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T Ó P I C O : Clima desafia produção de café na Alta Mogiana

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Clima desafia produção de café na Alta Mogiana


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 16/02/2025 07:06:31


Leonardo Assad Aoun comentou em: 16/02/2025 07:11

 

Clima desafia produção de café na Alta Mogiana

 

Seca prolongada impacta a safra de 2025, reduzindo a oferta e pressionando os preços no mercado

Clima desafia produção de café na Alta Mogiana

Foto: EPTV

Em Ribeirão Corrente (SP), na região da Alta Mogiana, a produção de café é uma tradição que atravessa gerações. Ali, o clima e a altitude de 855 metros são aliados naturais para o cultivo de grãos de alta qualidade, mas os produtores sabem que o sucesso vai além das condições climáticas. Para garantir uma boa colheita, é preciso muito trabalho manual e, sobretudo, paciência. "Plantar café é como se uma criança tivesse nascido", explica Rafael Stefani, que cuida de um cafezal na região. Ele aprendeu com o pai a cuidar do café com atenção em cada detalhe.

O mercado de café, nos últimos tempos, tem sido afetado por uma série de desafios, principalmente o clima. A seca prolongada, que durou seis meses, afetou diretamente a produção, resultando em uma estimativa de safra reduzida para 2025. "O Brasil vai colher pouco café, e isso impacta os preços no mercado", comenta o produtor. Porém, apesar da alta nos preços, nem todos os produtores têm café suficiente para vender, o que evidencia o custo real de um cultivo afetado pelas dificuldades.

Além do clima, outro fator importante no cultivo do café é a irrigação, uma prática cara e que nem sempre é viável devido à escassez de água. "As chuvas deste início de ano facilitaram o plantio", afirma Rafael, destacando a importância de um solo úmido para o bom desenvolvimento das mudas. Embora a mecanização tenha avançado, o trabalho manual ainda é crucial, pois as máquinas não conseguem replicar a precisão do cuidado humano, como garante o produtor.

Com a constante ameaça das mudanças climáticas e a crescente demanda por cafés de qualidade, os pesquisadores estão de olho no futuro da cafeicultura. Na fazenda de Rafael, um projeto experimental testa 35 variedades de café para entender quais são mais adaptáveis às condições da região. "O objetivo é selecionar as cultivares mais promissoras para enfrentar os desafios do clima e garantir boa produtividade", explica Marcelo Jordão, pesquisador da Fundação Procafé e líder do projeto de melhoramento genético.

No campo, a produção de café é mais do que um negócio; é uma relação profunda com a Terra. Para Rafael, ver um novo cafezal nascer é sempre motivo de esperança. “Mesmo sabendo que levará anos para ver os primeiros frutos, cada muda plantada é uma nova chance de sucesso”, diz, emocionado. Para ele, o café não é apenas uma cultura agrícola, mas um símbolo de perseverança, dedicação e fé no futuro.

Fonte: Rede Globo

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