Estimava-se em abr/11 que o estoque em 2010 havia sido de 13 milhões de sacas, enquanto agora consideram 18,5 milhões de sacas em 2010. Já para 2011 apontou-se 17,4 milhões de sacas, uma queda de 6,0% sobre 2010. Interessante perceber a evolução de 19,8% nos estoques de robusta, o que compensou parte da queda de 14,2% dos naturais brasileiros. Estes dois grupos significam 95,4% do estoque total de 2011.





Outra novidade foi a sinalização de desaceleração do consumo em 2011, devendo ter sido de 136,5 milhões de sacas, ou 1,1% maior que o de 2010 (135 mm sacas), quando o mesmo cresceu 2,4% sobre 2009. Realmente o consumo tem mostrado incrível resiliência, já que continuou crescendo mesmo com a forte alta da matéria prima (e também ao consumidor final) além do complicado ambiente macroeconômico especialmente nas economias desenvolvidas. A OIC destacou o sólido crescimento do consumo nos mercados emergentes, especialmente no Brasil e na Índia. Esta situação não deverá mudar em 2012. 

Posto isso, cabe analisar o efeito dessas revisões no balanço mundial de oferta e demanda 2012/13, ano safra que ainda nem sequer começou no Brasil, mas que o mercado já presta atenção. No artigo que escrevi no mês passado, tentei mostrar que os últimos números da OIC sugerem que a relação estoque/consumo em 12/13 poderá voltar ao nível anterior ao da alta dos preços (10/11), bastando um leve aumento nas ofertas dos demais países produtores, já que o Brasil poderá colher até 53 milhões de sacas neste ano, segundo a Conab. O quadro abaixo ilustra esse cenário, considerando a eventual desaceleração do consumo em 2011, apontado pela OIC. Supõe-se ainda nesta simulação que o consumo em 2012 voltará a crescer 2,0%.





De maneira análoga, esta simulação também nos mostra que, caso o Brasil colha dentro da média dos limites inferior e superior da primeira estimativa da Conab, ou seja, 50,6 milhões de sacas e supondo que o consumo mundial volte a crescer 2,4% como há dois anos, será necessário um aumento de 5% nos demais produtores para que a relação volte aos 24%.





Isto quer dizer que há condições de uma leve recomposição de estoques mesmo que o consumo siga evoluindo. Assim como qualquer estimativa, inúmeros fatores imponderáveis levam a revisões das projeções, como a OIC faz rotineiramente. E é bom que o faça, pois indica que as alterações das expectativas estão sendo captadas. 

Mas e o quadro interno de oferta e demanda? O que podemos esperar até a entrada da safra? Aqui a situação é mais complicada já que o estoque de passagem na entrada do ano safra (Jun/12) será nulo. A Conab nos informou no último levantamento de estoques privados que em 31/3/11 havia no país 11,3 milhões de sacas, sendo 81% dessa quantidade privado e o restante estoques do governo. 

Apesar das críticas, não dispomos de números oficiais de estoques internos mais seguros que este. Como este estoque se referiu a dois meses antes da entrada da safra 11/12 (43,48 milhões sacas) este mesmo estoque em 1º/jun/11 já havia caído para apenas 2,675 milhões de sacas, ou seja, descontando as exportações e o consumo interno de abril e maio de 2011, que somaram 8,7 milhões de sacas. Esta conta simples sofre da imperfeição da medida do consumo interno que é anual e referente ao período nov/out. Ou seja, diferentemente das exportações que conhecemos os números mensais, a estimativa mensal do consumo é basicamente o que a Abic nos informou (19,7 mm sacas) dividido pelos doze meses. 

O quadro abaixo nos mostra que, as 2,7 milhões sacas do estoque inicial (jun/11) somadas a safra 11/12 (43,48) mais o crescimento das importações, (21% de jun/11 a jan/12) significam uma oferta total de 46,2 milhões de sacas. Do lado da demanda, se continuarmos consumindo 1,6 milhões de sacas/mês, até a entrada da safra 12/13 (jun/12), teremos estoques zerados em jun/12 e somente 26,5 milhões de sacas para exportação (jun/11-mai/12). E já se foram 21,9 milhões de sacas segundo o Cecafé (jun/11-jan/12), restando "em tese" apenas 4,5 milhões de sacas para mais quatro meses de exportação até o final de maio, ou 1,13 milhões de sacas/mês. Caso as exportações excedam 26,5 mm sacas, o consumo está superestimado ou os estoques estão mal levantados, obviamente supondo que o tamanho da safra foi mesmo de 43,48 milhões de sacas em 11/12. É difícil trabalhar com estatísticas que não fecham e números anuais de estoque e consumo, porém infelizmente é o que temos.



O quadro ainda mostra que se a safra 12/13 for de 50,6 (média dos limites da Conab e recorde histórico) e o consumo interno não desacelerar, ainda assim não conseguiremos exportar as 31,2 milhões de sacas que escoamos em 2010/11, apenas recuperaremos o volume que cairá neste ano. 

Tudo isto leva a crer que: 1) Até a entrada da safra 12/13 em meados do ano a disponibilidade interna será crítica; 2) Mesmo com safra recorde, será difícil sustentar o ritmo de crescimento das exportações, salvo se tivermos queda do consumo interno, o que parece improvável, dadas as condições previstas de emprego e renda para este ano; 3) No balanço mundial, para que tenhamos alguma recomposição de estoques ao longo do ano 12/13 precisaremos de condições climáticas que permitam o aumento das ofertas dos concorrentes, como sugere ser necessário nas simulações. Todavia esta situação pode acontecer e isto tem sido considerado por poucos analistas. Eu não subestimaria a capacidade de resposta ao estímulo de preços em outros países. Acredito também que é ilusão achar que os preços continuarão subindo até que o estoque mundial se recomponha substancialmente. 

Além disso, não podemos esquecer que uma eventual piora do encaminhamento da crise de dívidas européia poderá manter os fundos fora do mercado simplesmente pela aversão ao risco, o que em curto prazo poderia manter o preço internacional sem força de alta. E a direção do câmbio será um componente central no preço interno. O que vimos nos últimos meses foi um esfriamento do preço externo e uma razoável valorização do dólar frente ao real, o que manteve o preço interno relativamente firme, porém, desde o início do ano, o real voltou a se fortalecer sem a contrapartida do preço em NY, o que se traduziu em queda do preço em reais.

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