T Ó P I C O : O MERCADO SEGUROU – ATÉ QUANDO? | POR MARCELO FRAGA MOREIRA
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O MERCADO SEGUROU – ATÉ QUANDO? | POR MARCELO FRAGA MOREIRA
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 17/02/2026 23:07:41
Leonardo Assad Aoun comentou em: 17/02/2026 23:32
O MERCADO SEGUROU – ATÉ QUANDO? | POR MARCELO FRAGA MOREIRA
O MERCADO SEGUROU – ATÉ QUANDO?
O vencimento das opções no março-26 foi o “evento da semana”. Nos 3 primeiros pregões o março-26 tentou negociar abaixo dos 290 centavos de dólar por libra-peso com volume médio diário negociando ao redor dos +60 mil lotes (já na sexta-feira o volume negociado ficou ao redor dos 37.000 lotes).
No último pregão da semana o mercado chegou a negociar com +800 pontos de alta e encerrou com os últimos negociados (após o “ajuste”) caindo ao redor dos -200 pontos.
O vencimento julho-26 encerrou @ 292,40 centavos de dólar por libra-peso. Durante a semana a mínima foi 280,65 e a máxima 301,80 centavos de dólar por libra-peso. O R$ continuou firme negociando na mínima ao redor dos 5.25 R$/US$ e na máxima abaixo dos 5.16 R$/US$. A combinação “bolsa + dólar” dessa vez não favoreceu o produtor pois a liquidação em R$/saca variou muito pouco – oscilando aproximadamente 50 R$/saca com a “ajuda” do R$.
A principal notícia da semana foi a divulgação das exportações do Brasil durante o mês de jan-26 pela Cecafé* - o Brasil exportou apenas 2,78 milhões de sacas (-11,80% em relação ao mês dez-25 e -30% em relação a jan-25 – quando o Brasil exportou +4,00 milhões de sacas). Nos primeiros 7 meses do ano safra brasileiro julho-25/junho-26 o Brasil exportou 23,31 milhões de sacas x 30,18 milhões de sacas durante mesmo período safra anterior. Ou seja, o Brasil deixou de abastecer o mercado mundial nesse período com -6,87 milhões de sacas.
A projeção para o mês de fev-26, segundo dados da Cecafé*, por enquanto, indicam uma exportação ao redor das +3,00 milhões de sacas (importante acompanhar como virão os dados atualizados da Cecafé* após o feriado do carnaval para vermos se os embarques pararam ou não). Confirmando +3,00 milhões de sacas em fev-26 e mais +2,50 milhões de sacas nos 4 meses seguintes, então o Brasil encerrará o ano safra 25/26 exportando +36,31 milhões de sacas x +45,80 milhões de sacas no ano safra 24/25 – uma redução em -9,49 milhões de sacas!
Enquanto o mercado continua de olho na próxima safra brasileira 26/27 a grande dúvida continua sendo qual o estoque de passagem ainda disponível no Brasil no spot para abastecer a demanda dos exportadores durante os próximos 4,50 meses! Essa agora a “pergunta do milhão de dólares”!
Produtor ainda com estoque nas mãos está capitalizado e não quer vender o saldo do seu produto abaixo dos 2.000 R$/saca.
O mercado continua demandado produto e algumas cooperativas/tradings estão pagando um “basis*” mais alto para o produtor x as cotações em NY para conseguir originar e atingir o objetivo do produtor. Muitas tradings estão perdendo muito dinheiro pois realizaram vendas “fob” com um “basis* fob” ao redor de NY +5/+20 pontos e agora, com essas compra no mercado interno “mais caras”, o “preço fob equivalente em basis*” está ao redor de NY +40/+50 pontos! -30 pontos de prejuízo representam -39 US$/saca ou -206 R$/saca de prejuízo! Dependendo do tamanho da trading/comerciante estamos falando em prejuízos acima dos “milhões de reais”!
No curto prazo todos os vencimentos da safra 26/27 estão com os indicadores gráficos indicando “mercado sobrevendido” e forte resistências! O julho-26 poderá subir até os 323 centavos de dólar por libra-peso; o set-26 até os 308 centavos de dólar por libra-peso; e o dez-26 até os 305 centavos de dólar por libra-pso.
Para as próximas safras julho-26/junho-27 e julho-27/junho-28 o mercado continua negociando bom volume. Desde out-nov-25 - quando o mercado deu oportunidade para o produtor vender para entrega em set-out-26 acima dos +2.200 R$/saca e para a safra julho-27/junho-28 acima dos +2.000 R$/saca – produtores estão vendendo agora ao redor dos 1.650/1.600 R$/saca. Um preço médio ao redor dos 1.900 R$/saca continua sendo um “bom preço” para o produtor (considerando o custo do produtor entre 950/1.200 R$/saca).
O receio do Brasil produzir em 27/28 uma safra recorde (provavelmente acima dos 75/80 milhões de sacas – considerando todos os investimentos / expansão / renovação e novos projetos em implementação durante os últimos 2 anos) já está deixando o produtor preocupado. Com a alta da sexta-feira (antes do feriado do carnaval no Brasil e “Dia do Presidente” na segunda-feira nos EUA) a paridade para o mercado interno – com a ajuda do R$ voltando a negociar acima dos 5,22 R$/US$ - voltou a dar uma “paridade” para vendas set-out-26 acima dos 1.700 R$/saca e acima dos 1.650 R$/saca para set-out-27!
Esses “picos” de mercado, a meu ver, precisam ser monitorados e o produtor “aproveitar” essas oportunidades. Eu também creio que a safra 26/27 e 27/28 serão “grandes” e os estoques mundiais finalmente começarão a se recompor. Como mencionado no “comentário semanal” anterior creio que em breve veremos os vencimentos futuros voltando a negociar ao redor dos 250 centavos de dólar por libra-peso.
Creio que durante a safra 26/27, em algum momento, o mercado interno poderá voltar a negociar e testar os 1.400 R$/saca para o café arábica tipo 6 e testar os 900 R$/saca para o café conilon.
Londres encerrou a semana em alta, com café conilon spot voltando a liquidar acima dos 1.100/1.150 R$/saca e vencimentos para entrega futura ainda acima dos 1.100 R$/saca!
No curto prazo, dependendo das exportações do Brasil durante os próximos 4,50 meses, o mercado “spot” poderá ter um novo “rallie” nos preços e aumentando o spread entre produto “spot” x produto safra nova 26/27.
Já existe a expectativa do estado de Rondônia iniciar a colheita no final do mês de março-26. Ou seja, em 30 dias o Brasil deverá iniciar a safra nova “julho-26/junho-27” e voltar a abastecer o mercado interno e mundial já com produto “safra nova”.
. A “briga” com relação ao tamanho da próxima safra 26/27 entre o “mercado x produtores” continua entre 70/75 milhões de sacas x 65/60 milhões de sacas. A meu ver, apenas um evento extraordinário (climático) poderá mudar a tendência do mercado para o curto/médio prazo. Ou se os fundos + especuladores resolverem voltar as compras.
Conforme a última posição do CFTC* os fundos + especuladores ainda estão comprados em apenas +2.866 lotes! Ou seja, tem muito espaço tanto para novas compras quanto para vendas!
Como sempre: Produtor proteja-se!
Aproveite os momentos de alta no mercado e aproveite as oportunidades – ainda bem acima do custo de produção da grande maioria dos produtores!
Coloque na sua agenda. O Curso Avançado da de Futuros, Opções e Derivativos – Commodities Agrícolas presencial ocorre dias 24 e 25 de março de 2026 em São Paulo. As vagas são limitadas !! Quer saber mais? Mande um e-mail para priscilla@archerconsulting.com.br
Boa semana a todos!
Marcelo Fraga Moreira*
** “Call” = opção de Compra
** “Put” = opção de Venda
** “Compra Call-Spread” = compra e venda simultânea de 2 Opções de Compra comprando a Opção com preço de exercício mais baixo vendendo a Opção com preço de exercício mais alto);
** “Venda Call-Spread” = venda e compra simultânea 2 Opções de Compra vendendo a Opção com preço de exercício mais baixo e comprando a Opção com preço de exercício mais alto);
** “Compra Put-Spread” = compra e venda simultânea 2 Opções de Venda comprando a Opção com preço de exercício mais alto e vendendo a Opção com preço de exercício mais baixo);
** “Venda Put-Spread” = venda e compra simultânea 2 Opções de Venda vendendo a Opção com preço de exercício mais alto e comprando a Opção com preço de exercício mais baixo);
** “CFTC” = Commodity Futures Trading Commission – agência independente do governo dos Estados Unidos que regula os mercados de futuros e opções das commodities;
** “IBGE” = Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
** “Cecafé” = Conselho dos Exportadores de Café do Brasil
** “SECEX” = Secretaria comércio exterior
** “CNC” = Conselho Nacional do Café
** “USDA” = Departamento da Agricultura dos Estados Unidos
** “FNC” = Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia
** “FAS” = Serviço Agrícola Estrangeiro do USDA*
** “OIC” = Organização Internacional do Café
** “GCA” = Green Coffee Association
** “ABIC” = Associação Brasileira da Indústria de Café
** “Sincal” = Associação dos Produtores do Brasil
** “NDF” = (Non-Deliverable Forward), um contrato a termo de moeda com liquidação financeira, com vencimento para aquele mês
** “Pib” = Produto Interno Bruto
** “FED” = Banco Central Americano
** “NOAA” = Departamento Nacional da Atmosfera e Oceanos dos Estados Unidos
** “EUROSTAT” = Serviço de Estatística da União Europeia responsável pela publicação de estatísticas e indicadores de elevada qualidade a nível europeu que permite a comparação entre países e regiões
** “OPEP” = A Organização dos Países Exportadores de Petróleo
** “FOMO” = É caracterizada pela necessidade constante que uma pessoa tem de saber o que outras estão fazendo. FOMO, sigla que vem da expressão em inglês “fear of missing out”, que traduzida para o português significa “medo de ficar de fora”.
o investidor fica com receio em perder uma oportunidade no mercado e sai “comprando ou vendendo” para não ficar de fora da “oportunidade” divulgada na mídia (FOMO = Free of missing out A Organização dos Países Exportadores de Petróleo
** “COOXUPÉ” = Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé
** “Coccamig” = Cooperativa Central de Cafeicultores e Agropecuaristas de Minas Gerais
** “PIB” = Produto interno Bruto de um país
** “COPOM” = Comitê de Política Monetária, é um órgão do Banco Central. Ele foi criado em 1996 com o objetivo de traçar e acompanhar a política monetária do país. Esse é o órgão responsável pelo estabelecimento de diretrizes a respeito da taxa de juros
** “BASIS” = O basis é a disparidade de preço causada pela diferença geográfica entre os pontos de entrega da commodity. Ele é calculado subtraindo o valor da commodity no mercado físico em determinada praça, pelo preço do mesmo produto no mercado futuro.
** “Bandas de bollinger” = do inglês bollinger bands, é um indicador de volatilidade bastante utilizado para prever se um ativo está sobre-comprado, estável ou sobre-vendido. Ele é formado por duas médias móveis, uma superior e outra inferior que indicam tal informação. São alguns atributos desse indicador:
Antever os níveis de preço de um ativo
Antecipar topos e fundos de preço no gráfico
Mostrar a intensidade de valorização ou desvalorização de um ativo
Portanto, este indicador tenta mostrar se uma ação está barata ou cara, em um determinado período de tempo.
Desse modo, ele é indicado para operações de curto prazo, day trade ou swing trade.
O autor da técnica é o americano John Bollinger (nascido em 1950), analista financeiro e colaborador da área de análise técnica. John lançou o seu livro Bollinger on Bollinger Bands em 2001, mas essa técnica começou a ser desenvolvida por ele ainda na década de 1980. As bandas são derivadas das médias móveis e mostram que, independente de qualquer movimento que o preço faça, ele tende a voltar a um equilíbrio. Portanto, temos aí um “estreitamento das bandas” no gráfico de candlestick.
** “PMI” = A sigla PMI significa, em inglês, Purchasing Manager’s Index e é um indicador que mede a atividade econômica de um país a partir de pesquisas mensais realizadas por uma empresa privada.
Assim, o PMI também é conhecido como Índice de Gerentes de Compra e seu principal objetivo é fornecer informações sobre a temperatura de alguns setores da economia e orientar os diversos profissionais do mercado.
** Vicofa: Associação do Café e Cacau do Vietnam
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