T Ó P I C O : Café de Baixa Qualidade: O Crime Não Compensa!
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Comentários do Tópico
Café de Baixa Qualidade: O Crime Não Compensa!
Autor: Bruno Ribeiro
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24 comentários
Último comentário neste tópico em: 01/07/2013 19:11:59
Péricles Alexandre comentou em: 07/05/2010 13:01
Competição ou divisão?
Grande Ensei, você sacou a parada! Tudo que foi postado aqui é competição. Veja; Concurso de qualidade café, Melhores variedades, cafeterias(serviços, diferenciais), melhor técnica de colheita (pré pós), Melhor café é o de montanha, de vale, de serra, de chapada, (Ok Rena... mas ainda há controversas... hehe ainda estou competindo), Melhor País, Estado, Região, Cidade (São Sebastião da Grama a Terra do café de qualidade, não é Diogo? Fica mesmo em São Paulo.) e outros melhores ou menores que são disputados a unha.
É certo Ensei que a competição pode ser saudável e proporcionar evolução em todos os pontos da cadeia produtiva, porém também fragiliza o elo mais sensível da cadeia que acredito que seja o produtor. Usando a cafeteria como exemplo, Ensei, ela sozinha pode facilmente agregar ao “cafezinho” outros produtos e serviços que vão do simples pão-de-queijo a internet, criando uma diferenciação no mercado. Para produtor sozinho isso já não é muito fácil. Por mais técnicas ou tecnologias sejam empregadas chega um ponto que, como mostrou o Diogo, da terra do café de qualidade (São Sebastião da Grama – São Paulo), não é mais viável. A não ser que comece a criar Jacu ou importar Luwak ou mesmo outro bicho que defeque um café diferente (desculpem não consigo escrever só seriamente). Para o “mercado” em geral, como o Bruno citou sobra o “crime” de comercializar uma “fermentação degradativa-podridão da semente”, porém com a consciência de quem vai pagar o pato é o produtor.
Percebo que a competição no nível de produtores teve bons reflexos, mas que também os levaram a um processo continuo de desunião (divisão). Isso se refletiu diretamente nas associações, cooperativas que hoje trabalham voltados para atender apenas o “negócio” numa grande autopromoção ao ponto de não valorizarem os produtores que as formaram. Acredito que está competição que permitiu o controle dos preços no mercado interno, através de uma cuidadosa depreciação dos cafés do produtor brasileiro, pois literalmente e comercialmente não se pode “torrar” de mais. É isso que vejo nas entrelinhas do “mercado” de café quando “grita” por qualidade. Sério... não acredito da “falácia” que o Brasil produziu 30 milhões sacas de café arábica “porcaria” em 2009/2010. Veja porque é este mesmo café “porcaria”, que estranhamente já foi praticamente comercializado (90%) mesmo com as afirmativas de sua “qualidade duvidosa” (http://www.revistacafeicultura.com.br/index.php?tipo=ler&mat=31974) .
Ensei você sabe, logicamente, que o japonês (do Japão... hehe) valoriza algo mais além da competição, pois ele sabe que é preciso um equilíbrio é o principio da Ikebana. Assim acredito que falta um equilíbrio no que se hoje “ganha” com a cafeicultura no Brasil, ou seja, tem que dividir melhor os “créditos” e também “débitos” sem crucificar ninguém, muito menos o produtor.
Abraços
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Jorge Hiroaki Wada comentou em: 07/05/2010 14:34
Eliminando o cafe Rio & PVA do mercado
Talvez a solucao mais razoavel seria o Governo comprar os cafes com bebida inferior ao Duro, o PVA a um preco igual ou superior ao preco de Custo (R$ 320,00 ~ 360,00 / saca).
O produto, ao inves de ser destinado ao consumo humano, poderia ser aplicado a geracao do Bio-Diesel.
Com certeza, eliminando-se a pior parte do mercado, o preco medio de mercado subiria, e a comercializacao seria menos complicada. Um cafe no minimo, justo.
Como disse anteriormente, o custo p/ se produzir um Duro, Mole, Riado ou PVA e' o mesmo, ate o momento de sua colheita. Alias, talvez o Riado & PVA sejam ate mais caro, pois e' bem mais trabalhoso, tem um custo mais elevado pelo repasse & varricao e rende bem menos.
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Bruno Ribeiro comentou em: 10/05/2010 16:34
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Sérgio Barros comentou em: 01/07/2013 19:09
Hábito econômico.
Como ente vivente nas arenas consumistas dos híper-mercados vejo o famigerado e constante "´pega o mais barato", o que, no caso do café, implica no produto que é capaz de render mais!
Quanto mais fenólico e amargado, menos pó, menor concentração e uma bebida praticamente derivada do café, ou algo como suco de laranja e laranjada.
Isso é barato e implica que o café é bom apenas pelo cheiro, preterindo o sabor em função da amargura, aliás, amargura mesmo!
Incrível, mas é assim!
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