T Ó P I C O : CAFÉ: alta externa não reflete no mercado físico brasileiro
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CAFÉ: alta externa não reflete no mercado físico brasileiro
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 24/04/2026 15:57:50
Leonardo Assad Aoun comentou em: 24/04/2026 14:14
Café físico brasileiro “descola” dos referenciais das bolsas com chegada da safra
Porto Alegre, 24 de abril de 2026 – Na última semana, entre as quintas-feiras 16 e 23 de abril, os preços do café arábica subiram na Bolsa de Nova York e o robusta também avançou em Londres. Mas, claramente, o mercado físico brasileiro não acompanhou na mesma proporção, refletindo a pressão com a chegada da safra.
Segundo o analista de Safras & Mercado, Gil Barabach, enquanto as bolsas seguem agitadas e voláteis — repercutindo o dólar, o petróleo e os desdobramentos geopolíticos, como as negociações envolvendo EUA e Irã, além das tensões entre Israel e Líbano —, no mercado físico interno brasileiro de café a curva de preço assume uma inclinação mais negativa.
“O principal ponto é a pressão sazonal com a safra chegando no caso do conilon/robusta e se aproximando rapidamente para o arábica. Esse cenário ajuda a explicar a postura mais defensiva do comprador, que reforça a expectativa de preços mais baixos à frente”, observa Barabach.
Os últimos dias, porém, foram mais positivos nas bolsas. Há preocupações com a oferta diante das tensões geopolíticas. A subida do petróleo também ofereceu sustentação.
Segundo o Barchart, a preocupação de que uma guerra prolongada entre os EUA e o Irã mantenha o Estreito de Ormuz fechado e interrompa o fornecimento global de café está impulsionando os preços. O fechamento do estreito apertou o fornecimento de café, aumentando as taxas de frete internacional, os custos de seguro, fertilizantes e combustível, além de elevar os custos para importadores e torrefadores.
Barabach pondera que a revisão para cima da safra brasileira deste ano, somada aos estoques mais elevados ao final da temporada 2025/26, tende a aumentar a oferta disponível a partir da metade do ano, reforçando o viés negativo dos preços. “Vale destacar que as exportações brasileiras de café nos primeiros nove meses da temporada 2025/26 estão cerca de 21% abaixo do mesmo período da safra passada, apesar da recuperação dos embarques de conilon em março, segundo dados da Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil)”, avalia o analista.
NY, que baliza as cotações internacionais, fechou no contrato julho nesta quinta-feira, 23, a 300,35 centavos de dólar por libra-peso, acumulando alta de 3,4% no comparativo com o fechamento de uma semana atrás (290,40 centavos dia 16). Em Londres, no mesmo período, o contrato julho acumulou valorização de 4,8%.
No mercado físico brasileiro de café, o café arábica bebida no sul de Minas Gerais terminou a quinta-feira (23) a R$ 1.910,00 a saca na base de compra, contra R$ 1.890,00 da quinta-feira da semana passada (16/04), com ganho acumulado de 1,1%. O conilon tipo 7, em Vitória/Espírito Santo, subiu no mesmo comparativo de R$ 900,00 para R$ 930,00 a saca, alta de 3,3%.
Lessandro Carvalho – lessandro@safras.com.br (Safras News)
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