T Ó P I C O : Sustentabilidade e reconhecimento: 3ª Jornada do Café Regenerativo consagra modelo produtivo e homenageia os 45 anos do CNC
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Sustentabilidade e reconhecimento: 3ª Jornada do Café Regenerativo consagra modelo produtivo e homenageia os 45 anos do CNC
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 12/06/2026 16:34:33
Leonardo Assad Aoun comentou em: 12/06/2026 16:46
Sustentabilidade e reconhecimento: 3ª Jornada do Café Regenerativo consagra modelo produtivo e homenageia os 45 anos do CNC

Evento no Cerrado Mineiro reuniu lideranças globais para debater finanças verdes e mercado de carbono. Durante o encontro, o Conselho Nacional do Café recebeu uma placa comemorativa por mais de quatro décadas de defesa do setor
O protagonismo brasileiro na adoção de práticas agrícolas sustentáveis e o reconhecimento histórico marcaram a 3ª Jornada “O Mercado, o Carbono e o Café Regenerativo”, realizada no município de Monte Carmelo (MG). O encontro, que reuniu especialistas internacionais e lideranças do agronegócio, foi palco de uma homenagem especial ao Conselho Nacional do Café (CNC).

Em celebração aos seus 45 anos de fundação e aos serviços prestados à cafeicultura nacional, o CNC recebeu uma placa comemorativa. A homenagem, que destacou o papel fundamental da entidade na formulação de políticas públicas e na defesa da renda do produtor brasileiro, não estava no roteiro. “Confesso que foi uma surpresa emocionante. Receber esse reconhecimento aqui em Monte Carmelo, em um evento de tamanha magnitude discutindo o futuro da nossa atividade, é muito especial. Essa placa não celebra apenas uma instituição de 45 anos, mas o esforço de milhares de produtores envolvidos em suas cooperativas, conselheiros, ex-presidentes e colaboradores que dedicaram suas vidas para construir a história da cafeicultura nacional”, agradeceu o presidente do CNC, Silas Brasileiro.
Em seguida, conectando a trajetória do Conselho ao tema central do evento, Silas destacou a responsabilidade ambiental e social que sempre pautou a produção nacional. “A grande preocupação do mundo hoje é a emissão de carbono, que traz graves problemas. Falar de agricultura regenerativa aqui faz todo sentido, pois somos a primeira região que cuidou do solo. E cuidar do solo significa beneficiar tanto o produtor quanto a comunidade urbana”, afirmou.
“Monte Carmelo faz uma diferença enorme para a cafeicultura, nos colocando na vanguarda. Já somos bons produtores, temos a melhor qualidade de café, mas é na sustentabilidade que o Brasil se destaca, cuidando inclusive do social e garantindo qualidade de vida ao trabalhador rural. Um evento como este mostra ao mundo consumidor que o Brasil está à frente de todos os outros países”, finalizou o presidente do CNC Silas Brasileiro.
Uma realidade, não mais uma promessa
A urgência de alinhar tecnologia à recuperação ambiental foi o fio condutor dos debates. Para Francisco Sérgio de Assis, presidente da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado de Monte Carmelo (monteCCer) e diretor do CNC, a transição para métodos mais sustentáveis é uma questão de sobrevivência mercadológica e ambiental. “Café regenerativo não é coisa do futuro, é do presente. Precisamos estar atualizados, porque regeneração é fazer um solo vivo. Para que a nossa planta possa perpetuar, precisamos dar mais vida a esse solo”, pontuou.

O presidente da MonteCCer relembrou a importância do conhecimento, grande objetivo do evento. “Hoje, através da pesquisa e de parcerias, estamos trazendo novas variedades. É o conhecimento que nos mantém na atividade e preserva essa cultura no Cerrado Mineiro, uma região onde o café distribui riqueza e atua como principal carro-chefe da nossa economia”.
Projeção global e soluções práticas
A 3ª Jornada consolidou o Cerrado Mineiro como um polo de inovação. Realizado em parceria entre o CNC, monteCCer, Região do Cerrado Mineiro, Sebrae Minas e Imaflora, o evento ganhou forte projeção internacional com a presença de Vanúsia Nogueira, diretora executiva da Organização Internacional do Café (OIC). A participação de uma das figuras mais influentes da cafeicultura mundial levou ainda mais credibilidade às discussões sobre as rígidas exigências dos países consumidores e as novas legislações europeias.
Para equipar os produtores diante desse novo cenário, a programação técnica foi dividida em três eixos centrais: Fundamentos da Cafeicultura Regenerativa (com foco prático na lavoura), O Mercado e o Carbono (certificações e agregação de valor) e Finanças Verdes e Seguros (acesso a linhas de crédito exclusivas).
Os debates foram guiados por uma equipe de peso, incluindo Rodolfo Osório de Oliveira (Chefe Geral da Embrapa Café), Sandro Magaldi (Especialista em Gestão e Inovação), Yuri Feres (Rainforest Alliance) e Pedro Loyola (Economista e especialista em seguro rural), além de pesquisadores, jornalistas e líderes do agronegócio como Camila Souza Ramos, Cassandra Marcon Giacomazzi, Elson Rocha Justino, João Raiser, Marcelo Fraga Moreira, Maria Cecilia Fiordoliva Ferronato, Monica Rayol, Natália Braulio dos Santos e Ricardo Nicodemos.
“Quero registrar meu reconhecimento e parabenizar o presidente da MonteCCer, Francisco Sérgio, o extraordinário superintendente Régis Damasio Salles, toda a diretoria, colaboradores e cooperados pela brilhante realização da 3ª Jornada da MonteCCer. O evento demonstrou, mais uma vez, a força do cooperativismo, a capacidade de organização da instituição e o compromisso com o desenvolvimento sustentável da cafeicultura. A qualidade dos debates, a participação expressiva dos produtores e a busca constante por conhecimento e inovação refletem o trabalho sério e visionário que vem sendo conduzido pela liderança da cooperativa”, finalizou Silas Brasileiro.
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Assessoria de Comunicação CNC
Alexandre Costa – alexandrecosta@cncafe.com.br / imprensa@cncafe.com.br
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