T Ó P I C O : Cafeicultura brasileira tem nas algas marinhas uma aliada importante para aumento da produtividade
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Cafeicultura brasileira tem nas algas marinhas uma aliada importante para aumento da produtividade
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 19/06/2026 16:44:34
Leonardo Assad Aoun comentou em: 19/06/2026 16:55
Cafeicultura brasileira tem nas algas marinhas uma aliada importante para aumento da produtividade

São Paulo – O café vive momento de expansão e transformação no Brasil. Mesmo diante dos impactos das mudanças climáticas sobre as principais regiões produtoras, a atividade acelera o investimento em inovação para aumentar a produtividade e garantir a sustentabilidade das lavouras. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira de café em 2026 está estimada em 66,7 milhões de sacas, com crescimento de 18% em relação ao ciclo anterior e novo recorde histórico. O avanço é impulsionado pela recuperação da produtividade, novas áreas de produção e adoção de tecnologias que contribuem para melhoria do desempenho das plantas, de acordo com a Conab.
Ao mesmo tempo, pesquisadores e produtores intensificam a busca por soluções que, efetivamente, ajudam as lavouras a enfrentar períodos de estiagem, temperaturas elevadas e irregularidade das chuvas, fatores cada vez mais frequentes nas regiões de cultivo. Nesse contexto, os bioestimulantes à base da alga marinha Ascophyllum nodosum ganham espaço como ferramenta estratégica para apoiar o desenvolvimento e a produtividade do café.
“A busca por maior produtividade precisa estar alinhada à construção de lavouras mais resilientes. Por isso, os cafeicultores têm investido cada vez mais em tecnologias que ajudam as plantas a enfrentar esses desafios climáticos e a manter altos níveis de desempenho produtivo” – afirma Marcos Bettini, diretor de Desenvolvimento de Mercado Latam da Acadian Sea Beyond, empresa canadense de coleta, manejo e extração de algas marinhas.
A assessoria da empresa explica que, encontrada nas águas frias do Atlântico Norte, ao longo da costa do Canadá, Ascophyllum nodosum desenvolve-se em um ambiente naturalmente desafiador. “A alga está constantemente exposta a variações de maré, alta salinidade e intensas oscilações de temperatura, que podem variar de -22°C a 40°C. Essas condições extremas favoreceram o desenvolvimento de mecanismos naturais de resistência e adaptação a diferentes condições. Quando aplicados às culturas agrícolas por meio de bioestimulantes, os compostos bioativos presentes em Ascophyllum nodosum ajudam a ativar processos fisiológicos que aumentam a tolerância das plantas aos estresses ambientais, favorecendo seu crescimento, vigor e potencial produtivo” – explica.
Empresa tem mais de quatro décadas de pesquisa
de algas para a agricultura
São Paulo – Considerada como referência global em pesquisas com algas marinhas para a agricultura, a Acadian Sea Beyond dedica-se há mais de quatro décadas ao estudo da alga e ao desenvolvimento de tecnologias que potencializam seus benefícios às plantas. “A empresa é pioneira na investigação científica dos compostos bioativos presentes em Ascophyllum nodosum e mantém uma das mais robustas estruturas de pesquisa da área, com estudos conduzidos em parceria com universidades, centros de pesquisa e instituições agrícolas ao redor do mundo” – reforça a assessoria da empresa canadense.
De acordo com Bruno Carloto, gerente de Marketing Estratégico da Acadian Sea Beyond na Unidade Atlantic –Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai–, o uso de bioestimulantes à base de Ascophyllum nodosum representa estratégia cada vez mais relevante para a cafeicultura brasileira.
“O produtor precisa extrair o máximo potencial da lavoura mesmo diante de cenários desafiadores. Os bioestimulantes à base de Ascophyllum nodosum ajudam a planta a ativar mecanismos naturais de tolerância ao estresse, favorecendo o desenvolvimento, a eficiência fisiológica e a produtividade ao longo de todo o ciclo” – frisa.
Cafeicultura sempre em busca de soluções
São Paulo – Carloto destaca que a adoção dessas tecnologias está alinhada às novas demandas por produtividade associada à sustentabilidade. “A cafeicultura busca soluções que aumentam a resiliência das plantas sem abrir mão da sustentabilidade. As algas marinhas contribuem justamente para esse equilíbrio, auxiliando o produtor a produzir mais e melhor em um cenário de constantes mudanças.”
“O café exige planejamento e visão de longo prazo. Por isso, investir em tecnologias para enfrentar condições adversas e expressar seu máximo potencial produtivo será cada vez mais importante para a sustentabilidade e para a rentabilidade das lavouras”, finaliza o especialista da Acadian.
Fonte: TC Online
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