T Ó P I C O : Cafés do Brasil: Setor ainda tem como “prioridade absoluta” minimizar impactos dos efeitos Trump
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Cafés do Brasil: Setor ainda tem como “prioridade absoluta” minimizar impactos dos efeitos Trump
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 17/08/2025 16:17:32
Leonardo Assad Aoun comentou em: 17/08/2025 16:29
Cafés do Brasil: Setor ainda tem como “prioridade absoluta” minimizar impactos dos efeitos Trump
Negociações com EUA e diversificação de destinos buscam minimizar impactos da taxação de 50%
Por Luana da Fonte/Rede Globo-EPTV
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Foto: Pixabay
O primeiro mês da safra 2025/26 começou com queda nas exportações de café do Brasil. Em julho, foram embarcadas 2,73 milhões de sacas de 60 quilos, volume 27,6% menor que o registrado no mesmo período de 2024. Apesar da retração, o mês marcou um novo recorde na receita cambial, somando US$1,033 bilhão, alta de 10,4% no comparativo anual, isso ocorreu porque o preço médio da saca atingiu US$377,8, um crescimento de 53%.
Marcos Matos, diretor geral do Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), explica que a redução no volume de embarques já era esperada após os recordes de 2024, quando o Brasil exportou 50,5 milhões de sacas. “Começamos 2025 com 4 milhões de sacas exportadas em janeiro, caímos para 3,4 milhões em fevereiro. Fomos com números acima de 3 milhões de sacas até abril e a partir de maio, ficamos abaixo desse patamar de 3 milhões de sacas. 2,9 milhões em maio, 2,6 milhões em junho e 2,73 milhões de sacas em julho”.
No entanto, o desempenho de julho não foi influenciado pela tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida passou a valer apenas em 6 de agosto, com exceção das cargas já em trânsito antes dessa data, que poderão chegar ao destino até 5 de outubro sem incidência da taxa. Mesmo assim, o setor acompanha com atenção os possíveis efeitos dessa nova barreira comercial, já que os Estados Unidos seguem como o principal destino do café brasileiro, respondendo por 16,8% das exportações no primeiro semestre de 2025, com 3,7 milhões de sacas.
Diante do novo cenário, o Cecafé atua em diferentes frentes para evitar perdas ao setor. A entidade mantém diálogo com o governo brasileiro e com o setor privado norte-americano para incluir o café na lista de isenções tarifárias. “Seguimos como prioridade absoluta a negociação, a busca pelo diálogo, a representação dos interesses dos cafés do Brasil, lá em Washington e aqui com o comitê organizador que negocia as tarifas liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin”, explica o diretor.
Entre as ações internas, estão conversas com o governo federal e estados produtores sobre a adoção de medidas temporárias compensatórias para minimizar impactos pontuais, como postergação de embarques. “Tem medidas temporárias mitigadoras, tanto do governo federal quanto dos governos estaduais. E a gente tem que olhar com muita responsabilidade todas essas ações e vamos seguir na missão de colocar os cafés do Brasil na lista de exceção”, afirma Matos. Outra medida foi o contato com a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS) para solicitar ao governo brasileiro o fortalecimento das relações comerciais com outros mercados compradores.
Para Matos, o objetivo central é garantir que o bom desempenho no comércio internacional se traduza em renda sustentável para o produtor, já que o Brasil é o país que mais repassa o preço de exportação ao cafeicultor. “Quanto mais bem-sucedidos nós somos nas exportações, maior é a renda e, mais importante, é a renda sustentável para o cafeicultor seguir cuidando de sua família, preservando o meio ambiente, melhorando a qualidade, as boas práticas agrícolas, acreditando no futuro”, conclui o diretor.
Além das articulações setoriais, o setor de café poderá contar com medidas anunciadas pelo governo federal para reduzir os impactos do tarifaço norte-americano. O pacote, lançado nesta quarta-feira (13), prevê R$30 bilhões em crédito por meio da Medida Provisória Brasil Soberano, com prioridade para pequenas empresas e produtos perecíveis. A iniciativa também busca preservar empregos e estimular a diversificação de mercados, utilizando recursos extraordinários fora do teto de gastos.
Supervisionado por Virgínia Alves.
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