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T Ó P I C O : Folha Técnica Procafé: PROVÁVEL TOXIDEZ DE CLORO EM CAFEEIROS CONILLON

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Folha Técnica Procafé: PROVÁVEL TOXIDEZ DE CLORO EM CAFEEIROS CONILLON


Autor: Marina Alvarenga Botelho

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Último comentário neste tópico em: 15/05/2015 15:07:06


Marina Alvarenga Botelho comentou em: 15/05/2015 15:06

 

Folha Técnica Procafé: PROVÁVEL TOXIDEZ DE CLORO EM CAFEEIROS CONILLON

 

PROVÁVEL TOXIDEZ DE CLORO EM CAFEEIROS CONILLON

J.B. Matiello, Iran B. Ferreira e Carolina R. Paiva – Engs Agrs Fundação Procafé , Roberto P. Camargo – IBRA –Campinas  e Wander R. Gomes – Eng Agr Cooabriel

 

Uma queima estranha da margem das folhas velhas em cafeeiros conillon tem aparecido em algumas lavouras, nas regiões do Vale do Rio Doce em Minas e no Norte do Espirito Santo. Esses sintomas tem chamado a atenção de técnicos, que assistem aos produtores, sem, entretanto, haver conhecimento das suas causas.

A literatura (Malavolta) cita a queima das margens das folhas de cafeeiros associadas à  carência de potássio e à toxidez de cloro. Furlani et alli cita que em altos níveis de cloro nas folhas de cafeeiros, de 12000 a 44000 ppm, ocorrem baixo crescimento de mudas de café e a queima de bordas das folhas. O mesmo autor cita que é provável o acúmulo de cloro, no solo e nas plantas, em culturas perenes, como o café, onde, ainda, os restos da cultura, como a folhagem e galhos secos, voltam ao solo anualmente.

Existe um trabalho de pesquisa na África, que relaciona a toxidez de cloro a altas doses de cloreto de potássio, combinadas com problemas de camada de solo adensada, a qual impede a lixiviação do cloro.

A queima na margem de folhas velhas, em plantas ornamentais, em vasos, é, também, associada ao uso de água clorada na molhação frequente delas.

Nas nossas visitas a campo, em lavouras de cafeeiros conillon, temos encontrado sintomas de queima das bordas de folhas velhas, também associadas a terrenos mais adensados, junto a baixadas ou em chapadas, onde existe camada adensada ou o teor de argila aumenta, consideravelmente, em profundidade. Nessas áreas, os teores foliares de K têm apresentado níveis normais, sem deficiências.

Em observação recente, feita em lavoura de conillon, na região Norte do ES, vimos os sintomas e tomamos amostras para análise, de folhas velhas, em plantas com e sem os sintomas de queima nas bordas da folhagem. Os resultados obtidos mostraram altos teores nas folhas com sintomas, com 25000 ppm, contra 5000 nas folhas normais. Isto indica que a causa provável da queima está associada aos altos teores de cloro nos tecidos, provocada pelo acúmulo do elemento no solo, devida às aplicações sucessivas de cloreto de potássio, sem a normal lixiviação do mesmo.

Veja que o cloro, apesar de ser considerado micro-nutriente, pode ser acumulado em altas doses, nos tecidos foliares do cafeeiro, sendo que os resultados da análise anterior representam 0,5 a 2,5%, quando muitos macro-nutrientes, como o magnésio e o fósforo, estão presentes nas folhas do cafeeiro com apenas 0,35 e 0,14%, respectivamente. O cloro participa da fotossíntese (na quebra da molécula de água) e na divisão celular.

O objetivo da presente nota é alertar aos técnicos para o problema, inclusive em prováveis ocorrências de toxidez de cloro também em lavouras de café arábica. Procuraremos estudar outros casos, para uma confirmação definitiva da toxidez de cloro em cafeeiros, em condições de campo.

 

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