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T Ó P I C O : Presidente da Câmara Italiana diz que acordo Mercosul-UE pode destravar fábrica de café mineira

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Presidente da Câmara Italiana diz que acordo Mercosul-UE pode destravar fábrica de café mineira


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 29/01/2026 16:45:38


Leonardo Assad Aoun comentou em: 29/01/2026 17:08

 

Presidente da Câmara Italiana diz que acordo Mercosul-UE pode destravar fábrica de café mineira

 

Valentino Rizzioli projeta que fim de barreiras tarifárias permitirá industrializar grãos em solo mineiro e criar mais empregos.

Presidente da Câmara Italiana, Valentino Rizzioli participa do Café com Política e projeta acordo Mercosul-UE.

Presidente da Câmara Italiana, Valentino Rizzioli participa do Café com Política e projeta acordo Mercosul-UE.

A implementação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia deve viabilizar a instalação de uma fábrica de café de alta tecnologia em Minas Gerais, projeto que pode gerar até 800 empregos diretos. A previsão é de Valentino Rizzioli, presidente da Câmara de Comércio Italiana de Minas Gerais. Em entrevista ao programa Café com Política, exibida nesta quinta-feira (29/9) no canal de YouTube de O TEMPO, o executivo destacou que o fim das proteções tarifárias é o que faltava para Minas deixar de exportar apenas o grão verde e passar a industrializar o produto com tecnologia de ponta.

“É uma luta que eu faço há muitos anos, porque realmente é no mínimo incompreensível que o Brasil exporte somente grão verde”, afirmou Rizzioli. Para ele, o Estado tem capacidade para verticalizar a produção e exportar o produto final. “O Brasil tem condições para poder fazer toda a torrefação aqui e exportar esses produtos para o mundo inteiro. Como? Pegando a tecnologia da Itália, que é considerada provavelmente a melhor no setor de torrefação, e fazer uma fábrica aqui. Esse projeto representa 700, 800 empregos e nós estamos empurrando esse negócio a mais de dez anos”, detalhou.

Segundo o executivo, o projeto está pronto, mas esbarrava nas travas alfandegárias que agora começam a cair. "Isso para mim vai ser extraordinário, porque o senhor imagina quando nós vamos exportar para o mundo inteiro um produto tecnologicamente avançado e de super qualidade", pontuou Rizzioli, reforçando que a medida abre um "novo mundo" para o agronegócio mineiro.

Além do café, Rizzioli apontou que o mercado europeu está "sedento" por produtos que o mineiro ainda não aprendeu a vender. Citou o abacaxi e a uva de Minas como potenciais líderes de gôndola na Itália durante o inverno europeu (dezembro a fevereiro), período em que a produção local da UE cai.

"Mineiro precisa se abrir"

Rizzioli destacou que os mineiros tem um alto potencial de capacidade de aprendizagem, mas que é preciso investir em formação. "O mineiro ele tem uma disponibilidade de aprender extraordinária, sensacional é somente realmente trabalhar na parte de formação das pessoas," afirmou. 

O executivo também destacou que é preciso mostrar as habilidades dos mineiros para o resto do mundo. "O mineiro precisa se abrir. Já levamos missões com o governador Zema e outros gestores, mas o diálogo precisa ser constante. Das 250 empresas italianas que trouxemos, apenas uma não deu certo. O sucesso é quase garantido, mas falta o mineiro transmitir ao mundo o que tem de bom", concluiu.

Fonte: O Tempo

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