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T Ó P I C O : Café do Sul de Minas: Conab projeta safra recorde e clima reforça foco na eficiência hídrica

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Café do Sul de Minas: Conab projeta safra recorde e clima reforça foco na eficiência hídrica


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 10/02/2026 12:50:05


Leonardo Assad Aoun comentou em: 10/02/2026 13:10

 

Café do Sul de Minas: Conab projeta safra recorde e clima reforça foco na eficiência hídrica

 

Produtores do Sul de Minas intensificam estratégias de retenção de água no solo para garantir produtividade diante de chuvas irregulares

Café do Sul de Minas: Conab projeta safra recorde e clima reforça foco na eficiência hídrica

Safra 2026 deve bater recorde histórico, segundo Conab

A primeira estimativa oficial da safra de café 2026, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no último dia 5, projeta uma colheita de 66,2 milhões de sacas beneficiadas. O volume representa um crescimento de 17,1% em relação ao ciclo anterior e marca um novo recorde histórico para o país.

De acordo com a Conab, o avanço é resultado da bienalidade positiva do café arábica, do aumento da área em produção e de condições climáticas mais favoráveis em parte das regiões produtoras.

Sul de Minas em destaque: clima irregular exige atenção redobrada

Mesmo com projeções otimistas, a irregularidade das chuvas no início de 2026 acende um alerta entre os cafeicultores, especialmente no Sul de Minas Gerais, principal polo de produção de café arábica do Brasil.

Municípios como Três Pontas, Varginha, Guaxupé, Três Corações e Viçosa acompanham de perto os efeitos do clima sobre o desenvolvimento das lavouras. Os meses de janeiro e fevereiro são considerados cruciais para o pegamento das mudas, formação dos frutos e definição do potencial produtivo, fases em que a retenção de água no solo se torna determinante para o desempenho final das plantações.

Eficiência hídrica: a nova fronteira da produtividade

Embora o cenário geral aponte para uma safra maior, especialistas alertam que a variabilidade das precipitações pode impactar diretamente a produtividade. Mesmo quando o volume de chuvas é satisfatório, a infiltração e a disponibilidade de água para as raízes podem não acompanhar a necessidade das plantas.

Diante desse desafio, cresce a importância de práticas que melhorem a retenção de água e a eficiência hídrica. Tecnologias como os polímeros superabsorventes têm ganhado espaço no manejo de solos, destacando-se pelo potencial de armazenar água e liberá-la gradualmente conforme a demanda das plantas.

Tecnologias de retenção de água fortalecem o manejo

Um exemplo é o HYB PLUS, desenvolvido pela Hydroplan-EB, que melhora as propriedades físicas do solo, aumentando a porosidade e reduzindo o risco de atingir o ponto de murcha permanente — situação comum em períodos de estiagem ou chuvas mal distribuídas.

Segundo Francisco de Carvalho, gerente comercial da empresa, o desafio atual está menos relacionado à quantidade de chuva e mais à forma como essa água se distribui e se mantém no solo.

“Em uma região onde a cafeicultura é base econômica, cada variação no desenvolvimento inicial pode refletir na produtividade final. Por isso, estratégias que aumentem a eficiência do uso da água passam a fazer parte das decisões agronômicas”, destaca.

Gestão de riscos e sustentabilidade marcam o ciclo 2026

Com a previsão de safra recorde e as incertezas climáticas ainda presentes, o setor cafeeiro busca equilibrar produtividade, sustentabilidade e gestão de riscos. No Sul de Minas, onde a cafeicultura é um dos pilares da economia regional, o debate sobre uso eficiente dos recursos hídricos ganha força entre produtores, cooperativas e consultores técnicos.

A tendência é que, ao longo do ciclo, a eficiência hídrica se consolide como um dos principais fatores de competitividade e resiliência da cafeicultura mineira.

Fonte: Portal do Agronegócio

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