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T Ó P I C O : Por que o brasileiro está bebendo menos café?

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Por que o brasileiro está bebendo menos café?


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 30/01/2026 12:03:25


Leonardo Assad Aoun comentou em: 30/01/2026 12:28

 

Por que o brasileiro está bebendo menos café?

 

Consumo doméstico de café caiu pela primeira vez desde 2022, mas o Brasil segue como o segundo maior consumidor do mundo

Café

O café é uma das bebidas mais consumidas do Brasil. É tão tradicional que está no nome de uma das principais refeições do dia, o café da manhã. Apesar disso, o brasileiro está consumindo menos café.

Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic) mostram que no ano passado foram consumidas 21,4 milhões de sacas de 60 quilos de café. O volume representa uma queda de 2,3% em comparação ao ano anterior. Na prática, 500 mil sacas — o equivalente a 30 mil toneladas — deixaram de ser consumidas.

Essa foi a primeira queda desde 2022 no âmbito nacional. Porém, é o segundo ano consecutivo que o consumo per capita do Brasil encolhe. No ano passado, cada habitante do país consumiu, em média, 4,82 quilos. Esse volume é 3,8% menor do que os 5,01 quilos que cada brasileiro consumiu em 2024. Vale lembrar que o consumo recorde ocorreu em 2023, quando o volume per capita foi de 6,4 quilos por habitante/ano.

O motivo para a mudança no comportamento não é qualidade ou desinteresse, mas sim, o preço. O valor médio do café torrado no varejo do Sudeste atingiu máximas de mais de R$ 70/quilo, em julho de 2025, antes de recuarem ao final do ano para quase R$ 60/quilo, ainda acima dos R$ 56,68 registrados em janeiro do ano passado.

Por conta de problemas de safra no Brasil, maior produtor e em outros países, a cotação da matéria-prima no país havia mais do que dobrado em 2024. A conjuntura fez a indústria seguir repassando preços em 2025, para recompor margens, embora os valores pagos pelo grão verde tenham recuado ao longo do ano passado.

As indústrias lembram que nos últimos cinco anos a matéria-prima aumentou 201% (café conilon) e 212% (arábica), enquanto no varejo a alta foi de 116%. “O cenário de preço do café, em 2024 e 2025, foi norteado por variações climáticas, produção insuficiente e baixos estoques, que tornaram o preço do café no varejo instável”, disse a entidade.

Para 2026, “a indicação é de uma safra boa, um clima mais estável, que poderá favorecer um mercado mais equilibrado e sem maiores variações de preço do café na gôndola”. Quem sabe com a melhora na produção haja uma retomada no consumo.

Uma pesquisa da Abic de setembro do ano passado revela que 24% das pessoas entrevistadas disseram ter reduzido o consumo em 2025. Apenas 2% disseram ter aumentado o consumo, mesmo diante da alta dos preços registrada ao longo dos últimos anos. A situação ficou tão crítica que 39% dos brasileiros disseram que a marca mais barata é o principal critério de compra. Na pesquisa anterior, de 2023, apenas 16% disseram usar esse critério.

Fonte: IstoÉ Dinheiro

 

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