T Ó P I C O : Por que café descafeinado virou tendência no Brasil?
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Por que café descafeinado virou tendência no Brasil?
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Leonardo Assad Aoun comentou em: 01/01/2026 17:25
Por que café descafeinado virou tendência no Brasil?
Por Yasmin Henrique | Tribuna de Minas

Café (Foto: reprodução/Math/Unsplash)
Nos últimos anos, cafés com baixo teor de cafeína, ou descafeinados, deixaram de ser um segmento restrito e conquistaram espaço junto a torrefações que buscam diversificar seus portfólios. O crescente interesse por alternativas ao café convencional despertou atenção dos produtores, que identificaram no descafeinado uma oportunidade de inovação e diferenciação no mercado.
Com a expansão desse segmento, empresas de variados portes passaram a explorar maneiras de produzir seu próprio café descafeinado, seja para garantir maior autonomia na produção, seja para testar perfis sensoriais alinhados às novas preferências dos consumidores. O principal desafio é adotar processos acessíveis que preservem a qualidade do sabor, permitindo a produção em pequenos lotes sem comprometer o padrão do produto.
Variedades de café descafeinado
Dentre as variedades naturalmente com baixo teor de cafeína, a Laurina, da espécie Coffea arabica, sobressai por sua composição reduzida, embora sua produção seja limitada e menos eficiente. Em contrapartida, métodos industriais permitem fabricar café descafeinado em larga escala, mesmo sem eliminar completamente a cafeína. Segundo a legislação brasileira, grãos torrados podem ser classificados como descafeinados quando contêm até 0,1% de cafeína em peso.
O primeiro café descafeinado surgiu em 1961, produzido pela Nestlé por meio de extração em solução aquosa. Atualmente, além desse método, a indústria utiliza processos com solventes orgânicos, extração com dióxido de carbono em condições supercríticas e técnicas patenteadas, como a da Swiss Water Decaffeinated Coffee Co., que emprega o Extrato de Café Verde para remover a cafeína de maneira eficiente e sustentável.
Torrefações
Essa transformação possibilitou que torrefações de menor porte desenvolvessem soluções próprias. Um exemplo é o Café 2 de Julho, da Bahia, que criou um método doméstico de extração aquosa, alcançando o limite legal de 0,1% de cafeína e inserindo rapidamente o produto em sua linha comercial.
A iniciativa evidencia a tendência de autonomia produtiva, permitindo que pequenas e médias torrefações atuem no segmento de cafés descafeinados sem depender exclusivamente de processos industriais complexos ou terceirizações onerosas. Além de ampliar a oferta nacional, projetos desse tipo estimulam a inovação e fortalecem o mercado interno de cafés especiais.
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