T Ó P I C O : Lideranças avaliam previsão da safra 2012/13
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Lideranças avaliam previsão da safra 2012/13
Autor: Carla de Pádua Martins
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7 comentários
Último comentário neste tópico em: 27/01/2012 15:07:34
Carla de Pádua Martins comentou em: 24/01/2012 14:43
Lideranças avaliam previsão da safra 2012/13
A divulgação da primeira previsão de safra do café para 2012, feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vem gerando discussões de lideranças do setor.
Alguns concordam e festejam a “safra recorde”, outros dizem que os fundamentos do mercado estão alicerçados em diversos outros aspectos e que não podem ser influenciados pela previsão, portanto, notícia não influencia o negócio café.
A previsão da Conab indica que o País deverá colher entre 48,97 milhões e 52,27 milhões de sacas de 60 quilos do produto beneficiado, o que corresponde a 50,61 milhões de sacas no ponto médio. Segundo levantamento da Conab, divulgado em 10 de janeiro passado, confirmando o resultado, esta será a maior safra já produzida no País, superando o volume de 48,48 milhões sacas colhidas na safra 2002/03.
Entre aqueles que concordam e comemoram a previsão de que o Brasil terá uma safra recorde está o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, alegando que esse número reflete que o produtor brasileiro tem investido em tratos culturais. “Isso é resultado dos investimentos brasileiros em pesquisas e tecnologia e dos melhores tratos culturais aplicados pelos produtores de café, os quais vêm aproveitando esse cenário de melhores preços após uma década de prejuízos”, explica.
O presidente do CNC já havia estimado, em dezembro, uma safra de 52 milhões de sacas de café. “Devemos colher entre 50 milhões e 52 milhões de sacas no ano que vem. Será uma boa safra, mas menor do que esperada inicialmente”, acrescenta.
O presidente da Cooxupé, Carlos Paulino, disse que na área de atuação da cooperativa, entre as lavouras do cerrado e do Sul de Minas, deve acontecer uma quebra de safra de 6% a 10% em relação à safra anterior. “Eu acho que um órgão do governo, como é o caso da Conab, possui técnicos e ferramentas para fazer um levantamento preciso, por isso, eu acredito nos números divulgados, apesar de constatar que onde a Cooxupé atua, essa não será realidade”, diz.
Carlos Paulino explicou que o café conilon, com 15 milhões de sacas, deve realmente ter um safra bem maior, porém não será o mesmo que vai acontecer com o arábica, com 36 milhões de sacas, principalmente no sul de Minas.
Na opinião do presidente da Cooxupé “o mercado já assimilou esses números de previsão e tem sido influenciado mais pela crise econômica mundial, do que pela expectativa de safra”.
E Carlos Paulino também alerta: “Não vai sobrar café. Acredito que a safra que teremos vai ser a conta”, finaliza.
Para Francisco Ourique, da Cooperativa Regional dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso (Cooparaiso). Para ele “o mercado já superou a discussão sobre o tamanho da safra. O certo é discutir como estabelecer diretrizes com o governo, para explicar e tirar proveito das circunstâncias internacionais, que vêm do desequilíbrio de alguns países chaves e do sistema de crédito internacional, que vai afetar a vitalidade de importantes empresas torrefadoras e importadores de café”, relacionou ele.
Franciso Ourique diz que as lideranças do setor cafeeiro devem estar mais preocupadas agora é em “construir um plano de safra e definir estratégias e metas de médio prazo. Quanto mais cedo melhor se o governo federal conseguir colocar uma massa importante de crédito para fazer frente à falta de crédito do outro do lado do mundo, dos importadores. A situação vai obrigar o Brasil a ter um encargo de como atravessar a comercialização da safra e quanto mais cedo isso for feito, melhor. A produção recorde brasileira vem ao encontro de números também recordes de consumo mundial”, disse.
O presidente executivo da Associação Nacional dos Sindicatos Rurais das Regiões Produtores de Café e Leite (Sincal), Armando Matielli, não concorda com o números divulgados pela Conab. “Com base na pós florada, feita em novembro de 2011, a classe produtora tinha uma ideia de que aconteceria uma grande safra. Porém, em dezembro do ano passado, janeiro deste ano, a opinião da classe agronômica e cafeicultores, é a de que a safra não será maior que em 2011”, compara ele.
Armando Matielli conta que “a Sincal já tinha alertado para os índices pluviométricos de 2010, que apresentaram média inferior à média histórica. Em 2011, de maio a setembro, época determinante para o bom pegamento dos frutos nas principais regiões cafeeiras, choveu entre 40 a 70 milímetros, nesses cinco meses”.
Ele explica que isso foi insuficiente. “O volume pluviométrico, já amplamente divulgado través de pesquisas do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que mostra média de produção de 30 anos, diz que o café necessita de 200 milímetros de chuvas nesse período”, relata Matielli.
O presidente da Sincal critica os números da Conab, dizendo que “essa previsão atende aos anseios do setor comercial, mas na realidade a maioria dos cafeicultores não concorda com essa previsão.
Silas Brasileiro, por exemplo, argumentou que a safra deveria mesmo ficar entre 48 e 52 milhões de sacas, compatibilizando com a expectativa que a Companhia divulgou, mas nós da Sincal discordamos, pois julgamos que Silas baseia seus números na cafeicultura do Triângulo Mineiro, de onde é oriundo, que é uma cafeicultura irrigada, mecanizada e altamente tecnificada, o que contrasta radicalmente da cafeicultura das regiões serranas, que correspondem a 72% do parque cafeeiro, principalmente do Sul de Minas, Zona Mata Mineira, Espírito Santo e boa parte da Mogiana, no Estado de São Paulo”, explica Armando Matielli.
Fonte: Coffee Break
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Heloisa Rocha Aguieiras comentou em: 24/01/2012 17:16
Crédito
Ao contrário do que foi publicado acima, o crédito (autoria) desta matéria é do Coffee Break (www.coffeebreak.com.br).
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Carla de Pádua Martins comentou em: 24/01/2012 21:44
Retratação ao Coffee Break
Prezada Sra. Heloísa,
Desculpe-me pelo enorme descuido, lamento o engano. Estava com várias notícias e sites abertos ao mesmo tempo para postar na Comunidade e por distração cometi a falha.
Desde já agradeço a compreensão.
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Heloisa Rocha Aguieiras comentou em: 25/01/2012 15:17
Prezada Carla,
Nem é preciso pedido de desculpas. Na verdade, vc presta um grande serviço a todos nós na divulgação de notícias da cafeicultura, o que faz toda a diferença p/ melhorar cada vez mais o setor.
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Arnaldo Reis Caldeira Júnior comentou em: 25/01/2012 16:58
NÃO ACREDITO NA CONAB;
Os números desta safra são sem credibilidade e de interesse duvidoso.
Tal qual é bem duvidoso os interesses da lideranças do setor produtivo do café.
.............
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Fernando Souza Barros comentou em: 26/01/2012 11:32
Infelizmente a Previsão não bate!
Prezados Companheiros
Enquanto não tivermos a área em café,a idade da lavoura e tudo isto por região não teremos uma previsão de safra criteriosa.Para aqueles que não sabem,hoje ela é feita com reuniões regionais,junto a Cooperativas e Agronomos a campo e finalmente com o setor Exportador.Hora como os Exportadores e algumas Cooperativas sempre trabalharam vendidos a fixar abaixo da cotação da Bolsa de N.York que conforme já falamos aqui é de um produto que não o nosso café Natural Brasileiro a manipulação e a informação dos números são um componente da Comercialização. Os números do consumo interno tambem não batem e como não temos estatistica confiavel até por que parte de nosso café é consumido sem Nota Fiscal, faz com que o produtor fique refen do achismo ou seja cada um tem um número e assim é facilmente manipulado confundindo crédito com renda e sempre dependente do ano seguinte...A quem interessa? Ao Torrador Nacional e Internacional que compra nosso café o máximo pelo mínimo e se não der embarque empurra para o mes seguinte ou cancela a venda!
Abraço e até mais
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Marco Antonio Jacob comentou em: 27/01/2012 12:13
SAFRA DERIVADA
Previsão de safra em um país continental é muito díficil , mas não impossivel , porém os dados dever ser atualizados , e, as pesquisas e amostragens mais precisas.
Os orgãos oficiais nos últimos anos erraram nas previsões , assim suas previsões são vistas com descredito junto aos participantes do mercado.
Dado a estes erros passados , o mercado sempre interpreta que a safra anunciada pela CONAB é 5 milhões de sacas inferiores a realidade.
Porém a CONAB vem fazendo um trabalho paralelo , pouco conhecido e divulgado , que se chama SAFRA DERIVADA , que é quantificar através de estoques iniciais no final de Março do ano anterior , somando-se o uso de cafés (exportação+consumo interno) entre abril à março, portando 12 meses , e novamente quantificando os estoques em Março.
Assim sendo , a SAFRA DERIVADA , é um numero proximo a realidade , que em 2010 chegou a a 53,34 milhões de sacas.
Como esta metodologia é nova , não temos um histórico razoavel de dados.
Entretanto , a primeira estimativa oficial apontando uma safra de 49 a 52 milhões de sacas , está sendo tratada como recorde , que é uma inverdade, pois a safra de 2010 , através da SAFRA DERIVADA foi demonstrada em 53,34 milhões de sacas , portanto maior que o numero superior de 52 milhões desta primeira previsão para 2012.
Temos que nos esforçar para que a contagem de estoques em Março deste ano seja a mais precisa , para apontarmos a SAFRA DERIVADA de 2011.
Pelos meus parcos conhecimentos , acredito que a SAFRA DERIVADA de 2011 , apresentará numeros entre 43/45 milhões de sacas.
Finalizando , temos muita pouca disponibilidade de café atualmente e exportaremos no primeiro semestre de 2012 ,aproximadamente 12 milhões de sacas , fazendo com que os estoques de cafés arábicos nos países importadores caiam a níveis drasticos , assim sendo , se as cotações da Bolsa de NY não reagir com efetividade, por motivos adversos ao fundamental do café , veremos os diferencias de cafés brasileiros bem mais altos.
Minha previsão de safra para 2012 é proxima ao numero inferior divulgado pela CONAB , 49 milhões de sacas , sendo 34 milhões de arabicos e 15 milhões de conilon.
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