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T Ó P I C O : Microtorrefação cresce em Minas e movimenta setor de cafés especiais

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Microtorrefação cresce em Minas e movimenta setor de cafés especiais


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 11/11/2025 17:26:31


Leonardo Assad Aoun comentou em: 11/11/2025 17:08

 

Microtorrefação cresce em Minas e movimenta setor de cafés especiais

 

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O mercado de microtorrefação está em expansão em Minas Gerais, impulsionado pela crescente demanda por cafés especiais e pela valorização da origem dos grãos. Entre janeiro e agosto de 2025, o estado registrou quase 50 novas empresas voltadas à torrefação e moagem de café, um aumento de 48% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados da Receita Federal.

Atualmente, Minas já concentra 863 negócios ativos neste segmento, sendo 728 microempresas e 135 empresas de pequeno porte. A tendência reflete não apenas o protagonismo do estado na produção cafeeira nacional, mas também um movimento global de consumidores mais exigentes, que buscam rastreabilidade, sustentabilidade e qualidade sensorial. A microtorrefação consiste na torra artesanal de café em pequena escala, geralmente em microlotes de até 30 sacas. O produto é envasado em pacotes de 200g a 3kg, em grão ou moído, o que permite maior controle sobre o processo e realce das características sensoriais. Mais que técnica, o modelo também favorece o surgimento de marcas próprias e fortalece a conexão direta entre produtor e consumidor.

“Hoje o café não é mais uma commodity. Ele tem uma história, tem identidade. E na microtorrefação, esse storytelling é muito forte”, explica Celírio Inácio, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). Segundo ele, o modelo ajuda a valorizar as Indicações Geográficas (IGs), que reconhecem o terroir de cada região produtora.

O público que consome cafés de microtorrefações está atento à procedência do grão, ao processo de torra e à proposta sensorial. Por isso, o nível técnico também precisa ser alto. “O empreendedor precisa dominar o processo de torra, entender o maquinário e ter um paladar bem apurado. A capacitação é indispensável”, pontua Inácio.

Em sintonia com o movimento mundial por cafés de origem controlada e produção sustentável, Minas Gerais se firma como referência nacional também na etapa final da cadeia: a torra de excelência.

Fonte: Gazeta de Varginha

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