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T Ó P I C O : Frio extremo nos próximos dias mira lavouras e pode queimar milho, café e feijão

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Frio extremo nos próximos dias mira lavouras e pode queimar milho, café e feijão


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 12/05/2026 12:09:07


Leonardo Assad Aoun comentou em: 12/05/2026 12:27

 

Frio extremo nos próximos dias mira lavouras e pode queimar milho, café e feijão

 

Geada e temperaturas muito baixas elevam risco para milho, feijão, hortaliças e pastagens no Centro-Sul do Brasil.

Geada nas lavouras e plantações do Brasil

Geada nas lavouras e plantações do Brasil

O frio extremo que avança pelo Centro-Sul do Brasil não preocupa apenas os produtores rurais. A queda brusca de temperatura e o risco de geada em áreas agrícolas podem afetar lavouras de milho, feijão, hortaliças e pastagens de acordo com o INPE

O alerta vale principalmente para áreas do ParanáSanta CatarinaRio Grande do SulMato Grosso do Sul e sul de São Paulo. Nessas regiões, a combinação de massa de ar polar, solo seco, céu aberto e temperaturas muito baixas aumenta o risco de danos em culturas sensíveis.

Por que o frio pode encarecer alimentos?

A geada pode queimar folhas, comprometer flores, prejudicar a formação dos grãos e reduzir a qualidade de hortaliças. Quando isso ocorre em áreas produtoras importantes, a oferta diminui ou chega ao mercado com menor qualidade. Com menos produto disponível, o preço pode subir no atacado e, depois, aparecer na feira e no supermercado.

Esse movimento, porém, não é automático. A alta depende do tamanho da área atingida, da fase das lavouras, da intensidade da geada, dos estoques, da reposição por outras regiões produtoras e da demanda do consumidor. Por isso, o cenário correto é de atenção: o frio extremo pode pressionar preços, mas ainda não significa alta generalizada imediata.

Milho e feijão estão entre os cultivos mais sensíveis

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), lavouras de milho e feijão no Paraná e em Mato Grosso do Sul já vinham sofrendo com redução de chuva durante fases críticas de desenvolvimento. A chegada da massa de ar polar aumenta a vulnerabilidade dessas culturas.

No milho de segunda safra, o risco é maior quando a lavoura está em floração, polinização ou enchimento de grãos. O frio intenso pode provocar falhas na polinização, reduzir a formação dos grãos e afetar a produtividade final.

No feijão, a sensibilidade é ainda maior. Temperaturas muito baixas podem causar abortamento floral, reduzir a formação de vagens e prejudicar o enchimento dos grãos, com impacto no tamanho, no peso e na qualidade do produto colhido.

Hortaliças sentem primeiro no bolso

As hortaliças costumam reagir mais rapidamente a eventos de frio intenso. Folhosas, mudas, verduras e cultivos de ciclo curto podem sofrer perda de qualidade em uma única madrugada de geada.

Na prática, produtos como alface, couve, cheiro-verde, brócolis, repolho, tomate e outras hortaliças podem ter oferta mais instável quando o frio atinge áreas produtoras. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já apontou em boletins anteriores que o clima frio influencia tanto a oferta quanto a demanda de frutas e hortaliças nos mercados atacadistas.

Isso significa que o impacto pode variar. Em alguns casos, o frio reduz a procura por determinados produtos. Em outros, atrasa o desenvolvimento das lavouras, reduz a entrada nos atacados e pressiona os preços.

Onde o risco é maior?

No Paraná, a atenção se concentra em áreas agrícolas do oeste, centro-sul, sudoeste e Campos Gerais. O núcleo regional de Ponta Grossa aparece como uma das áreas de maior preocupação para o milho de segunda safra.

Em Santa Catarina, o frio mais forte deve atingir áreas de altitude, como LagesSão JoaquimUrubici e Urupema. No Rio Grande do Sul, baixadas, campos abertos e regiões de serra também ficam mais expostas à formação de geada.

Em Mato Grosso do Sul, o maior risco se concentra no extremo sul e sudoeste do estado. Em São Paulo, a atenção é maior no sul do estado e em áreas rurais mais suscetíveis ao resfriamento noturno.

O que pode subir primeiro?

Se a geada causar perdas, os primeiros reflexos tendem a aparecer em produtos mais perecíveis e de ciclo curto, como hortaliças e folhosas. Esses itens dependem de reposição frequente e têm menor margem para armazenamento.

No caso de milho e feijão, o efeito costuma depender da extensão do dano e da fase da cultura. Se a perda atingir lavouras em momento decisivo, o impacto pode aparecer mais adiante, quando a colheita confirmar redução de produtividade.

Também é possível que o frio afete pastagens, o que aumenta a atenção para pecuária leiteira e produção animal em áreas rurais do Sul. Quando há impacto no campo, o efeito econômico pode se espalhar por diferentes cadeias.

Por que a geada é tão perigosa para a planta?

A geada se forma quando a temperatura perto do solo cai o suficiente para congelar a umidade sobre folhas, caules, frutos e superfícies expostas. Em áreas de baixada, o ar frio se acumula com mais facilidade, o que aumenta o risco mesmo quando a temperatura oficial da cidade não parece tão extrema.

O gelo pode romper tecidos vegetais, queimar folhas e interromper processos importantes da planta. Por isso, a mesma massa de ar polar pode causar pouco dano em uma lavoura mais protegida e grande prejuízo em outra área próxima, mas localizada em fundo de vale ou campo aberto.

O que o produtor deve acompanhar?

Produtores devem observar a previsão por município, o risco de geada, a temperatura mínima prevista e as condições do terreno. Áreas de baixada, lavouras recém-plantadas, hortas, mudas e culturas em fase de floração exigem atenção especial.

O CPTEC/Inpe mantém produto específico de prognóstico de geada para os próximos dias. O próprio centro informa que o cálculo é baseado em modelo numérico e pode superestimar os indicativos de ocorrência, por isso a avaliação local continua importante.

Em pequenas áreas, coberturas temporárias, telas, manejo adequado de irrigação e orientação técnica podem ajudar a reduzir perdas. A decisão, porém, deve considerar o tipo de cultura, a fase da planta e as condições de cada propriedade.

O consumidor deve se preocupar agora?

Para o consumidor, o ponto principal é acompanhar os próximos dias. Ainda não é possível afirmar que a feira ou o supermercado vão ficar mais caros por causa dessa onda de frio. O que existe é um risco: se a geada atingir áreas produtoras e reduzir a oferta, alguns alimentos podem ficar mais caros.

Hortaliças, folhosas e produtos muito perecíveis são os que tendem a reagir mais rápido. Milho e feijão dependem de avaliação da safra e podem ter reflexos mais lentos.

Moradores e produtores podem acompanhar a previsão do tempo por cidade e consultar o mapa de alertas meteorológicos para novas atualizações sobre frio, geada e queda de temperatura.

Fontes: Inmet, CPTEC/Inpe e Conab | O Tempo

 

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