Rede Social do Café

T Ó P I C O : Brasil exporta 3,1 mi de sacas de café em agosto, queda de 17,5% ante ago/24

Informações da Comunidade

Criado em: 28/06/2006

Tipo: Tema

Membros: 5251

Visitas: 28.574.720

Mediador: Sergio Parreiras Pereira

                        

Adicionar ao Google Reader Adicionar ao Yahoo Reader Adicionar aos Favoritos BlogBlogs


Comentários do Tópico

Brasil exporta 3,1 mi de sacas de café em agosto, queda de 17,5% ante ago/24


Autor: Leonardo Assad Aoun

60 visitas

1 comentários

Último comentário neste tópico em: 10/09/2025 10:55:07


Leonardo Assad Aoun comentou em: 10/09/2025 11:05

 

Brasil exporta 3,1 mi de sacas de café em agosto, queda de 17,5% ante ago/24

 

Menor disponibilidade do produto e tarifaço dos EUA impactam desempenho; no mês, EUA perdem posto de principal importador para a Alemanha

Brasil exporta 3,1 mi de sacas de café em agosto, queda de 17,5% ante ago/24

O Brasil exportou 3,144 milhões de sacas de 60 kg de café em agosto de 2025, redução de 17,5% em relação a agosto de 2024. Em contrapartida, a receita cambial subiu 12,7%, alcançando US$ 1,101 bilhão. Sobretudo, os dados constam no relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores Café do Brasil (Cecafé).

Primeiramente, o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, explica que a queda no volume já era esperada, após exportações recordes em 2024 e menor oferta da safra atual. Ademais, ele comenta, ainda, que o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos potencializou essa redução.

Impacto do tarifaço

“Os EUA deixaram de ser os maiores compradores de nosso café em agosto, descendo para o segundo lugar, com 301 mil sacas importadas (-46% ante ago/24). Assim, os americanos ficaram atrás da Alemanha, que importou 414 mil sacas no mês passado”, revela.

Além disso, o tarifaço trouxe volatilidade e disparada das cotações. Entre 7 e 31 de agosto, o café arábica subiu 29,7% na bolsa de Nova York, de US$ 2,978 para US$ 3,861/libra-peso.

“Se o tarifaço persistir, o café brasileiro seguirá inviável para os EUA, e os consumidores enfrentarão preços elevados, sem alternativas de fornecimento”, projeta Ferreira.

Ano Civil

De janeiro a agosto de 2025, o Brasil embarcou 25,323 milhões de sacas, queda de 20,9% frente ao mesmo período de 2024. Contudo, a receita cambial bateu recorde de US$ 9,668 bilhões.

“O cenário, tanto em agosto quanto no acumulado do ano, não é tão distinto, com a queda no volume já esperada, pela menor oferta após os embarques recordes em 2024. Bem como maiores ingressos de divisas ao caixa do Brasil devido a maiores cotações internacionais, impulsionados pelo equilíbrio entre oferta e demanda há anos. E, agora, potencializados pelo tarifaço”, explica.

Principais destinos

A despeito do declínio ao posto de segundo maior comprador dos cafés do Brasil em agosto, os Estados Unidos permanecem como o principal importador do produto brasileiro, com a aquisição de 4,028 milhões de sacas. Isto é, que corresponde a 15,9% dos embarques totais e representa declínio de 20,8% na comparação com o intervalo de janeiro ao fim de agosto de 2024.

Todavia, completando a lista dos cinco principais destinos dos cafés do Brasil aparece Alemanha, com a importação de 3,071 milhões de sacas e queda de 32,9% em relação ao mesmo intervalo de 2024. Em terceiro lugar vem a Itália, com 1,981 milhão de sacas (-23,6%); Japão, com 1,671 milhão de sacas (+15,6%); e Bélgica, com 1,517 milhão de sacas (-48,3%), completam a lista dos principais destinos.

Tipos de café

Primordialmente, nos primeiros oito meses de 2025, o café arábica foi a espécie mais exportada pelo Brasil, com a remessa de 20,209 milhões de sacas ao exterior. Ou seja, montante que equivale a 79,8% do total e implica queda de 13% frente a idêntico intervalo anterior.

A espécie canéfora (conilon + robusta) vem na sequência, com embarques equivalentes a 2,570 milhões de sacas (10,1% do total). Seguido pelo segmento do café solúvel, com 2,508 milhões de sacas (9,9%), e pelo setor industrial de café torrado e torrado e moído, com 36.700 sacas (0,1%).

Cafés diferenciados

Os cafés certificados e sustentáveis somaram 5,1 milhões de sacas (20,1% do total). Esse volume, contudo, implica queda de 9,3% na comparação com as remessas ao exterior registradas entre janeiro e agosto do ano passado.

Apesar disso, a receita foi de US$ 2,178 bilhões, alta de 54,2% pelo maior valor agregado. Os EUA lideraram as compras dos cafés diferenciados, com 893,6 mil sacas (17,5%). Fechando o top 5, aparecem Alemanha, com 656.585 sacas e representatividade de 12,9%; Bélgica, com 579.954 sacas (11,4%). Completam a lista Holanda (Países Baixos), com 428.540 sacas (8,4%); e Itália, com 332.700 sacas (6,5%).

Portos

Por fim, o Porto de Santos permanece como o principal exportador dos cafés do Brasil no acumulado de 2025, com o embarque de 20,310 milhões de sacas (80,2%). Na sequência, vêm o complexo portuário do Rio de Janeiro, que responde por 15,8% ao enviar 4,010 milhões de sacas ao exterior. E o Porto de Paranaguá (PR), que exportou 245.100 sacas e tem representatividade de 1%.

O relatório completo das exportações dos cafés do Brasil, com o fechamento dos números referentes a agosto de 2025, está disponível no site do Cecafé.

Fonte: Hub do Café

Visualizar | |   Comentar     |  



1