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T Ó P I C O : Paraná mantém área de café e revê produção

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Paraná mantém área de café e revê produção


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 12/02/2026 22:34:41


Leonardo Assad Aoun comentou em: 12/02/2026 22:59

 

Paraná mantém área de café e revê produção

 

Preços do café recuam no início de 2026

Agrolink - Seane Lennon

Foto: Pixabay

De acordo com o Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a cafeicultura paranaense apresenta perspectiva de estabilidade na produção. Em 2025, a colheita em uma área de 25,2 mil hectares resultou em 44,3 mil toneladas.

Para 2026, embora a área cultivada deva se manter, a produção está estimada em 42,8 mil toneladas, volume 3% inferior ao do ano anterior. Segundo o Deral, “as boas condições de campo observadas até o momento podem elevar a produtividade prevista, e não seria surpreendente se o volume de 2025 se repetisse em 2026”.

Se por um lado há expectativa em relação à produção, por outro, os preços recebidos pelo produtor iniciaram trajetória de queda. Após as cotações da saca de café beneficiado se manterem majoritariamente acima de R$ 2.000 em 2025, os valores recuaram a partir de janeiro, ficando em fevereiro abaixo desse patamar. De acordo com o Deral, o movimento ocorre durante a entressafra brasileira. Para efeito de comparação, em 2025, os preços ficaram abaixo de R$ 2.000 apenas entre julho e agosto, período de maior oferta. A média de R$ 1.892,00 registrada na primeira semana de fevereiro é 23% inferior à do mesmo período de 2025, quando foi de R$ 2.446,64.

Nesse contexto, apesar do desempenho de 2025 em termos de remuneração, os produtores iniciam 2026 com preocupação em relação à redução das margens. O boletim do Deral aponta que a cultura do café vem perdendo espaço para os grãos no Paraná e que o setor depende de um período de estabilidade financeira para conter a substituição de áreas. Ainda conforme o Deral, com custos médios estimados em cerca de R$ 1.100 por saca, o setor mantém margem para absorver quedas adicionais nas cotações sem operar no prejuízo.

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