T Ó P I C O : Epamig integra missão para reconstruir cafeicultura em Moçambique
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Epamig integra missão para reconstruir cafeicultura em Moçambique
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Leonardo Assad Aoun comentou em: 15/12/2025 12:32
Epamig integra missão para reconstruir cafeicultura em Moçambique
Visita técnica integra programa organizado pela FAO e financiado pelo governo italiano para estruturar uma cadeia de valor do café no país africano
Publicado por: Equipe CaféPoint
A Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) acaba de participar de uma visita técnica a Moçambique. Graças a projetos que envolvem associações internacionais e o governo local, o país africano está reconstruindo seu setor cafeeiro.
A visita da instituição de pesquisa mineira fez parte de um programa – que envolve a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS) e o governo de Moçambique, entre outros – que busca criar uma cadeia de valor do café estruturada e competitiva no país. Entre as ações estão a introdução de variedades de arábica na região de Manica (produtora da espécie), a implementação de novas plantações e a oferta de assistência técnica contínua aos produtores locais, além da promoção de parcerias entre produtores, instituições de pesquisa e atores do setor privado.
A missão, liderada pelo pesquisador da Epamig Gladyston Carvalho, especialista em melhoramento genético de café, avaliou o potencial produtivo da região de Manica para fornecer orientações para o aprimoramento da produtividade e qualidade do café, além de acesso a mercados compradores.
Além disso, a visita buscou estreitar laços para uma cooperação de longo prazo entre os dois países – o que inclui, por exemplo, a possibilidade de coletar material genético da espécie Coffea racemosa para o banco ativo de germoplasma da Epamig. Além de produzir arábicas e canéforas, Moçambique também cultiva a espécie racemosa, raridade que hoje desperta a atenção de mercados consumidores de nicho, e a C. zanguebariae, conhecida localmente como ibo.
“Estou impressionado com o potencial de Manica para a produção de café", disse Carvalho em comunicado. Segundo ele, as condições do solo, tanto em regiões planas quanto montanhosas, e as diversas altitudes, que variam de 600 a 1,3 mil metros acima do nível do mar, são semelhantes às de algumas regiões cafeeiras brasileiras. A visita resultou na produção de um conteúdo técnico e teórico, aplicado num treinamento para quase 40 participantes de diversos estados.
Embora Moçambique tenha cultivado café desde a colonização portuguesa, os conflitos sociais resultantes da independência do país em 1975 desmontaram a produção. Atualmente, o país tem cerca de 4 mil pequenos cafeicultores (em propriedades que variam entre 0,5 e 1 hectare) e 300 hectares cultivados.
A meta da associação de cafeicultores do país (Amocafé) é transformar, em dez anos, a pequena produção – estimada em 100 toneladas de café em 2025, contra 40 toneladas em 2024 – em um setor capaz de competir com os principais fornecedores africanos do grão.
As principais regiões produtoras são Manica, Sofala e Cabo Delgado, mas há potencial para produzir café em todo o país, segundo declaração recente à imprensa do Secretário de Estado do Mar e das Pescas de Moçambique, Momade Juízo. Há, porém, desafios, como limitações de infraestrutura e de mercado.
A missão liderada por Carvalho é a primeira de uma série de intercâmbios que buscam aproveitar a experiência brasileira para orientar Moçambique no desenvolvimento de uma indústria cafeeira sustentável, inclusiva e de qualidade.
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