T Ó P I C O : Café começa semana dividido entre recuperação do arábica e pressão da safra brasileira
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Café começa semana dividido entre recuperação do arábica e pressão da safra brasileira
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 18/05/2026 13:57:32
Leonardo Assad Aoun comentou em: 18/05/2026 14:17
Café começa semana dividido entre recuperação do arábica e pressão da safra brasileira
Mercado segue volátil com avanço da colheita, câmbio e comercialização lenta no Brasil
O mercado do café iniciou a segunda-feira (18) operando de forma mista nas bolsas internacionais, em um cenário ainda marcado pelo avanço da colheita brasileira, volatilidade cambial e cautela dos produtores nas negociações.
Por volta das 9h30, horário de Brasília, o café arábica trabalhava em alta na ICE Futures US. O contrato julho/26 subia 195 pontos, negociado a 268,85 cents/lbp. O setembro/26 avançava 190 pontos, cotado a 262,00 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 registrava alta de 170 pontos, valendo 255,15 cents/lbp.
Em Londres, o robusta seguia pressionado. O contrato julho/26 caía 32 pontos, negociado a US$ 3.333 por tonelada. O setembro/26 recuava 26 pontos, cotado a US$ 3.219 por tonelada, enquanto o novembro/26 perdia 21 pontos, negociado a US$ 3.148 por tonelada.
O mercado continua tentando encontrar direção após as fortes perdas registradas nos últimos dias. A entrada gradual da nova safra brasileira, principalmente do conilon, segue aumentando a pressão sobre as cotações, enquanto compradores acompanham de perto o avanço da colheita e a disponibilidade de café no mercado físico.
Ao mesmo tempo, o ritmo lento de comercialização no Brasil continua limitando movimentos mais agressivos de baixa. Produtores seguem cautelosos nas vendas, atentos às oscilações do dólar e das bolsas internacionais.
O café continua extremamente sensível ao comportamento do câmbio, ao avanço da safra brasileira e às condições climáticas nas regiões produtoras.
O clima segue no radar do setor. Áreas produtoras do Sudeste continuam monitorando a chegada de novas instabilidades e a queda das temperaturas nos próximos dias, principalmente entre Minas Gerais e São Paulo. Apesar disso, não há previsão de geadas para o cinturão cafeeiro brasileiro neste momento.
O mercado físico brasileiro começa a semana com negociações moderadas e compradores acompanhando mais de perto a evolução da colheita, enquanto produtores seguem retraídos diante da volatilidade dos preços.
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