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T Ó P I C O : #Trincheira – Manejo convencional x Sistema AP Romero

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Comentários do Tópico

#Trincheira – Manejo convencional x Sistema AP Romero


Autor: Sérgio Parreiras Pereira

11.480 visitas

20 comentários

Último comentário neste tópico em: 08/09/2010 19:25:28


Sérgio Parreiras Pereira comentou em: 02/09/2010 08:05

 

#Trincheira – Manejo convencional x Sistema AP Romero

 

Manejo convencional

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Sérgio Parreiras Pereira comentou em: 02/09/2010 08:07

 

 

Fazenda Curimba (AP)

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Sérgio Parreiras Pereira comentou em: 02/09/2010 08:10

 

 

Fazenda AP CENTRAL

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Sérgio Parreiras Pereira comentou em: 02/09/2010 08:47

 

 

 

Vídeos gentilmente encaminhados por:
 Eng. Agr. Alessandro Silva de Oliveira e Eng. Agr. Joyce Cristina Costa. (AP Agrícola – Piumhi- MG)

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Alemar B. Rena comentou em: 02/09/2010 11:41

 

Viva à tecnologia!

 

Amigos

Não pude houvir o que falaram os pesquisadores, mas uma bela figura vale por dez mil palavras! Sem comentários, apenas que é espetacular! Fico feliz de saber que o que já escrevi tem fundamento. É gratificante. Parabéns!

Saudações cafeeiras à boa tecnologia.

Rena

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Oswaldo Julio Vischi Filho comentou em: 02/09/2010 20:13

 

Trincheira

 

Aquele solo onde abriram a trincheira parece ótimo, haja visto a quantidade de raízes, deve ser um latossolo e pela profundidade das raízes, chegando a 2 metros, o solo não está compactado e também o pH deve estar ok, caso contrárionão haveriam raízes. Como disseram a imagem vale mais que muitas palavras, mas que tipo de experimento estão fazendo. Os autores do video poderima nos orientar sobre o trabalho.

TAGS: solo, trincheira, método

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Sérgio Parreiras Pereira comentou em: 03/09/2010 07:03

 

 

 

Oswaldo,
Saudações Cafeeiras.....
O sistema radicular apresentado é de cafeeiros submetidos à prática da “irrigação branca”, ou seja, aplicação de gesso até 28 toneladas por hectare na linha de plantio.
Abaixo uma matéria que cita a pratica:
 
Produtor de café desenvolve novo sistema de cultivo
Produtor de café desenvolve novo sistema de cultivo. O produtor e agrônomo Alessandro Oliveira está conseguindo tirar 50 sacas por hectare, o dobro da produtividade média do Estado.
 
Globo Rural
 
A região da Canastra, que fica no centro-oeste de Minas Gerais, é formada por grandes paredões e majestosas cachoeiras. No Parque Nacional, bem protegido, nasce o rio São Francisco. Em São Roque de Minas, a altitude gira em torno de 900 metros, ideal para o plantio de café. Mas a região de cerrado tem solo pobre. Muitas serras e chuvas irregulares exigem irrigação na maioria das lavouras.
Foi na região que o agricultor Alessandro Oliveira resolveu estudar uma forma de produzir protegendo a natureza e economizando água. Ao furar um buraco o produtor descobriu que a água estava a pouco mais de um metro da superfície. O problema é que as raízes do café tinham no máximo 70 centímetros. Ao invés de retirar a água do subsolo por meio de irrigação, ele estudou uma forma de fazer com que as raízes ficassem mais profundas, chegando assim até a água. As mudanças começam no plantio.
No preparo do solo uma cavadeira leva o calcário, fosfato, zinco e boro a 60 centímetros de profundidade. São 20 centímetros a mais do que o comum. O produtor também faz a chamada irrigação branca. Ele utiliza o gesso. Segundo o agrônomo, o gesso neutraliza o alumínio, tóxico para a planta. Com isso, as raízes conseguem crescer mais. Em uma lavoura de café catucaí amarelo foram colocadas 28 toneladas por hectare. Uma trincheira aberta comprova o resultado. No sistema tradicional, as raízes estariam com 70 centímetros.
“Produzindo catucaí com dois anos de idade e já apresentando um sistema articular profundo, atingindo 1,3 metro de profundidade. O trabalho do gesso é descrer o sulfato de cálcio e anular o alumínio, que é tóxico para a raiz, e fornecer o cálcio. Cada pontinha de raiz só cresce se tiver cálcio”, explicou Alessandro.
Essa nova forma de plantio também aproveita melhor a água da chuva. Para conseguir isso, utiliza o método de proteção do solo. Em uma lavoura tradicional, geralmente as ruas do cafezal são limpas. No lugar a braquearia divide espaço com os pés de café. A braquearia se transforma em matéria orgânica e forma uma camada protetora.
Com a planta mais saudável e resistente, Alessandro resolveu apostar no sistema de plantio adensado. A largura das ruas é de 2,5 metros e não de quatro metros. O problema é que a partir de um ano e meio as máquinas começam a estragar o café. Foi então que o produtor decidiu inovar mais uma vez. Os tratos culturais utilizam a tração animal. 
As mulas cabem perfeitamente nas ruas. Quando o capim atinge 60 centímetros, entram em ação. A braquearia cortada reforçando a camada protetora do solo. Os animais também fazem a pulverização e a adubação. Cada mula chega a aplicar 60 sacos de adubo trabalhando seis horas por dia.
Com esse sistema, o produtor está conseguindo tirar 50 sacas por hectare, o dobro da produtividade média do Estado.

http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=4320

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Oswaldo Julio Vischi Filho comentou em: 03/09/2010 08:57

 

Irrigação branca e tração animal

 

Muito interessante o sistema, pois além de produzir mais (aumento da produtividade) o produtor não precisa utilizar energia elétrica, canos, bombas etc, para irrigar, deixando isso por conta da natureza que através da disponibilidade de condições para as raízes atingirem o lençól freático, atinge seu objetivo sem gastar além do necessário, o que, hoje em dia é fator crucial.

Outra coisa interessante, que vai na mesma linha de pensamento é o fato da utilização da tração animal (mula e burro não gasta óleo diesel, nem óleo de carter, nem pneu etc.), basta que tenha na fazenda pessoal que sabe e gosta de trabalhar com animais, o serviço é excelente. Isso nos faz lembrar nas tropas das fazendas de café de antigamente, onde todo o trabalho era realizado com tração animal e a cena era muito bonita, aquela quantidade de animais executando os trabalhos na lavoura e via de regra, os animais eram muito bem tratados.

Essa proposta nos faz lembrar das juntas de bois que aram o solo no Vale do Paraíba para a renovação de pastagem. O sistema é conservador, porque o boi anda em nível e a aração é feita em nível, ao contrário da aração morro abaixo, feita com tratores, que além de provocar erosão, também provocam a morte de muitos tratoristas, todos os anos. A aração com bois fica mais barata do que aquela realizada com trator e além de economizar para o agricultor, ajuda a manter a tradição.

Gostei do sistema adotado pelo agricultor, parabéns!!!   

TAGS: irrigação, gesso, conservação, solo,

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Anderson Dominghetti comentou em: 03/09/2010 18:44

 

Custos

 

Saudações cafeeiras pessoal!

Serjão, gostaria de saber se você tem disponível o custo por hectare da utilização desse processo de implantação da lavoura, levando-se em consideração a relevância do custo de produção para nossos produtores.

 

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Carlos Henrique (Pezinho) comentou em: 03/09/2010 18:55

 

Será que é isso tudo??

 

Pelo que eu pude perceber nos vídeos, me corrijam se eu estiver errado, foi comparado uma lavoura no "sistema convencional" com uns 3 ou 4 anos de idade e outra lavoura no "sistema AP" já adulta (uns 10 anos ou mais). É lógico que o sistema radicular da lavoura adulta vai ser maior e mais profundo. Pude notar também que nas camadas mais profundas, acima de 60 cm, o solo estava com bastante umidade nos dois sistemas.

Eu não acredito neste efeito todo que eles falam deste sistema AP. Eu acredito que uma lavoura com um correto manejo físico e quimico do solo e também um adequado manejo do mato apresenta os resultados semelhantes sem precisar de todo aquele gesso.

Abraço à todos!

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