T Ó P I C O : Inquérito aponta crimes de apropriação indébita e gestão temerária após desvio de sacas de café de cooperativa em Ibiraci, MG
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Inquérito aponta crimes de apropriação indébita e gestão temerária após desvio de sacas de café de cooperativa em Ibiraci, MG
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 13/01/2026 15:58:10
Leonardo Assad Aoun comentou em: 13/01/2026 16:23
Inquérito aponta crimes de apropriação indébita e gestão temerária após desvio de sacas de café de cooperativa em Ibiraci, MG
De acordo com a Polícia Civil, o presidente da cooperativa, Elvis Vilhena Faleiros, foi indiciado e teve a prisão decretada, mas está foragido.
A Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira (12) o inquérito que investigou o desaparecimento de mais de 22 mil sacas de café da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil). Segundo a investigação, os grãos foram desviados, causando um prejuízo estimado em pouco mais de R$ 52 milhões a produtores rurais de Minas Gerais e do interior de São Paulo.
De acordo com a Polícia Civil, o presidente da cooperativa, Elvis Vilhena Faleiros, foi indiciado e teve a prisão decretada, mas está foragido. O inquérito também apurou a participação de outros dois diretores, mas a Justiça entendeu que, neste momento, apenas a prisão do presidente era cabível.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Estevan Ferreira, o inquérito foi finalizado com a conclusão de que houve a prática dos crimes de apropriação indébita e gestão temerária de cooperativa.
“Nós concluímos o inquérito hoje e concluímos que houve a caracterização do crime de apropriação indébita e de gestão temerária de cooperativa. O que significa dizer, em relação à apropriação indébita, que de forma não autorizada e na condição de depositário das sacas de café dos produtores da cidade, o senhor Elvis e os diretores, cientes disso, se apropriaram desse café”, explicou o delegado.
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Inquérito aponta crimes de apropriação indébita e gestão temerária após desvio de sacas de café de cooperativa em Ibiraci — Foto: Reprodução EPTV
O desaparecimento das sacas começou a ser descoberto em agosto do ano passado, quando produtores foram até a cooperativa para retirar os grãos armazenados e constataram que eles não estavam mais nos galpões. Desde então, dezenas de cafeicultores procuraram a polícia para registrar boletins de ocorrência.
Entre as vítimas está o produtor rural Éder Valdomiro de Carvalho, que perdeu 260 sacas de café. Segundo ele, o prejuízo chega a cerca de R$ 1,2 milhão.
“A gente está falando aí em R$ 1,2 milhão aproximadamente. É um prejuízo muito grande. Meu pai tá doente, teve um AVC há uns dois anos, requer cuidados médicos e é caro. É muito triste porque a gente acreditou nas pessoas”, disse.
Outro produtor, Evaldo Luis Vilhena Carvalho, afirma que utilizava os serviços da cooperativa havia cerca de 15 anos e nunca havia enfrentado problemas. Ele relata que só soube da situação quando tentou receber valores e retirar o café armazenado.
“Ele falou que era boato apenas, que a cooperativa não estava passando por crise alguma. Depois falou a verdade, que já estava fechando as portas e que o café que estava depositado também teria sido vendido, sem a nossa permissão”, contou.
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O empresário Elvis Vilhena Faleiros, de Franca (SP), é suspeito de sumir com 21 mil sacas de café que estavam armazenadas nos barracões de cooperativa em Ibiraci (MG) — Foto: Arquivo pessoal
Ao todo, 30 produtores foram ouvidos pela Polícia Civil. As vítimas são de Ibiraci, Cássia, Capetinga e Claraval, no Sul de Minas, além de produtores de Franca e Cristais Paulista, no interior de São Paulo.
"A alegação é de que houve travas de preços das sacas de café com algumas pessoas e essas pessoas não teriam honrado com os compromissos. Isso vem se arrastando desde 2021", disse o delegado.
O advogado da cooperativa afirma que Elvis não se entregou porque está buscando meios particulares para pagar todos os débitos. Disse ainda que cerca de 170 pessoas entre cooperados e produtores devem ser ressarcidos.
"Com a venda dos barracões da Cocapil em uma fazenda no município de Claraval, esses imóveis já estão em negociação efetiva, inclusive foi reportado na última sexta-feira ao Ministério Público e ao Dr. Estevam, que é o delegado que está tendo essa ocorrência, foi feita já a avaliação desses bens, que são mais que suficientes para saudar esses débitos reitero", disse o advogado da cooperativa, Márcio Cunha.
O advogado explicou ainda que a cooperativa continua aberta e em funcionamento, mas com a venda dos prédios e barracões ela será extinta. Dia 24 deste mês será feita uma nova assembleia para definir como serão feitos os pagamentos.
"Buscando primeiro tentar saudar com a maioria que são poucas sacas, aqueles produtores ou cooperados que têm poucas sacas e escalonando automaticamente para aqueles que têm mais sacas. Mas existe essa previsão", completou o advogado da cooperativa.
Cooperados e produtores que tiverem dúvidas podem entrar em contato com a cooperativa pelo telefone (35) 3544-5100.
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