T Ó P I C O : Exportações de café têm queda de 30,8% em janeiro
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Exportações de café têm queda de 30,8% em janeiro
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 17/02/2026 22:55:18
Leonardo Assad Aoun comentou em: 17/02/2026 23:20
Exportações de café têm queda de 30,8% em janeiro
Por Stefany Sampaio | Folha Vitória

O acordo prevê exportação de frutas, como abacates, limões, limas, melões, melancias, uvas de mesa e maçãs, e café do Mercosul à UE sem tarifas e sem cotas. Foto: Wenderson Araujo/CNA
As exportações brasileiras de café começaram 2026 em ritmo mais lento. Dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que, em janeiro, o país embarcou 2,78 milhões de sacas de 60 kg de todos os tipos de café, volume 30,8% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando foram exportadas 4,016 milhões de sacas.
Em receita, a queda foi mais moderada, de 11,7%, com os embarques somando US$ 1,175 bilhão. Entre os principais fatores que explicam o recuo estão o direcionamento dos cafés canéforas (conilon e robusta) para o abastecimento do mercado interno e os estoques limitados de arábica no período de entressafra, o que reduziu a disponibilidade para exportação.
Cafés canéforas abastecendo o mercado interno e estoques de arábica limitados na entressafra impactam os embarques
Outro ponto que influenciou o desempenho foi o movimento de queda dos preços internacionais iniciado em janeiro e intensificado em fevereiro, diante da expectativa de recuperação da produção brasileira na safra 2026/27, especialmente do café arábica, além da desvalorização do dólar frente ao real, que diminuiu a competitividade das vendas externas. É o que aponta o presidente do Cecafé, Márcio Cândido Ferreira.
“Vivemos um cenário de produtores capitalizados em função dos bons preços nos últimos anos, estoques de arábica limitados no período de entressafra e os cafés conilon e robusta sendo utilizados para suprir, majoritariamente, o mercado interno. Esse contexto é o que vem ocasionando a redução acentuada nos volumes negociados com o exterior e deve permanecer até a entrada da próxima safra”, explica Ferreira.
Ferreira também aponta que a expectativa é de recuperação gradual das exportações de conilon e robusta a partir de maio, com a chegada da nova safra, e do arábica a partir de julho.
“Possivelmente, deveremos observar o mesmo cenário para o café arábica a partir de julho, com a chegada da safra 2026/27. Até então, os volumes de exportação devem seguir apertados dada a falta de competitividade, principalmente dos arábicas, frente a outros países produtores concorrentes”, conclui.
Em janeiro, o café arábica permaneceu como o principal produto exportado pelo Brasil, com 2,347 milhões de sacas, 84,4% do total embarcado, embora com queda de 29,1% na comparação anual. Na sequência aparecem o café solúvel, com 249.148 sacas (9% do total), e os cafés canéforas, que somaram 181.559 sacas, representando 6,5% das exportações e registrando retração de 45,6% frente a janeiro de 2025.
Entre os destinos, a Alemanha liderou as compras, com 391.704 sacas (14,1% do total), seguida pelos Estados Unidos, com 385.841 sacas (13,9%). Itália, Bélgica e Japão completam o grupo dos cinco principais mercados.
Cafés diferenciados
Os cafés diferenciados, de qualidade superior e/ou certificados por práticas sustentáveis, responderam por 21,2% das exportações brasileiras no mês, com o envio de 588.259 sacas ao exterior, volume 41,9% inferior ao registrado em janeiro de 2025.
Com preço médio de US$ 463,53 por saca, esses cafés diferenciados geraram receita de US$ 272,7 milhões, equivalente a 23,2% do total obtido com os embarques de café no período, mas 30,6% abaixo do valor registrado no mesmo mês do ano passado.
No ranking dos destinos, a Alemanha também liderou as compras de cafés diferenciados, com 78.352 sacas (13,3% do total), seguida por Estados Unidos, Itália, Bélgica e Holanda.
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