T Ó P I C O : Dia do café; marca nacional lança Linha Paraná, inspirada na história e na cultura cafeeira do estado
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Dia do café; marca nacional lança Linha Paraná, inspirada na história e na cultura cafeeira do estado
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 25/05/2026 17:44:51
Leonardo Assad Aoun comentou em: 25/05/2026 17:55
Dia do café; marca nacional lança Linha Paraná, inspirada na história e na cultura cafeeira do estado

Lançamento da Linha Paraná, da Coffee++, resgata o episódio da Geada Negra, que ajuda a explicar a atual configuração do setor no país. (Foto: Divulgação).
Neste domingo é comemorado o Dia Nacional do Café e o lançamento da Linha Paraná, novo café especial da Coffee++, resgata um dos episódios mais determinantes para a história do agronegócio brasileiro: a Geada Negra de 1975, evento climático que provocou uma ruptura na cafeicultura nacional e redefiniu o eixo produtivo do país. Para Leonardo Montesanto, fundador e CEO da Coffee++, revisitar esse momento é também uma forma de reposicionar o Paraná no cenário atual do café. “A Geada Negra explica por que o mapa da cafeicultura brasileira é como conhecemos hoje”, destaca. Porém, ele pontua que isso também abre espaço para a leitura de que regiões históricas como o Paraná podem voltar ao protagonismo a partir da qualidade e da construção de origem.
Naquele momento, o Paraná concentrava o protagonismo da produção cafeeira, quando era responsável por quase metade do café brasileiro e sustentava economias regionais inteiras baseadas na cultura do grão, de acordo com as séries históricas do IBGE.
A mudança veio de forma abrupta. Em julho de 1975, uma intensa massa de ar polar atingiu o Sul do país, provocando temperaturas extremas que queimaram lavouras inteiras. O fenômeno, que ficou conhecido como Geada Negra – justamente pelo aspecto que ficavam as plantações –, é considerado uma das ocorrências climáticas mais severas já registradas na agricultura brasileira, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Diferente de perdas pontuais de safra, o impacto da geada teve caráter estrutural. A destruição das lavouras comprometeu a capacidade produtiva de longo prazo, afetando diretamente a base econômica de municípios inteiros no Paraná.
De acordo com análises históricas do setor cafeeiro e registros do Ministério da Agricultura (MAPA), o episódio desencadeou uma mudança definitiva na geografia da produção agrícola no Brasil. A cafeicultura, até então concentrada no Sul, passou a avançar para novas regiões, especialmente Minas Gerais e áreas de Cerrado, que se consolidariam como os principais polos produtivos nas décadas seguintes.
Prejuizos da Geada Negra
Estimativas históricas indicam que centenas de milhões de pés de café foram atingidos, evidenciando a escala do impacto sobre a principal cadeia produtiva do estado naquele período.
Além dos efeitos econômicos, a Geada Negra provocou um movimento social relevante. Produtores deixaram suas terras em busca de novas oportunidades, contribuindo para a ocupação e desenvolvimento de outras fronteiras agrícolas no país.
Montesanto destaca que, décadas depois, o Paraná volta ao radar do setor sob uma nova lógica. Em vez de volume, o foco passa a ser qualidade, origem e valor agregado – movimento que acompanha a evolução do mercado global de cafés especiais. “O café é um produto que não pode faltar na mesa do brasileiro, mas o consumidor está cada vez mais exigente, justamente por conhecer a qualidade da produção brasileira”, comenta.
Segundo o empresário, foi a partir da demanda desse público que a Coffee++ está lançando a Linha Paraná. “A proposta é revisitar essa origem histórica e reposicioná-la no cenário contemporâneo, conectando tradição e experiência sensorial”, explica.
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