T Ó P I C O : Mesmo mais caro, café conquista ainda mais consumidores no mercado internacional
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Mesmo mais caro, café conquista ainda mais consumidores no mercado internacional
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Leonardo Assad Aoun comentou em: 01/02/2026 17:13
Mesmo mais caro, café conquista ainda mais consumidores no mercado internacional
Consumo da bebida segue elevado e acompanha mudanças nos hábitos
Por Luana da Fonte
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Foto: Pixabay
O café é uma das bebidas mais presentes na rotina dos brasileiros e do mundo. Mesmo com a alta dos preços nos últimos anos, o consumo permanece elevado, impulsionado por fatores culturais, adaptação do consumidor e diversificação de produtos. A bebida, que faz parte do dia a dia da população, mostra que ela está além do hábito diário e pode trazer experiências.
No Brasil, o café está amplamente difundido entre diferentes faixas etárias e perfis sociais. Segundo Haroldo Bonfá, diretor da Pharos Consultoria, “o Café é a bebida mais consumida, excluindo a água, e está presente em 98% da população Brasileira”. O consumo tende a ser mais frequente com o avanço da idade e ocorre principalmente dentro de casa, o que reforça o caráter essencial da bebida na rotina da população.
Apesar da percepção de crescimento, o avanço do consumo ocorre de forma gradual. Para Bonfá, “o consumo tem se mantido estável com um crescimento apenas orgânico, acompanhando o crescimento da população, mesmo com a introdução de novos hábitos, formas e qualidades”. Ainda assim, a ampliação do portfólio de produtos e o surgimento de novos formatos de consumo ajudam a manter o interesse do público.
Ao longo dos últimos anos, o café também deixou de ser apenas uma bebida funcional e passou a assumir um papel sensorial. Bonfá destaca que “o hábito de convidar uma pessoa para um café não é apenas um símbolo de conexão como também uma oportunidade de se ter novas experiências sensoriais, advindas não só das diversidades de matérias primas como nos seus inúmeros métodos de extração”. Esse movimento contribui para o crescimento do interesse por cafés especiais, métodos de preparo diferenciados e novas experiências de consumo.
A permanência do hábito em meio à alta dos preços está ligada à adaptação do consumidor, muitos brasileiros passaram a substituir marcas, tipos ou qualidades de café, além de recorrer a alternativas mais acessíveis, explica o especialista. “A substituição do tipo/qualidade do café permitiu que o consumidor continuasse a ter o seu cafezinho diário mesmo com a alta nos preços”, afirma Bonfá, o que mostra que o consumo se ajusta às condições econômicas sem perder relevância.
A alta dos preços do café está associada principalmente a fatores climáticos e logísticos que afetaram a produção global. De acordo com diretor, “os fatores climáticos: seca, geada, granizo, impactaram demais as produções”, além de problemas em outros países produtores, o que pressionou as cotações e influenciou o mercado brasileiro.
Mesmo diante desse cenário, a tendência é de manutenção do consumo elevado. O café é considerado um produto de demanda pouco sensível às variações de preço, o que sustenta sua presença no cotidiano. Segundo o diretor da Pharos Consultoria, “o consumo de café tem a fama de ser Inelástico , ou seja a variação de preço tanto para cima como para baixo tem pouca influência no consumo”, indicando que a bebida deve seguir como protagonista no mercado e no dia a dia dos consumidores.
Supervisionado por Virgínia Alves.
Fonte: Rede Globo
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