T Ó P I C O : Empreendedora Colombiana Conecta Cafeicultores a Mercados Globais com Grão de Origem
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Empreendedora Colombiana Conecta Cafeicultores a Mercados Globais com Grão de Origem
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 08/01/2026 16:05:24
Leonardo Assad Aoun comentou em: 08/01/2026 16:43
Empreendedora Colombiana Conecta Cafeicultores a Mercados Globais com Grão de Origem
Adriana Villanueva transformou vivência rural em um negócio que liga pequenos proprietários rurais ao mercado internacional

Divulgação
Adriana Villanueva, CEO de Café Cultor
Adriana Villanueva conheceu o café em sua infância, entre cafezais cultivados por seus familiares, e voltou a ele anos depois, já formada na Universidad Externado (instituição de ensino superior privada da Colômbia, referência em ciências sociais e econômicas), quando começou a se perguntar por que as zonas rurais seguiam presas na pobreza apesar de estarem cercadas de riqueza produtiva.
A resposta não chegou em uma sala de aula, mas em Inzá, na região de Cauca, um município colombiano conhecido por sua rica cultura indígena, história, beleza natural (como a região de Tierradentro e a Pirâmide de Inzá) e, principalmente, por seu café de alta qualidade, cultivado em um corredor estratégico da cordilheira andina, oferecendo sabores complexos como chocolate e frutas cítricas, e sendo um símbolo de resiliência das comunidades locais.
Por lá, que Adriana, como voluntária de projetos de desenvolvimento social, entendeu que o problema não era a falta de talento, mas a desconexão entre o local e o global.
Dessa intuição nasceu a Inconexus Specialty Coffee, uma empresa produzida para catalisar oportunidades: conectar comunidades rurais com mercados internacionais, porém sem a linguagem assistencialista da cooperação tradicional.
“Não queríamos vender pobreza”, diz Villanueva. “Os projetos sociais terminam quando acaba o dinheiro; os modelos de autogestão, não”.
A oportunidade coincidiu com uma mudança de época. Enquanto Estados Unidos e Europa entravam na terceira onda do café (rastreabilidade, comércio justo e origem), a Inconexus passou a fazer algo aparentemente simples e profundamente disruptivo para a Colômbia: colocar nome e sobrenome em cada xícara.
O café deixou de ser “excelso colombiano” para se tornar o café de Don Pedro ou Doña Juana, com história, fazenda, processo e qualidade diferenciada.
Esse enfoque implicou mudar regras na cadeia, como capacitação técnica, certificações, melhoria de processos, respeito pelo agricultor e uma relação direta que hoje representa cerca de 40% de seus cafés.
A Inconexus não apenas compra café: ela o desenvolve. Com equipes técnicas em fazendas, laboratórios e depósitos próprios em regiões como a Sierra Nevada, Huila, Cauca, Nariño ou Tolima, experimenta fermentações, microrganismos e perfis sensoriais, como se tratasse de vinho.
A empresa exporta em torno de 1,5 milhão de quilos de café verde por ano (cerca de 60 contêineres) e construiu uma integração vertical que lhe permite assegurar qualidade desde a fazenda até o cliente final. Porém, o reconhecimento internacional deixou uma pergunta incômoda: por que a Colômbia seguia tomando café de baixa qualidade?
A resposta foi a Café Cultor, a marca e as lojas que nasceram em 2013 como um gesto simbólico e pedagógico. Um tributo ao cafeicultor e, ao mesmo tempo, um convite ao consumidor urbano para se tornar responsável pelo que há por trás de uma xícara.
Hoje, com três lojas em Bogotá e prêmios nos Global Coffee Awards, a Café Cultor quer crescer sem perder sua essência: demonstrar que qualidade, sustentabilidade e rentabilidade podem conviver em um mesmo modelo.
“Tudo em uma xícara”, resume Villanueva. Não como slogan, mas como convicção.
Fonte: Forbes
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